Sábado, Fevereiro 28, 2004
"O que é amar, senão aquele que ama absorver o(a) amado(a) de modo que os dois sejam um?"
(Mikhail Naimy; O livro de Mirdad)
Enviado às 8:51 AM
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Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004
A UNIDADE
Sinceramente, não vejo problema entre o bloco de tempo do universo e a reencarnação. Afinal, o "tempo blocado" existe, mas não é como eu ou você o percebemos, já que estamos aqui no labirinto (a teoria da relatividade já nos mostrou isso). A consciência se manifesta neste "nichos de tempo", indo e voltando, quando na realidade só existe UM tempo. Isso não é loucura, são aplicações da própria
física. Partindo deste principio, podemos ter até mesmo uma cópia de você se manifestando em vários universos simultaneamente, e isso também é
física.
Stephen Hawking nos diz, na sua teoria do
Tempo imaginário, que o "Universo seria completamente independente e nunca afetado por qualquer coisa fora dele. Não seria criado nem destruído. Apenas SERIA" (olha a palavra SER aparecendo de novo...).
Infelizmente, quando pensamos no
tempo/espaço como UM, pensamos em coisas simples ou simplórias, quando isso não é verdadeiro para um (ou vários) Universo(s) gerenciando múltiplas consciências. Nós não vemos o indivisível como algo ordenado, funcional. Ainda estamos presos ao pensamento mecanicista de que, quanto mais engrenagens/peças, mais mobilidade, mais complexidade, MELHOR. O "zero" não é igual a "nada". Na verdade, para os hindus, era o igual ao TODO.
Enviado às 5:26 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004
CONTATO
Não importa o nosso aspecto, aquilo de que somos feitos ou de onde viemos. Desde que vivamos neste universo e tenhamos um talento modesto para a matemática, mais cedo ou mais tarde descobri-lo-emos. Já aqui se encontra. Está dentro de tudo. Não precisamos deixar o nosso planeta para o encontrarmos. No tecido do espaço e na natureza da matéria, como numa grande obra de arte, encontra-se, em letras pequenas, a assinatura do artista. Erguendo-se acima de humanos, deuses e demónios, subsumindo zeladores e construtores de túneis, existe uma inteligência que antecede o Universo.
(Carl Sagan)
Enviado às 5:23 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004
EVANGELHO AQUARIANO
Em homenagem ao novo filme de Sandy e Júnior, vou falar um pouco do livro que estou lendo agora: "Evangelho aquariano", que foi escrito por Levi H. Dowling, capelão do exército americano, em 1884. Levi era um pastor que "recebeu a ordem" de escrever a vida de Jesus, através de uma "visão". Durante 40 anos meditou e orou, e durante esse tempo recebeu a revelação do seu Evangelho através das "Memórias do Akasha" (a memória do Universo). Os "Registros Akáshicos" são o que os hebreus denominavam de "O Livro das Memórias de Deus".
O livro traz os fatos relativos a períodos obscuros da vida de Jesus, principalmente dos 13 aos 30 anos. Sua peregrinação à Índia, Tibet, Pérsia, Assíria e Grécia; a iniciação no Templo de Heliópolis, no Egito; a reunião do "conselho dos 7 Sábios do Mundo" em Alexandria; os ensinamentos a respeito do karma e da reencarnação; o significado esotérico das passagens das eras e revelações sobre a ressurreição.
Um parente perguntou a Oráculo se essa história era "verdadeira", e ela confirmou que Levi realmente viu a vida de Jesus como num filme. Fiquei obviamente curioso de ler, e felizmente esse mesmo parente me presenteou com o livro (obrigado!). Comecei lendo-o com ceticismo, procurando pontos de convergência com o que se presume ser o Jesus histórico, mas depois os ensinamentos se sobressaíram com tal beleza e clareza que já não importava se era a "verdade humana" - Se foi Arquivo Akáshico ou viagem na maionese do Levi, isso deixou de importar - pra mim aquilo era Verdade (
Shin).
Referência: 15 primeiros capítulos para leitura
Enviado às 10:37 PM
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ARQUIVOS AKÁSHICOS
Já sabemos que o tempo é uma ilusão. Estamos vivendo eternamente no "agora", mas este agora é, óbvio, uma ilusão, causada pelas limitações de nossa mente. Podemos acessar o passado através das nossas lembranças, e também podemos acessar (em raros momentos e de forma espontânea) um possível futuro, por meio de pré-cognições, dejavu, sincronicidades, etc. Quando entramos num estado de Samadhi, um êxtase místico, sentimos que não existe passado ou futuro, e nem mesmo uma separação entre você e os outros (uma planta, um animal ou outra pessoa). O que podemos concluir daí é que, no nosso planetinha de ilusões, não existe fim nem começo, pra quem "
vê de fora", atingindo um estado Búdico (O que não é motivo pra se revoltar, cruzar os braços e não fazer mais nada. O futuro é baseado em nossas tendências, nossa probabilidade de executarmos uma
ação.
