Sábado, Novembro 30, 2002




Ricardo Guimarães,na revista Trip,fez um artigo em que enumerou vários trechos-chave deste filme. É interessante, pois são palavras fortes,feitas pra despertar não só os personagens, como também a platéia.
Nos mostra que a vida é feita de escolhas, que não existe determinismo. Mostra o respeito pelo livre-arbítrio, e a dura vida dos "buscadores", aqueles que procuram fugir da ilusão e descobrir a essência das coisas. Envereda pelo taoísmo, Zen budismo e reforça a mensagem do Velho Testamento de que nós somos Deus, mas estamos subjugados pelo medo.
Não deixem de ver meu outro comentário sobre a parte da colher,que esconde uma mensagem cifrada de alto conhecimento.



Acorde, Neo.
Matrix has you.
You are my personal Jesus Christ.
Meu nome é Trinity.
Você dorme mal e passa a vida na frente do computador.
Você quer saber o que é Matrix. É a pergunta que nos impele.
Você escolhe: a pontualidade ou a demissão.
Você escolhe: o andaime ou as escadas.
Você escolhe: a pílula azul ou a vermelha.
Você escolhe: saber ou não saber?
Você escolhe: a sua vida ou a dele.
É preciso estar pronto para ver.
A única coisa que te ofereço é a verdade.
O tempo está sempre contra nós.
Estou morto? - Você nunca esteve tão longe disso!
Ninguém pode te mostrar. Você tem que ver por você mesmo.
Meus olhos doem.
Você não está acostumado a ver.
Não pense que sabe. Saiba!
Não tente bater. Bata!
Matrix são todos e ninguém.
Você não vai escapar das balas. Você não vai precisar escapar das balas.
O "judas" Reagan: - Ignorance is bliss.
Você não pode dobrar a colher porque não existe colher!
Conheça a si mesmo.
Ele é o mais rápido de todos.
Eu sou, porque acredito.
O Oráculo disse o que você precisava ouvir.
Você não pode estar morto, porque eu te amo.
Eu libertei o mundo da Matrix. Entrego-lhes um mundo livre, sem controles, onde tudo é possível. Agora, a escolha é sua.




"Aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas"
(João 14:12)

"Eu Disse: Sois Deuses. Sois todos filhos do Altíssimo"
(Salmo 82.6)

Enviado às 3:51 AM

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Sexta-feira, Novembro 29, 2002


MANIFESTO ROSACRUZ

...Pouco importam as idéias políticas, as crenças religiosas, as convicções filosóficas de cada um. Os tempos não estão mais para divisão, qualquer que seja sua forma, mas para a união; para a união das diferenças, a serviço do bem comum. Nisso, nossa Fraternidade conta em seu quadro com cristãos, judeus, muçulmanos, budistas, hinduístas, animistas e mesmo agnósticos. Reúne também pessoas que pertencem a todas as categorias sociais e representam todas as correntes políticas clássicas. Homens e mulheres nela têm um status de total igualdade e cada membro goza das mesmas prerrogativas. É essa unidade na diversidade que faz a pujança do nosso ideal e da nossa egrégora. Assim é porque a virtude que mais prezamos é a tolerância, isto é, precisamente, o direito à diferença. Isto não faz de nós sábios, pois a sabedoria abrange muitas outras virtudes. Consideramo-nos antes filósofos, ou seja, literalmente, "amantes da sabedoria".

Não sou Rosacruz,mas concordo inteiramente com o parágrafo acima. Também não sou espírita de carteirinha. Prefiro me definir como um livre pensador, e um filósofo (literalmente). As diferenças fazem a unidade, pois se complementam, mas só a partir do momento em que há respeito mútuo, seja no relacionamento com amigos,irmãos ou no namoro. Para ler o manifesto por inteiro cliquem aqui.

Enviado às 6:46 PM

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SATANISMO


A imprensa brasileira ainda consegue me impressionar com a contribuição que ela dá para tornar nossa vida mais insuportável.
Como se já não bastasse a apologia a violência,ainda temos que aguentar a "escolinha dominical de satanismo" do Fantástico.
Eles já deram as dicas de como matar adequadamente uma jogadora de RPG (punhal,símbolos escritos no chão,de preferência dentro de uma igreja) mas acharam pouco e agora resolveram ensinar como se faz um ritual satânico.
E sem motivo, já que o culto a Satã é tão antigo quanto a Bíblia, e já não tem mais nada de novo pra se falar. Nem mesmo a Igreja Católica dá cartaz a eles, e já admite que não há um Belzebu, e sim pessoas desviadas do caminho. Mas a Globo resolveu dar destaque, através da figura de um padre neurótico e um satanista de Shopping Center que se parece com o vocalista do The Cure.
Logo de cara se vê que ele fundou a seita pra poder faturar umas garotinhas incautas. O resto é tudo mis en scene.
Mas,por trás de um idiota, tem sempre um líder manipulador, e obviamente não é ele. Grupos de espíritos que se comprazem com os prazeres da Terra se acercam dessas pessoas para sentir o que elas sentem. Assim,esses satanistas são meros "playmobils",intuídos por essas entidades a fazerem orgias, se entupirem de drogas, autoflagelação e outras bobagens. Porque? Simples. Essas entidades estão em outro plano vibracional,sem nenhuma relação física conosco. Não querem trabalhar do outro lado e ficam com saudade da vidinha de festas e prazeres que tiveram aqui. No plano físico,o nosso corpo interpreta os sinais sensoriais captados pelos terminações nervosas e jogam pro cérebro,através de descargas químicas e elétricas. É nesse momento que os espíritos, que estão intimamente ligados com a mente de seus "bonecos" (através de afinidade mental,pois pensam da mesma forma), conseguem sentir as mesmas coisas que eles, como se estivessem encarnados novamente.

Tanto que o satanista-mor diz na entrevista: "quando bebo sangue,me sinto um com quem está comigo". BABACA!!!! Tá sendo usado e ainda tem orgulho disso!!! É óbvio que ele se sente um: o sangue é rico em fluido vital,que é absorvido por ambos. Assim, o espírito se torna mais denso,ao ponto de ser sentido (e,o mais importante pra ele: sentir) ou ser até mesmo visto.

Quando o "boneco" não serve mais (quando as ligações energéticas estão destruídas por causa das drogas ou quando ele tá esgotado energeticamente e não vai se recuperar) os espíritos simplesmente se livram dele, em casos extremos intuindo os outros participantes a matá-lo. E os idiotas nem vão saber porque fizeram isso!

Agora que a Globo ensinou como se faz o ritual,vai ter um bando de satanistas de fim-de-semana que vão fazer isso, pra alegria de um bando de espíritos que não tem o que fazer!

Enviado às 4:38 PM

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AMOR, IMBATÍVEL AMOR
Por Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco.

O amor é a substância criadora e mantenedora do Universo, constituído por essência divina. É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte. Mais se agigante, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia. Nunca perece, porque não se entibia nem se enfraquece, desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida.
Assim como o ar é indispensável para a existência orgânica, o amor é o oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver.

É imbatível, porque sempre triunfa sobre todas as vicissitudes e ciladas.

Quando aparente - de caráter sensualista, que busca apenas o prazer imediato - se debilita e se envenena, ou se entorpece, dando lugar à frustração.

Quando real, estruturado e maduro - que espera, estimula, renova - não se satura, é sempre novo e ideal, harmônico, sem altibaixos emocionais. Une as pessoas, porque reúne as almas, identifica-as no prazer geral da fraternidade, alimenta o corpo e dulcifica o eu profundo.

O prazer legítimo decorre do amor pleno, gerador da felicidade, enquanto o comum é devorador de energias e de formação angustiante.

O amor atravessa diferentes fases: o infantil, que tem caráter possessivo, o juvenil, que se expressa pela insegurança, o maduro, pacificador, que se entrega sem reservas e faz-se plenificador. Há um período em que se expressa como compensação, na fase intermediária entre a insegurança e a plenificação, quando dá e recebe, procurando liberar-se da consciência de culpa. O estado de prazer difere daquele de plenitude, em razão de o primeiro ser fugaz, enquanto o segundo é permanente, mesmo que sob a injunção de relativas aflições e problemas-desafios que podem e devem ser vencidos. Somente o amor real consegue distingui-los e os pode unir quando se apresentem esporádicos.

A ambição, a posse, a inquietação geradora de insegurança - ciúme, incerteza, ansiedade afetiva, cobrança de carinhos e atenções -, a necessidade de ser amado caracterizam o estágio do amor infantil. obsessivo, dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado.

A confiança, suave-doce e tranqüila, a alegria natural e sem alarde, a exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica, a não-posse, não-dependência, não-exigência, são benesses do amor pleno, pacificador, imorredouro.

Mesmo que se modifiquem os quadros existenciais, que se alteram as manifestações da afetividade do ser amado, o amor permanece libertador, confiante, indestrutível.

Nunca se impõe, porque é espontâneo como a própria vida e irradia-se mimetizando, contagiando de júbilos e de paz. Expande-se como um perfume que impregna, agradável, suavemente, porque não é agressivo nem embriagador ou apaixonado...