Sejamos ação, então!).
Um exemplo dessa possível "visão Akáshica" poderia estar abaixo: uma garotinha passa por diversos tipos de emoções num período de 1 dia (ou 1 ano, não importa). Uma vez que alguém possa acessar os arquivos Akáshicos vai rever todas as mudanças linearmente, mas podendo acessar de um ponto qualquer, como num DVD. Um Buda (iluminado) poderia (em tese) ter uma visão completa (vendo tudo ao mesmo tempo), afinal ele não está limitado pela mente (que cria a ilusão de linearidade), e de quebra ainda poderia acessar as possibilidades futuras pra aquela pessoa.
Poderíamos também enveredar pela teoria dos universos paralelos, em que cada ponto da imagem pode ter dado origem a outras sensações, outros sentimentos, que não o linear, e essa é uma possibilidade
científica! Teríamos então uma outra garotinha num universo paralelo que NÃO chorou, e ainda outra, em outro universo, que permaneceu de nariz empinado por mais um tempo. Quem sabe? Eu não sei, mas a possibilidade existe...
Do "lado de lá" é possível acessar os registros Akáshicos, mas, se formos ver pelos livros espíritas, parece ser uma coisa da minoria (seres com maior poder de concentração). Os que não dominam a "arte" podem ter acesso a alguns esses registros nas bibliotecas, como a jovem Patrícia, do livro
Violetas na Janela, que descreve uma sala de vídeo para pesquisas:
"É um galpão enorme repartido em salas, conforme o assunto a ser ventilado. São lugares confortáveis e agradáveis. Há em cada uma das salas vários e eficientes computadores que podem ser ligados por controle remoto. Na frente de cada aparelho há dez poltronas muito bonitas e confortáveis. Comparando, podemos dizer que estas salas são uma mistura de cinema-televisão-computadores aperfeiçoados. Mas o que mais gostei foi usar este processo para ver, conhecer as obras de Allan Kardec. Vemos imagens dele e de sua equipe encarnada e desencarnada trabalhando em cada obra. Allan Kardec estudando, pesquisando, sendo orientado pelos benfeitores que o ajudaram. Ver São Luiz, Santo Agostinho e tantos outros me fascinou."
Ela não "entrou" no tempo pra ver essas cenas. Alguém as reproduziu através do pensamento, e de alguma forma (holografia?) armazenou isso no "computador". Aliás, toda a tecnologia do lado de lá (inclusive roupas) é plasmada pelo pensamento, porque a matéria é tão maleável que é facilmente modificada (se tem gente que entorta colher aqui, com essa matéria densa, imagine lá...).
Oráculo por duas vezes disse que em breve vai ser criado aqui um tipo de aparelho, que vai deixar o computador tão obsoleto quanto a TV ficou com a chegada do computador (eu desconfio que seja esse "computador" do livro!). Explicou que o que temos aqui são cópias grosseiras da tecnologia do plano espiritual, e que os cientistas do "lado de lá" encarnam aqui com a idéia (inconsciente, claro) de reproduzir a tecnologia de lá aqui na Terra, e fazem o
possível com o que dispõem de recursos. A tecnologia aqui está chegando num ponto em que isso será finalmente possível, e essa nova máquina será operadas pelo
pensamento. Quase 1 mês depois dela falar isso, saiu na net a notícia da primeira tela de PC holográfica, em que a pessoa podia manipular os objetos no ar. E também a notícia dos
implantes nos macacos, que conseguiam assim controlar pelo pensamento um braço biônico (uma mistura dessas duas tecnologias poderia proporcionar essa máquina, num futuro próximo).
Mas, voltando aos Arquivos Akáshicos, sempre que eu aprendo essas teorias "malucas", eu tento ver pelo lado prático: por que o pessoal do "lado de lá" não dá uma mãozinha à justiça, pra tornar o nosso mundo um lugar mais decente? Seria fácil para os espíritos evoluídos ver nos Arquivos Akáshicos e, através de um médium, dedurar criminosos, estupradores, etc, não é mesmo? (É a mesma coisa dos alienígenas: Se eles existem, por que raios não pousam logo na Casa Branca, ou fazem uma visitinha à Torre Eifel e dão uma entrevista à CNN?)