O amor não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre, porque vive no íntimo do ser e não das gratificações que o amado oferece. O amor deve ser sempre o ponto de partida de todas as aspirações e a etapa final de todos os anelos humanos.

O clímax do amor se encontra naquele sentimento que Jesus ofereceu à Humanidade e prossegue doando, na sua condição de Amante não amado.

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Há um ditado hindu diz:
Quem ama não precisa possuir, porque já carrega o ser amado no coração.

Enviado às 1:20 PM

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PRANA

É a energia cósmica do universo (pelo menos a parte que está acessível à nossa dimensão).
Os hindus a chamam de Prana (ou Purana), os chineses de Chi (ou Ki), Wilhelm Reich chamava de Orgone, e no espiritismo se conhece por Energia imanente (ou primária).
Pode ser visto em dias de sol,com o céu bem aberto. Para isso,fiquem deitados de costas, olhando para o céu. Após algum tempo,a vista relaxa, abrindo o campo da retina, e será possível ver minúsculas bolinhas brancas, às vezes com um pronto preto. Surgem por um segundo ou dois, deixam um ligeiro traço e tornam a desaparecer. Se você persistir na observação e expandir a visão, começará a ver que todo o campo pulsa num ritmo sincronizado. Nos dias de sol, as bolinhas de energia,brilhantes, movem-se depressa. Nos dias enevoados, mais translúcidas, movem-se devagar e são em menor número. Numa cidade envolta em névoa e fumaça, são menos ambundantes, escuras, e movem-se muito devagar.

No Oriente se dá o maior valor a respiração,pois é através dela que retiramos a energia para o nosso veículo extrafísico. Nós fazemos isso toda noite,ao dormir. O corpo astral fica planando pouco acima do físico pra poder "se encher" de prana (através dos chakras). Infelizmente isso é um processo inconsciente e poucos lembram de algo assim. Mas existem técnicas e mais técnicas de Yôga pra absorção do Prana acordados. Recomenda-se fazer isso logo pela manhã, pois o ar é mais rico em energia. Uma outra técnica,desta vez pelo espiritismo, é que se coloque um copo com água pra receber os primeiros raios do sol. Assim, a água se energiza, pois ela absorve muito prana. É dessa forma que o planeta se limpa dos miasmas mentais de seus habitantes. Imagine a poluição mental que fica,com tanto stress, violência, desesperança,fome, etc. A chuva é um bálsamo, pois os pingos, ao cair, vão "recolhendo" o prana da atmosfera e, como flechas, destroem as energias do pensamento de baixa vibração (que,por isso mesmo,ficam poluindo o ar mental,como nuvens de CO2 poluem o ar físico). É por isso que invariavelmente chove (e muito) após o carnaval. Pelo menos em Olinda,é tiro e queda!
Após uma chuva forte dessas, vá para a rua e sinta o ar. É MUITO bom!

Referência: Mãos de Luz - Guia para a cura através do CHI
Reportagem sobre o Yôga,ensinando como fazer algumas práticas

Enviado às 2:44 AM

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Quarta-feira, Novembro 27, 2002


VIOLÊNCIA FAMILIAR

E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão.
(Mateus 10:21)

Muitas pessoas ficam chocadas com esses fatos de morte em família, gente que convive intimamente com o outro e mata com requintes de crueldade.
Isso sempre existiu, mas somente agora está sendo jogado na cara das pessoas. Não é à toa que dois casos de espancamento até a morte foram filmados,em 1 semana. Faz parte da época das revelações,como já falei aqui antes.

Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se.
(Mateus 10:26)

É a época em que o ser humano se defronta com a sua própria natureza, seus próprios medos,e, com alguma sorte, se questionará sobre isso. Muitos procurarão a salvação em religiões, outros ficarão esperando o apocalipse, enquanto outros, mais sábios, procurarão olhar para o próprio íntimo a fim de eliminar de sua alma toda e qualquer ressonância a esse tipo de violência.

Violência alimenta violência. Não foi à toa que,com a divulgação em massa do caso do assassinato dos pais da menina rica uma onda de violência familiar se alastrou. Isso acontece porque o pensamento é uma fonte de energia que interage com o ambiente e com outras pessoas. Quanto mais gente pensa a respeito,mais esse bolsão de pensamento vai ganhando força,e,quando atinge uma mente propensa a cometer um ato de violência,ele ressoa, como uma corda de violão afinada em uma certa nota. Então,ele tem a "inspiração" pra cometer o ato,que até então era só uma possibilidade adormecida no fundo da sua alma.

A imprensa está investindo no filão de noticiar mais casos escabrosos em família. Então aguardem mais e mais casos,nesse círculo vicioso.

Enviado às 5:47 PM

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SEM AMOR EU NADA SERIA

O livro Saulo e Estevão,de Emmanuel, retrata a conversão de Saulo (conhecido depois como Paulo de Tarso), antes um perseguidor dos primeiros cristãos, para se tornar o criador da Igreja Católica como a conhecemos. É dele as inspiradas frases "Sem amor nada seria" e "tudo me é permitido,mas nem tudo me convém".

Renato Russo fez um trabalho brilhante em Monte Castelo,adaptando o texto de Paulo às novas gerações,e acrescentando versos que o próprio Paulo se orgulharia de ter escrito!! Devo confessar que foi depois dessa música que comecei a explorar a Bíblia,até então "coisa de crente".
Gostaria de estender isso a vocês,tendo a liberdade de macular o texto com meus comentários (perdôem esse exegeta que vos fala)

I Coríntios 13:

1: Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.

(címbalo = Antigo instrumento, constituído por dois meios globos de metal que se percutiam um contra o outro; pratos.) Ou seja, a pessoa seria apenas um instrumento de canalização, uma corda afinada que vibra na mesma frequência de algum outro ser emissor. Muita gente por aí acha que é o tampa de crush por ser médium e receber mensagens nobres e elevadas, inclusive de extraterrestres. Acham que não precisam continuar estudando, trabalhando na humildade e caridade, e vão logo para as luzes da ribalta. São sepulcros caiados, brancos por fora e podres por dentro, como bem nos alerta Jesus.

2: E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

Muita gente busca o esoterismo pra conseguir poderes, conhecimento, soberania sobre outros. Muitos conseguem,mas são uns idiotas. Os maiores na Terra são os menores no "céu". Passar anos na Índia pra levitar e fazer mágica pode impressionar muita gente,mas aquele que resolveu trabalhar pelos seus semelhantes, seja na Índia,Nepal ou Brasil, esse sim,é o maior.

3: E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

Tem uns "espertos" que resolvem de fato trabalhar pelos semelhantes,mas visando um "terreno no céu". Atos materiais podem até ajudar muita gente, mas o que vale mesmo para a sua evolução é o teor da energia que transforma a idéia em ação. Daí o "ME aproveitaria" da frase de Paulo (gênio,o cara!). É benefício para os outros, sim, mas não pra você.

4: O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se envaidece,
5: não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6: não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
7: tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8: O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

O amor derruba as barreiras: seja a do destino, da língua ou da dogmática. De fato, o maior poder no universo é o amor. O amor verdadeiro,universal. "Deus é amor" é muito mais do que uma simples frase melosa: é uma síntese.

11: Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Muita gente chega a condição de adulto e continua com as coisas de menino. E não falo da idade (nem Paulo,tampouco). O conhecimento liberta, amadurece,e traz com ele novas responsabilidades,que exigem nova conduta. Por isso as pessoas se transformam tanto quando atingem um certo nível evolutivo. É preciso deixar muitas coisas para trás, inclusive certas amizades que insistem em continuar lhe puxando pra baixo, que nem corda de caranguejo. Buddha deixou a riqueza, os pais, esposa e filhos para se dedicar a atingir a iluminação. Mas não se esqueceu deles. Quando conseguiu, voltou trazendo o maior presente que um ser vivo pode dar a outro: o caminho para a libertação da Matrix.

12: Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
13: Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.
(I Coríntios 6:12)

Enviado às 3:47 AM

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Terça-feira, Novembro 26, 2002


BLOG OF NOTES

Bem que eu achei estranho quando o contador diário pulou dos 10 visitantes habituais pra 70... já que vai vir todo tipo de gente (principalmente gente "esquisita" atraída pelo meu nick) sugiro que se detenham na leitura atenta dos arquivos, pois este blog não foi feito pra ser efêmero, engraçado ou retratar meu dia-a-dia, e sim uma forma de ajudar as pessoas a pensarem por conta própria,a treinarem seu discernimento. É por isso que digo que nada aqui é verdade. Até porque não existe a verdade.
Leiam,reflitam e busquem seu próprio caminho.