Mas eles não o fazem, pois seria interferir no "
experimento" a que somos submetidos, que nem ratos. Seria assim violar as regras da "prisão". As coisas ruins que acontecem não são planejadas diabolicamente por eles (nem as boas), e sim acontecem por "alquimia", influenciadas pelo nosso livre arbítrio. Peças num tabuleiro de xadrez, que se cruzam uma vez e, dependendo de como elas se moverem, podem acabar matematicamente predestinadas a se encontrar de novo. Causa e efeito, norteando a evolução, como explica
Mikhaël Aïvanhov:
"Para os seres humanos, a existência é apenas uma série de necessidades que eles são impelidos a satisfazer... Necessidade de comer, de beber, de dormir, de se abrigar, de trabalhar, de passear, de ler, de escutar música, de encontrar pessoas, de amar, de refletir, de admirar... não acabam mais! A Inteligência cósmica decidiu assim para que a humanidade se desenvolva em todas as direções e em todos os planos. Assim que nasce uma nova necessidade, ao mesmo tempo surge um novo problema para o qual é preciso encontrar uma nova solução. Toda a nossa vida, portanto, é uma série de exercícios e de experiências que devemos fazer para encontrar as melhores soluções com o objetivo de percorrer o caminho da evolução."
Enviado às 10:36 PM
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Segunda-feira, Fevereiro 23, 2004
CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE (Parte II)
Continuação do artigo "Jung e a Nova Era", de David Tacey:
Jung reconheceria na Nova Era uma confusão fundamental entre o ego (
self pessoal) e a alma (ou o
Self no sentido junguiano mais amplo). Na verdadeira prática religiosa, é a alma que encontra remissão e libertação, pois esta é a parte imortal da pessoa. Paradoxalmente, a salvação da alma é ao mesmo tempo uma mortificação do ego, daí a formulação: "quem quer que perca sua vida por minha causa a encontrará" (Mateus 16:25). No passado, a necessária mortificação do ego foi confundida com a mortificação do corpo, da sexualidade e do feminino, e isto surgiu amplamente a partir da cisão, na psique ocidental, entre o espírito e a matéria. Mas hoje, com nosso conhecimento psicológico maior, ficamos mais próximos do mistério cristão percebendo que é o o ego é que precisa ser deslocado de modo que a salvação possa tomar lugar. Na Nova Era, não há verdadeira separação entre o ego e a alma transpessoal; assim, o primeiro estágio na verdadeira consciência religiosa não é adquirido; ou, em vez disso, um processo religioso é conduzido e em cada ponto desta jornada a vida espiritual é contaminada com os desejos e ânsias do ego. Neste caminho a jornada espiritual é corrompida, e degenera em uma viagem de ego (egotrip). À medida em que a alma é libertada de seus grilhões e é elevada a uma realidade maior, o ego quer viajar junto com ela, e o êxtase da libertação do espírito é um êxtase que o ego quer para si. De maneira similar, o faminto ego da Nova Era espia a grandeza e poder de Deus, e se identifica com aquele poder, vendo Deus como algum "recurso sobrenatural não-represado" que pode ser utilizado para a "expansão de potencial humano". Esta é uma fantasia prometéica selvagem e sem limites, e a Nova Era efetivamente acredita no mais fundo de seu coração que o homem pode se tornar
Deus. Jung provavelmente classificaria isto como uma espiritualidade psicótica, uma espiritualidade em que o ego tem sido grotescamente inflado a proporções divinas. O papel secundário do ego não foi compreendido, e há uma profunda confusão psicológica e teológica sobre o significado da vida e o papel da humanidade em servir o divino. Intelectualmente, o homem da Nova Era desposa uma filosofia sonhadora, paradisíaca, mas atualmente e de fato ele está cheio de queixas e amargura, porque nada parece caminhar direito. A "perda do ego", que deveria estar ocorrendo conscientemente, cai no inconsciente e, como qualquer coisa inconsciente, está projetada para fora, sobre outros e o
mundo.
Muitos esotéricos se gabam de dizer que abandonaram o ego, e consequentemente, as coisas da Terra, em favor de um estilo de vida mais pontuadamente relacionado com a realidade da alma. Entretanto, o ego não foi "largado", e por definição não pode ser largado; foi meramente (con)fundido com a vida da alma. Este é o cenário psicológico para o notório problema do egotismo desenfreado, emocionalidade, cisões e competitividade que infestam os grupos, cultos, seitas, ashrams, clubes, sociedades e comunidades da Nova Era. Embora todos estes grupos trabalhem em sentido à transcendência do ego em favor da alma, são freqüentemente destruídos por um egotismo secreto, escuro e maléfico, que corrói os altos ideais e eventualmente causa o colapso da edificação toda. Os devotos declaram que são "nada" perante o divino, ou sem valor diante do carismático professor, mas no pano de fundo há ferozes manobras por privilégios e lugares especiais, por poder e influência dentro do grupo. Nem pode o impulso sexual ser suprimido por uma "intensa devoção" ao etéreo e interesses paradisíacos. O que é negligenciado ou rejeitado volta para nos visitar, e usualmente volta com considerável violência, de modo tal que o ashram local da Nova Era pode acabar como um covil de iniqüidade e peversões das mais diversas (obviamente justificadas com um conteúdo "espiritual"). Jung concordaria que há uma necessidade maior por auto-conhecimento na religião ocidental, e que encontramos suficientemente demasiada "fé cega" no cristianismo, com muitas pessoas adotando crenças e doutrinas sem testar estes preceitos contra a experiência. Jung tolera muito do aparato espiritual da Nova Era: sua ênfase sobre diversidade e pluralismo, sobre sabedorias pré e pós-cristãs, sobre meditação, introspecção, e experiência pessoal direta. Entretanto, a menos que a atitude correta seja adotada, o aparato e as tecnologias de auto-ajuda são mais do que inúteis: são positivamente perigosas. Seria melhor que o homem da Nova Era fechasse sua seita suburbana e voltasse para a igreja ou sinagoga para aprender as lições da humildade e da modéstia. Não pode haver transformação espiritual alguma a menos que ego e alma estejam firmemente diferenciados.

Em seu desejo de substituir o dualismo ocidental com um novo holismo, a Nova Era tomou um rumo que muitos chamariam de "junguiano". Entretanto, Jung contrasta fortemente dois diferentes tipos ou modelos de totalidade:
O primeiro é o que ele chama de
totalidade pré-consciente, a totalidade do universo primordial e amorfo, indiferenciado como uma sopa, e que existiria antes da própria consciência. Nela os pares de opostos estão fundidos (não porque foram unidos em uma totalidade maior, mas porque ainda não foram diferenciados uns de outros). Tudo é "um" porque os "muitos", e os conflitantes pares de opostos que constituem os muitos, ainda não foram trazidos à existência. Jung identifica esta totalidade original com o arquétipo da
Grande Mãe, e estes que procuram o incestuoso "retorno à mãe" estão dispostos a idealizar esta condição primeva. Neumann desenvolveu a hipótese de Jung da "grande roda" chamando a este símbolo o Uroboros, ou a serpente que morde o próprio rabo.

Em contraste, Jung postulou (e
defendeu) um segundo tipo de totalidade, a
Totalidade Consciente, na qual os pares de opostos, separados pelo advento de uma consciência polarizada e unilateral, tornam-se novamente juntos em uma unidade relativa. Esta totalidade, ele sentiu, é o objetivo e ponto-final da
realização consciente. O foco dela é de que a integridade e identidade dos opostos está mantida e respeitada. Totalidade consciente não é um caos semelhante a uma sopa, mas uma unidade claramente diferenciada na qual todas as diferenças e distinções básicas têm sido honradas, vividas e reconciliadas: "Sem a experiência dos opostos não há experiência de totalidade", dizia Jung, que viu na Mandala oriental um "círculo mágico" no qual são preservadas a integridade das formas de vida, das estruturas geométricas e das figuras sagradas, como símbolo da totalidade diferenciada que ele tanto admirava.
A Nova Era advoga um retorno à Mãe do Mundo, e sua ânsia por unidade é a ânsia do infante pela unidade com a mãe. A Nova Era não se vê como herdeira da cultura ou da história do Ocidente, e não está interessada em "completar" esta história, mas meramente em suprimi-la. A Nova Era não afirma o passado, mas quer começar tudo de novo, construir um futuro mais brilhante, menos trágico, e está cansada do embate dos opostos que constitui tanto de nossa história. Jung argumentaria que não se pode falar de totalidade até que a escuridão ou "sombra" da natureza humana tenha sido maduramente aceita e integrada. Eis aqui onde a Nova Era trai seu infantilismo e sua fingida "totalidade", porque o lado escuro da natureza humana é quase sistematicamente ignorado. A Nova Era está voando da escuridão e da realidade do mal, vendo a escuridão meramente como a
ausência de luz.
A era cristã promoveu uma ética de perfeição em sua ênfase sobre a figura de Jesus Cristo, mas uma era genuinamente nova ou vindoura estará, para Jung, baseada sobre uma ética da totalidade, cujo foco não será Jesus, mas o Espírito Santo: "O Espírito Santo é uma reconciliação de opostos, e daí a resposta ao sofrimento no Ente Supremo que Cristo personifica". Uma Nova Era do Espírito, de acordo com Jung, apresentará não a segunda vinda de um Cristo humano, mas "a revelação do Espírito Santo a partir do próprio homem". A Era Vindoura não destruirá o Cristianismo, substituindo-o com paganismo, mas transcenderá o Cristianismo histórico substituindo a imitação de Cristo pela experiência direta e vivente do Espírito Santo. O próprio Cristo insinuou (João 16:7-13) que o Espírito Santo ou Confortador viria depois dele, não apenas para derramar as línguas do Pentecostes sobre seus discípulos, mas para impregnar toda a humanidade com o "espírito da verdade". Para Jung, portanto, uma compreensão correta da totalidade é essencial não apenas para nossa saúde psicológica pessoal, nosso bem-estar moral e ético, e nosso senso humano de sentido da vida, mas é o padrão pelo qual participamos na auto-evolução do divino. É por isto que Jung insiste através de seus escritos que nós devemos manter a tensão entre os opostos e nos movermos adiante; não devemos relaxar a tensão de modo que os opostos percam sua definição e retornem ao uroboros primevo (a tal sopa primordial):
"Sem oposição não há fluxo de energia, não há vitalidade. A falta de oposição leva a vida a uma estagnação aonde quer que tal falta alcance". Jung não era um guru da Nova Era que pregava profundo
relaxamento e a dissolução do estresse, mas pelo contrário, ele implorava aos outros para permanecerem conscientes de divisões, fortalecer isso, e manter os opostos em relação dinâmica. Somente então poderá a "função transcendente", que em metapsicologia junguiana seria o Confortador ou Paracleto, vir em nosso auxílio e tornar suportável a carga que estamos carregando.
Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.
(Mateus 16:24)
Enviado às 3:56 PM
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Domingo, Fevereiro 22, 2004
CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE (Parte I)
Ciência e espiritualidade devem caminhar juntas, mas não se deve misturar tudo no mesmo saco, pois são duas áreas distintas e que atendem a diferentes necessidades humanas (conhecimento e autoconhecimento). Como conciliá-las? Na nossa mente, claro! Se a física quântica é a melhor maneira de você entender o mundo, não queira que todos tenham de engolir as teorias de Bohm, Bohr e Hawkins goela abaixo, como se fossem o suprassumo da verdade, do mesmo jeito que não é nada legal empurrar teorias religiosas pra quem não se interessa por elas. A grande diferença aqui é o preconceito dos religiosos, que vendem como "dogma" o que deveria ser "teoria". Ciência e religião são maneiras de descrever a
realidade e, onde a ciência pára (no terreno da alma, das relações humanas com o TODO), a filosofia religiosa deveria ser levada mais a
sério. Foi essa a proposta de Kardec pro espiritismo, mas, bem, 150 anos depois a coisa desandou um pouco... o que não invalida, por sua vez, a doutrina.
Cientistas consagrados não ignoram o conhecimento religioso, e, segundo o
Franco Atirador, "o próprio David Bohm foi o primeiro a notar a semelhança entre o seu modelo da Ordem Implícita e as religiões orientais. E, antes dele, foi por reconhecer a analogia entre o princípio da complementaridade e a doutrina taoísta do Yin-Yang que o Niels Bohr escolheu o símbolo do Tao pra colocar no seu brasão". Isso sem falar em
Einstein...
Jung era um cientista. Investigou diversos aspectos do que chamamos de "esotérico" e encontrou nele elementos que foram trazidos à luz da ciência, para serem investigados, analisados, e que hoje são estudados nas universidades, para possibilitar a compreensão humana da sua própria mente. Muita gente "esquisotérica" usa Jung pra justificar suas loucuras, como se ele tivesse sido um ativista (como Lennon) e não um pesquisador.
A idéia de "unidade" dos esotéricos da Nova Era é baseada no conceito feminino da Mãe-Terra, ou Deusa-Mãe, passivo, que é oposto ao Deus varão e ativo que aprendemos a cultuar, e isso está nos estudos de Jung, onde o aspecto feminino do espiritual é mencionado, mas não hipervalorizado. O erro é pregar uma volta ao velho modelo, abandonando (e o pior, negando) tudo o que aprendemos até agora com a influência judaico-cristã. Isso é correr de um pólo ao outro, trocar uma ilusão por outra. É por isso que colocarei abaixo trechos do excelente artigo
Jung e a Nova Era: Um Estudo sobre Contrastes, de David Tacey:
Embora Jung profeticamente visse que os conteúdos "femininos" e "pagãos" estivessem em ascensão na psique ocidental, nunca pregou que nos abandonássemos a estes conteúdos; pelo contrário, ele sentiu que a tarefa da individuação envolvia resistir a estas forças coletivas e desenvolver uma resposta crítica a elas. Qualquer movimento coletivo que se identifica com um processo arquetípico não vai, virtualmente por definição, entrar em acordo com o gosto junguiano, que está baseado na ética e estética da individuação. O ataque de Jung sobre o que ele chamava "identificação com a psique coletiva" é conveniente e deliberadamente ignorado por todos estes terapeutas, consultores, defensores e xamãs da Nova Era, que gostam de celebrar livremente e mesmo "adorar" os conteúdos arquetípicos novamente constelados.