"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original"
(Albert Einstein)

Enviado às 7:10 PM

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A TÁBUA DE SALVAÇÃO

Imagine que você está no alto-mar. A praia pode ser vista,muito distante. Você sente vontade de ir nadando até lá, mas pensa que não vai conseguir chegar nadando: poderá morrer de exaustão ou caimbra. Então você fica lá,esperando algum barco passar,ou algum milagre. O mar está agitado,com ondas gigantescas,que jogam você de um lado para o outro. O tempo passa, e você vai se resignando,se acalmando,e, como tudo na vida, o mar também é cíclico: após a tempestade vem a calmaria.
A superfície do oceano ficou lisa como a de um lago, e então você pôde divisar o infinito do horizonte. Ao longe,você percebe um objeto boiando. "Uma tábua de salvação!", pensa. Ela estava lá, o tempo todo, e você não percebeu por causa das ondas, da agitação do mar.

Agora você tem uma opção que lhe abre novas possibilidades. Você pode continuar esperando o milagre, ou ir até a tábua, agarrá-la e usá-la pra lutar pela sua vida, nadando até a salvação da praia (por mais distante que ela pareça). Ou você pode ir até a tábua e descansar, agarrado nela, esperando pela salvação (que talvez nunca chegue).

A tábua não é a salvação em si. É um meio para a salvação.

Se imagine nadando com a tábua. Ela é um facilitador. Você sabe que poderia nadar sem ela, mas seria muito mais cansativo. Poderia até não chegar à praia sem ela. E levaria muito mais tempo. Poderia até nadar pro lado errado,pois não estaria com a cabeça para fora d'água.

Imaginem agora quem é a "tábua".

"Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens"
(João 10:9)

"Pois meu jugo é suave e o meu fardo é leve."
(Mateus 11:30).

Enviado às 12:51 AM

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Sexta-feira, Novembro 22, 2002


Texto adequado a esse blog: EM BUSCA DA LIBERTAÇÃO. Reúne Platonismo,Vedas, Budismo,etc. Muito bom!

Enviado às 3:08 PM

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Quarta-feira, Novembro 20, 2002


CRISE DE ABSTINÊNCIA


"Eu quero carne nova!!"

Se recuperando de um tratamento contra pedofilia,o popstar Michael Jackson não conseguiu controlar o vício e irrompeu na varanda do Hotel em que está hospedado,na Alemanha,segurando o seu filho Prince Michael,de 5 anos, pelo pescoço.
Aos gritos de "eu quero uma criança,já!" Michael Jackson ameaçou jogar o menino,que estava encapuzado, varanda abaixo. Exigiu das autoridades alemãs que o irmão de Macaulay Caukin - que apareceu recentemente no filme 'Sinais' - subisse até o seu quarto. O próprio Macaulay chegou a se oferecer para aplacar a sanha do pevertido popstar, mas Jackson recusou, dizendo que "esse aí já passou do ponto".

Enviado às 6:49 PM

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Terça-feira, Novembro 19, 2002


MILAGRE

Essa eu achei (quem diria) na página do Padre Quemedo!
Um negocio interessante sobre o sangue de São Genaro,que se liquefaz várias vezes durante o ano. Se foram feito mesmo todos os testes que dizem ter feito,é um evento paranormal de primeira!!

Enviado às 5:16 PM

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Segunda-feira, Novembro 18, 2002


MÚSICA

Falando em música clássica,meu grande ídolo da música é Yuzo Koshiro. Ele compõe música para videogames (Streets of Rage,Ys, Actraiser,etc.) e começou a tocar aos 3 anos. Aos 8 compõs a primeira música. Foi aluno de Joe Hisaishi (músico consagrado), que faz todas as trilhas sonoras dos animes do cultuado diretor de cinema Hayao Miyazaki (gênio!), entre eles Princesa Mononoke. Joe, por fim, é um admirador de John Williams (outro mestre da música) e TODOS rendem tributo aos grandes mestres do passado. Mozart é um caso raro de talento nato. Aos 10 anos compõs uma sinfonia sem usar instrumentos (ele imaginava todos os acordes na cabeça e escrevia no papel) e tocava de ouvido, brincando,como se pode ver no filme Amadeus.
Acabo de descobrir que uma música maravilhosa que ouvi no game Fatal Fury 2 é dele: "Dies Irae", tema de Wolfgang Krauser. Eu desconfiava que podia ser dele,até porque o personagem tem o prenome de Mozart, mas o estilo me lembrava mais Wagner (ouçam o MIDI). Ou seja: o cara detona em todos os estilos!!!! Que nem Yuzo Koshiro :)

Tradução de Dies Irae,do Requiem de Mozart:

Dia de ira,aquele dia
que transformará o mundo em cinzas,
como predito por David com a Sibila.
Quanto tremor virá
Quando o juiz chegar
para exigir contas,rigorosamente!