A atitude da Nova Era é de mover-se com o fluir dos tempos, admitir o reino do desejo e da ânsia, encorajar o movimento pagão da sociedade, mas adicionar a este movimento uma dimensão sagrada ou espiritual. A Nova Era basicamente confere "bênção espiritual" a tendências e atitudes que já são existentes na cultura ocidental: consumismo, hedonismo, materialismo e narcisismo. A Nova Era não oferece uma crítica da sociedade, mas simplesmente mitologiza e mistifica as coisas que já nos preocupam. Assim, em uma sociedade ocidental encharcada de sexo e obsedada com o corpo, a Nova Era propõe "sexo sagrado" e argumenta que o corpo é "o templo da alma". Em uma sociedade governada por desejos materiais e gratificação instantânea, a Nova Era vê riqueza como um símbolo de "opulência espiritual" (numa reversão da moralidade judeu-cristã), e considera "relaxamento profundo" como uma busca sagrada (revertendo a santificação cristã de
trabalho e fadiga). A Nova Era, como a secular tendência dominante, aponta seu nariz para a autoridade da Igreja, vê o puritanismo como sombrio e embotado, e não está muito interessada em ressuscitar nosso recentemente falecido Deus-Pai. Jung estava empenhado na tarefa de restaurar o Deus Cristão à dignidade cultural e à compreensão humana. O homem da Nova Era quer a Meta (unidade com o divino) sem o Caminho (a disciplina, ética, e auto-cancelamento que tornam tal unidade possível). Ele quer jubilosa união sem o "sofrimento da cruz", renascimento espiritual sem ter primeiro que suportar a morte espiritual. Ele está "enganchado" no sagrado, viciado em técnicas e práticas espirituais, e seu credo é: "Siga sua
beatitude", de Joseph Campbell, como se todos fôssemos anjinhos e tudo o que fizéssemos fosse abençoado ("Faça o que quiseres pois é tudo da
Lei"). Uma resposta junguiana seria a de duvidar da autenticidade desta assim chamada "espiritualidade" se ela está projetada meramente para prover gratificação instantânea para o ego. Jung veria qualquer otimismo sem fronteiras como uma defesa contra a escuridão, e apoiaria o ocidente cristão em sua ênfase sobre o sofrimento inevitável. De acordo com Jung, nunca se pode escapar do sofrimento, mas deve-se abraçá-lo e aceitá-lo como parte da condição humana (não se pode fugir da sua sombra).
(Continua...)
Enviado às 3:51 PM
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CURIOSIDADE
Em todos os idiomas europeus, a palavra NOITE é formada pela letra N + o número 8...
A letra N é o símbolo matemático de quantidade infinita (exemplos: "n" dimensões ou "n" espaços) e o 8 deitado também simboliza infinito, ou seja, noite significa, em todas as línguas, a união do infinito!!!
Português: noite = n + oito
Inglês: night = n + eight
Alemão: nacht = n + acht
Espanhol: noche = n + ocho
Francês: nuit = n + huit
Italiano : notte = n + otto
Enviado às 2:43 PM
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Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004
GNOSE DA ALMA
O trecho a seguir foi retirado do livro
O Evangelho Aquariano, de Levi H. Dowling. Ele nos mostra uma reunião de sábios, no tempo de Jesus, falando sobre a gênese e evolução do que nós somos, de forma magnífica, e se encaixando dentro do tema dos posts anteriores:
"A era em que estamos entrando é a
Era da Preparação, e todas as escolas, governos e ritos de culto devem ser esboçados de maneira simples para que os homens possam compreender. Neste conselho, devemos esculpir o modelo para a Era vindoura, e devemos formular a Gnose do Império da alma, que se baseia em sete postulados. Cada sábio, por seu turno, formulará um postulado; e eles serão a base dos credos humanos enquanto não chegar a Era perfeita.
Então Meng-tse escreveu o primeiro:
Todas as coisas são pensamentos; toda vida é uma atividade do pensamento. Todos os seres são apenas fases manifestas do único grande pensamento. E Deus é Pensamento, e o Pensamento é Deus.
Então Vidyapati escreveu o segundo postulado:
O Pensamento eterno é uno; em essência é dois - Inteligência e Força; e quando respiram, nasce um filho; o filho é o Amor. E assim surge o Deus Trino e Uno a que os homens chamam Pai-Mãe-Filho. Este Deus Trino e Uno é um; mas como a unidade da luz, ele em essência é sete. E quando o Deus Trino e Uno respira, diante dele aparecem sete Espíritos; são os
atributos criadores. Os homens chamam-nos de deuses menores, e criaram o homem à sua imagem.
Então Gaspar escreveu o terceiro:
O homem era um pensamento de Deus, formado à imagem do Setenário, revestido com as substâncias da alma. E seus desejos eram fortes; queria manifestar-se em todos os planos da vida, e dos éteres das formas terrenas fez um corpo para si, e assim desceu ao plano da terra. Na descida, perdeu seu direito inato; perdeu sua harmonia com Deus e tornou dissonantes todas as notas da vida. Desarmonia e mal são a mesma coisa; portanto, o mal é obra do homem.