Quem lê,entenda ;)

Enviado às 5:42 PM

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CAFÉ COM PRESUNTOS


A Folha de Pernambuco é o jornal que,se espremer,sai sangue. Acho que todo Estado tem um assim. O pior é que minha mãe assina essa porcaria e todos de casa adoram. Menos,eu,claro,que logo no café da manhã dou de cara com a página toda tingida de vermelho-carmim,característica do sangue coagulado. Algumas vezes os fotógrafos conseguem chegar a tempo de pegar o presunto ainda fresco,jorrando um sangue rico em hemoglobinas vivas.

Eu protestava,mas,como sou minoria,fui vencido pela democracia. Então,pela 20ª vez que tive de tomar meu café da manhã com presuntos,peguei o jornal,amassei e joguei no canto da parede. No outro dia não ví mais o jornal em cima da mesa. "Puxa" pensei "finalmente se tocaram do quanto é nojento comer vendo essas coisas". Mas aí chega minha mãe e, antes mesmo de dizer 'bom-dia', pergunta pela página policial. A empregada diz que está em cima da geladeira, pra evitar que eu o amasse.
Bem,pelo menos funcionou. Se eles não preservam a minha integridade psicológica, pelo menos cuidam bem da integridade física do jornal!

Enviado às 2:25 AM

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Sábado, Novembro 16, 2002


A ALEGORIA DA CAVERNA (Platão e Sócrates são demais!)

Platão expôs o mito da caverna no Livro VII da República. Possui a forma de um diálogo imaginário, do qual participam o filósofo Sócrates e os irmãos de Platão, Glauco e Adimanto. No livro VII Sócrates conta a Glauco o famoso mito da caverna como um retrato da ignorância humana. Pode (e deve) ser encarada como a metáfora da nossa vida, que,como os Budistas bem sabem, é uma ilusão, um pálido reflexo da realidade. Nos mostra o quão difícil é nossa ascensão,mas o quanto ela é gratificante para os que perseveram e alcançam o topo. Também nos ensina,através da lógica, que é muito melhor ser humilde servidor na luz do que um Rei nas trevas. E a dureza que é tentar ajudar os que ficam lá embaixo, por estarem eles se deleitando tão somente com aquilo,quando há muito mais pra se ver! E fica a mensagem: não se pode tirá-los à força! Tudo isso é o que compõe a base moral o espiritismo,e Sócrates poderia ser considerado o primeiro doutrinador espírita do mundo :)

Sócrates - Agora imagina a maneira como segue o estado das nossas naturezas relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrâneas, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de perna e pescoço acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as corrente os impedem de voltar à cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.
Glauco - Estou vendo.
Sócrates - Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que o transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.
Glauco - Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.
Sócrates - Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e de seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica defronte?
Glauco - Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?
Sócrates - E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?
Glauco - Sem dúvida.
Sócrates - Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?
Glauco - É bem possível.
Sócrates - E se a parede do fundo da prisão provocasse eco, sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?
Glauco - Sim, por Zeus!
Sócrates - Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados?
Glauco - Assim terá de ser.
Sócrates - Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se,enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?
Glauco - Muito mais verdadeiras.
Sócrates - E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?
Glauco - Com toda a certeza.
Sócrates - E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?
Glauco - Não o conseguirá, pelo menos de início.
Sócrates - Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite,os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e sua luz.
Glauco - Sem dúvida.
Sócrates - Por fim, suponho eu, será o sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal qual é.
Glauco - Necessariamente.
Sócrates - Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.
Glauco - É evidente que chegará a essa conclusão.
Sócrates - Ora, lembrando-se de sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?
Glauco - Sim, com certeza Sócrates.
Sócrates - E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?
Glauco - Sou de tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.
Sócrates - Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?
Glauco - Por certo que sim.
Sócrates - E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?
Glauco - Sem nenhuma dúvida.
Sócrates - Agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar, ponto por ponto, esta imagem ao que dissemos atrás e comparar o mundo que nos cerca com a vida da prisão na caverna, e a luz do fogo que a ilumina com a força do Sol. Quanto à subida à região superior e à contemplação dos seus objetos, se a considerares como a ascensão da alma para a mansão inteligível, não te enganarás quanto à minha idéia, visto que também tu desejas conhecê-la. Só Deus sabe se ela é verdadeira. Quanto a mim, a minha opinião é esta: no mundo inteligível, a idéia do bem é a última a ser apreendida, e com dificuldade, mas não se pode apreendê-la sem concluir que ela é a causa de tudo o que de reto e belo existe em todas as coisas; no mundo visível, ela engendrou a luz; no mundo inteligível, é ela que é soberana e dispensa a verdade e a inteligência; e é preciso vê-la para se comportar com sabedoria na vida particular e na vida pública.
Glauco - Concordo com a tua opinião, até onde posso compreendê-la.

É duro ter de se readaptar à luz e voltar a enxergar as sombras,após ter podido vislumbrar a realidade. O olho não se acostuma como antes,e perde-se a graça em ficar olhando sombras na parede. Mas,infelizmente ainda estamos acorrentados...

Enviado às 6:34 AM

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Sábado, Novembro 09, 2002


VIDEO GAMES

"Video-games nao influenciam crianças. Quer dizer, se o Pac-man tivesse influenciando a nossa geraçao, estaríamos todos correndo em salas escuras, mastigando pílulas mágicas e escutando músicas eletrônicas repetitivas."
- Kristian Wilson, Nintendo Inc,em 1989

Poucos anos depois surgiriam as raves...

Enviado às 7:54 AM

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Terça-feira, Novembro 05, 2002


MULHERES NO VOLANTE...


Madaleine Gross, uma dona-de-casa do Arkansas, estacionou de forma indevida, por cima de um esportivo. Um CARRO esportivo.
Ela justificou sua barbeiragem dizendo "o flanelinha me mandou continuar vindo de ré, falando cada vez mais alto 'venha,venha!'. Comecei a ficar irritada com a grosseria desse sujeito,e fui mais rápido. Até que eu olhei pelo retrovisor e não vi mais a linha do horizonte."
O flanelinha,fanho de nascença, procurava explicar a insólita situação para a polícia: "eu vercebi que ela ia vater,e gritei vreia,vreia, vas ela vão ouvia!"

Enviado às 5:43 PM

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DE VOLTA PARA A CADEIA


Foi preso hoje de manhã o excêntrico inventor Dr. Emmett Brown, após ele ter se envolvido num acidente de trânsito em Hill Valley, norte da Califórnia.
O cientista pilotava uma Delorean na contramão de uma autoestrada,e acabou se chocando de frente com uma van.
Michael L. Knox,motorista da van,disse que ele apareceu praticamente do nada,e não pôde evitar o choque.
O cientista foi preso após tentar justificar sua atitude,afirmando ter vindo diretamente do futuro,e tentou se evadir do local dizendo que precisava salvar alguém chamado McFly. Foi detido imediatamente.
"Obviamente ele estava embriagado" disse o oficial encarregado Biff Tannen. E completou: "Esse homem é um perigo pra sociedade. A cadeia é o lugar dele."

Enviado às 5:23 PM

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Domingo, Novembro 03, 2002


AS DUAS DORES DO AMOR

Existem duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também.
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar. É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita.
É uma dor que nos confunde.Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo. Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.

Esse é um texto sem dono que tava rolando por aí pelos blogs da vida

Enviado às 4:33 AM

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Sexta-feira, Novembro 01, 2002


O ÚLTIMO DISCURSO

Uma das coisas mais belas já escritas,um legado para todas as gerações. Não ficou preso a um contexto social,ou de guerra. Nem ficou parado no tempo.

Nós continuamos a luta pela paz,pela esperança. Nós ainda queremos um mundo melhor para os nossos filhos... mas nos acomodamos nas trincheiras dos sentidos. Por que amar,se é mais fácil odiar? Por que ajudar,se é mais fácil ignorar? Por que lutar,se podemos aguardar em nossos bunkers que o bombardeio acabe e não sobre mais nada a ser destruído?

A mensagem de Chaplin é uma convocação á luta. Sim,uma convocação à boa luta, como disse Paulo em Timóteo 4:7,e como como fez Gandhi durante a vida. Lutemos,pois!

Leiam aqui.

Enviado às 4:29 AM

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DEVAS

Devas são espíritos intimamente integrados à natureza,trabalhando nela sem questionar. Não são bons nem maus,mas podem ser manipulados pelos humanos para finalidades boas ou ruins.
Em um certo ponto de evolução, eles se individualizam,e podem ser confundidos com anjos,ou fadas. Em um certo estado de consciência,algumas pessoas podem vê-los. Podem se apresentar como gnomos, duendes, fadas,sereias,sílfides, etc.



Dois exemplos de Devas,que podem ser encontrados no anime Princesa Mononoke. Assistam se quiserem entender melhor o relacionamento deles conosco.