Ashbina escreveu o quarto:
As sementes não germinam na claridade; não brotam enquanto não encontram a terra e se escondem da luz. O homem era uma semente de vida eterna; mas nos éteres do Deus Trino e Uno a luz era demasiado forte para que sementes brotassem. E então o homem buscou o solo da vida carnal, e na escuridão da terra encontrou um lugar onde poderia gerninar, e crescer. A semente deitou raízes e cresceu em sua plenitude. E a árvore da vida humana está subindo do solo das coisas terrenas e, pela lei natural, vai chegando à forma perfeita. Não há atos sobrenaturais de Deus levando o homem da vida carnal para a bem-aventurança do espírito; ele cresce como cresce a
planta, e no devido tempo chega à perfeição. O atributo da alma que dá ao homem possibilidade de elevar-se à vida espiritual é a pureza.
Apolo escreveu o quinto:
A alma é levada para a luz perfeita por quatro corcéis brancos, que são: Vontade, Fé, Caridade e Amor. O homem tem poder para fazer tudo o que quer fazer. O conhecimento desse poder é fé; e quando a fé age, a alma começa seu vôo. A fé egoísta não leva à luz. Não há peregrino solitário no caminho da luz. Os homens só atingem as alturas ajudando outros homens a atingi-las. O corcel que leva ao caminho da vida espiritual é o Amor; o Amor altruísta e puro.
Matheno escreveu o sexto:
O Amor universal de que Apolo acaba de falar-nos é filho da Sabedoria e da Vontade divinas, e Deus mandou-o à terra encarnado para que o homem possa conhecê-lo. O Amor universal de que falam os sábios é Cristo. O maior mistério de todos os tempos reside na forma como Cristo vive no coração. Cristo não pode viver nas cavernas úmidas das coisas carnais. É preciso travar as sete batalhas, conquistar as sete vitórias para livrar-se das coisas carnais como o medo, o egoísmo, as emoções e o desejo. Feito isto, o Cristo toma posse da alma; o trabalho está feito, e o homem e Deus são um.
E Fílon escreveu o sétimo:
Um homem perfeito! A natureza foi criada para levar até o Deus Trino e Uno um ser assim. Esta realização é a suprema revelação do mistério da vida. Quando todas as essências das coisas carnais tiverem sido transmutadas em alma, e todas as essências da alma tiverem retornado ao Santo Alento, e o homem chegar a ser um perfeito Deus, o drama da Criação estará concluído. E isto é tudo.
E todos os sábios disseram: Amém."
Enviado às 6:53 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004
EM TEMPO:
Não quero passar com esses posts e comentários a idéia errônea que estudantes superficiais da "Nova Era" adquirem de que "eu sou Deus e o mundo está sob meu controle!" (Basta uma diarréia no meio da rua pra botar essas pessoas no seu devido lugar). Também não quero passar a idéia de que "nós construímos o sistema Deus" (uma idéia até sedutora, mas MUITO arrogante). O universo não existe só pro ser humano brincar de Deus. Alguém ou algo estruturou, há tempos imemoriais, as Leis que vemos reger essa sinfonia cósmica, e definitivamente não foi a mente humana (essa, que ainda se deixa iludir pela matéria). O que pretendo aqui é restaurar o papel de direito e, consequentemente, a responsabilidade do Ser Humano nesta sinfonia. Nós não criamos o "sistema Deus", esse que nos serve de suporte, mas o manipulamos o tempo todo, dentro das nossas possibilidades. Criamos, timidamente, em escala macro ou microscópica, seja na realidade perceptível ou imperceptível aos nossos sentidos. Criamos quando damos comida a quem passa fome; Criamos quando permitimos que alguém Crie; Criamos com um sorriso de aprovação, ou com um olhar de desagravo. Criamos possibilidades infinitas quando ensinamos e quando permitimos que alguém nos ensine. Coisas muito maiores poderemos fazer, a depender da nossa dedicação, disciplina e força (que não é a força física).
Assim como a Trindade Hindu, nós Criamos, mantemos, e também
destruímos. Mas outras inteligências superiores à nossa, que não podemos distinguir senão refletidas nas suas grandes obras, também fazem o mesmo.
Quem tiver olhos de ver, que veja.
Enviado às 8:07 PM
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O UNIVERSO COMO UM HOLOGRAMA
Existe uma realidade objetiva?
Continuando nosso passeio pelo mundo holográfico, vamos aprofundar a questão levantada pelo funcionamento do cérebro, no post anterior. E se não só o cérebro funcionasse como um holograma (armazenando as informações onipresentemente), mas também todo o Universo??
Em 1982 uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect descobriu que, sob certas circunstâncias, partículas subatômicas como os elétrons são capazes de instantaneamente se comunicar umas com as outras, a despeito da distância que as separe. Não importa se está distância é de 10 metros ou de 10 bilhões de Km. De alguma forma uma partícula sempre sabe o que a outra está fazendo. O problema com esta descoberta é que isto viola a afirmação de Einstein que nenhuma comunicação pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz.