Na mitologia Japonesa eles são muito respeitados e não raro recebem oferendas de comida.
Alguns espíritas têm o costume de fazer oferenda ao mar (para Iemanjá,dizem) com frutas e flores. Na verdade,se forem questionar aos espíritos perceberão que é uma oferenda à mãe Terra,uma forma de agradecimento pelo que ela nos deu durante o ano. É o mesmo que os celtas e druidas faziam,reverenciando as árvore,os campos,etc. A simbologia de Iemanjá é mais para poder canalizar a energia para um ponto,uma imagem. Enfim,um símbolo.

Como podem notar,o nosso planeta está mergulhado em sabedorias vindas de tradições milenares ,mas que se encontram engessadas pelo simbolismo,ritualismo e pela ignorância dos que não questionam os motivos por trás do ato.

Os gregos possuíam duas palavras distintas para espírito. Uma é pneuma,que significa alma,aquilo que temos dentro de nós. Outra é daemon,que significa entidade,fantasma,etc. Notaram? O mesmo espírito,só que desencarnado. No dicionário Houaiss podemos encontrar: 'Na crença grega apresentava uma natureza intermediária entre a mortal e a divina, frequentemente inspirando ou aconselhando os humanos.'
Tanto é que a voz que ressoava na consciência do filósofo grego Sócrates, guiando suas ações, ele mesmo dizia que provinha de um Daemon. Se Sócrates,que nas palavras de Platão era "o homem mais justo que o mundo conheceu" era um "endaemoniado",então eu também quero! :)

Vocês conhecem o destino de Sócrates,injustamente condenado à morte. É esse o fim de todos que possuem consciência e questionam as obras humanas sob um prisma ético-universal. Tanto que a palavra heresia provém do grego heresis, que significa tão somente 'escolha, opinião'. A Igreja Católica acha maligno o direito de alguém ter opinião própria.
Esse medo de perder o controle e o poder fez com que a Igreja adotasse daemon como uma coisa a ser banida,maligna,e daí veio a palavra demônio (daemoniu em Latim).

Referência: Spirituality in Anime

Enviado às 3:38 AM

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BUDA vs DEVA

O Buda estava um dia no jardim de Anathapindika, na cidade de Jetavana, quando lhe apareceu um Deva (espírito da natureza) em figura de brâmane e vestido de hábitos brancos como a neve, e entre ambos se estabeleceu o seguinte "duelo":
O Deva: - Qual é a espada mais cortante?
Ao que Buda respondeu: - A palavra raivosa é a espada mais cortante.
Qual é o maior veneno? a inveja é o mais mortal veneno.
Qual é o fogo mais ardente? a luxúria.
Qual é a noite mais escura? a ignorância.
Quem obtém a maior recompensa? Quem dá sem desejo de receber é quem mais ganha.
Quem sofre a maior perda? Quem recebe de outro sem devolver nada é o que mais perde.
Qual é a armadura mais impenetrável? A paciência.
Qual é a melhor arma? A sabedoria.
Qual é o ladrão mais perigoso? Um mau pensamento é o ladrão mais perigoso.
Qual o tesouro mais precioso? A virtude.
Quem recusa o melhor que lhe é oferecido neste mundo? Recusa o melhor que se lhe oferece quem aspira à imortalidade.
O que atrai? O bem atrai.
O que repugna? O mal repugna.
Qual é a dor mais terrível? A má conduta.
Qual é a maior felicidade? A libertação.
O que ocasiona a ruína no mundo? A ignorância.
O que destrói a amizade? A inveja e o egoísmo.
Qual é a febre mais aguda? O ódio.
Qual é o melhor médico? O Buda.

Tenho uma dúvida e peço que me respondas: O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro?
Buda respondeu: - O benefício das boas ações.
Satisfeito com as respostas, o Deva, com as mãos juntas, se inclinou respeitosamente ante Buda e desapareceu.

Extraído do livro "Buda - Aquele que Despertou"; Editora Martin Claret

Enviado às 3:37 AM

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O santo não condena o pecador: Ampara-o sem presunção.
O sábio não satiriza o ignorante: Esclarece-o fraternalmente.
O iluminado não insulta o que anda em trevas: Aclara-lhe o caminho.
O orientador não acusa o aprendiz tateante: A ovelha insegura é a que mais reclama o pastor.
O bom não persegue o mau: Ajuda-o a melhorar-se.
O forte não condena o fraco: Auxilia-o a erguer-se.
O humilde não foge ao orgulhoso: Coopera silenciosamente em favor dele.
O sincero a ninguém perturba: Harmoniza a todos.
O simples não critica o vaidoso: Socorre-o, sem alarde, sempre que necessário.

Autor: André Luiz - por Francisco Cândido Xavier

Os que conseguem fazer isso são de fato os maiores aqui na Terra.

Enviado às 1:26 AM

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