O físico quântico David Bohm (que trabalhou com Einstein), por exemplo, acredita que as descobertas de Aspect implicam que a realidade objetiva não existe, que - a despeito da aparente solidez - o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado. A natureza de "todo em cada parte" de um holograma nos proporciona uma maneira inteiramente nova de entender organização e ordem. Durante a maior parte de sua história, a ciência ocidental tem trabalhado dentro de um conceito de que a melhor maneira para entender um fenômeno físico, seja ele um sapo ou um átomo, é dissecá-lo e estudar suas partes respectivas. Se formos usar essa abordagem com algo construída holograficamente, não obteremos as peças da qual esta coisa é feita, obteremos apenas inteiros
menores.

Bohm acredita que a razão que habilita as sub partículas a permanecerem em contato umas com as outras (a despeito da distância que as separa) não é porque elas estejam enviando algum tipo de sinal misterioso, mas porque esta separação é uma ilusão. Ele sugere que em um nível mais profundo de realidade estas partículas não são entidades individuais, mas são extensões da mesma
coisa fundamental. Para capacitar as pessoas a melhor visualizarem o que ele quer dizer, Bohom oferece a seguinte ilustração:
Imagine um aquário que contém um peixe. Imagine também que você não é capaz de ver este aquário diretamente e seu conhecimento deste aquário se dá por meio de duas câmaras de televisão, uma dirigida ao lado da frente e outra a parte lateral. Quando você fica observando atentamente os dois monitores, você acaba presumindo que o peixe de cada uma das telas é uma entidade individual. Isto porque como as câmeras foram colocadas em ângulos diferentes, cada uma das imagens será também ligeiramente diferente. Mas se você continua a olhar para os dois peixes, você acaba adquirindo a
consciência de que há uma relação entre eles. Quando um se vira, o outro faz uma volta correspondente apenas ligeiramente diferente; quando um se coloca de frente para a frente, o outro se coloca de frente para o lado. Se você não sabe das angulações das câmeras e for levado somente pelos
sentidos, você pode ser levado a concluir que os peixes estão se intercomunicando, apesar de claramente este não ser o caso.
Segundo Bohm, a aparente "ligação mais rápido que a luz" entre as partículas subatômicas está nos dizendo realmente que existe um nível de realidade mais profundo da qual não estamos privados, uma dimensão mais complexa além da nossa própria que é análoga ao aquário. E ele acrescenta, vemos objetos como estas partículas subatômicas como se estivessem separadas umas das outras porque estamos vendo apenas uma porção da realidade delas. Se a aparente separação das partículas subatômicas é uma ilusão, isto significa que em nível mais profundo de realidade
todas as coisas do universo estão infinitamente interconectadas.
Em um universo holográfico, mesmo o tempo e o espaço não podem mais serem vistos como fundamentais. Porque conceitos como localização se quebram diante de um universo em que nada está verdadeiramente separado de nada, tempo e espaço tridimensional, como as imagens dos peixes nos monitores, também podem ser vistos como projeções de ordem mais profunda. Este tipo de realidade a nível mais profundo é um tipo de super holograma no qual o passado, o presente, o futuro existem simultaneamente. Seja o que for que o super holograma contenha, é ainda uma questão em aberto. Pode-se até admitir, por amor a argumentação, que o super holograma é a matriz que deu nascimento a tudo em nosso universo, e no mínimo contém cada partícula subatômica que existe ou
existirá: Um tipo de "depósito" de
Tudo que é.
Se a "concretividade" do mundo nada mais é do que uma realidade secundária, e o que "está lá" é um borrão de freqüências holográfico, e se o cérebro é também um holograma e apenas seleciona algumas das freqüências deste borrão e matematicamente transforma-as em percepções sensoriais,
o que vem a ser a realidade objetiva?
Um outro aspecto do armazenamento de informações do holograma é a possibilidade de, ao mudar o ângulo no qual os dois lasers atingem um pedaço de filme fotográfico, ser possível gravar muitos registros diferentes na
mesma superfície. Tem sido demonstrado que um centímetro cúbico pode estocar mais que 10 bilhões de bits de informação. Ora, se o universo possui esta característica holográfica, o que seriam os planos astrais e o "mundo dos mortos" senão um outro "ângulo de registro"? Acontece que nem todo mundo possui o "laser de leitura" pra poder acessar esta informação, enquanto os médiuns possuem, instintivamente, esta "chave". Onde um médium vê uma aura, outro pode ver os chakras, outro os nadis, e provavelmente um não verá o que o outro vê, porque seus "lasers de leitura" estão "calibrados" pra certo "ângulo". Certas pessoas ainda conseguem "navegar" por essas diversas camadas, mentalmente ou até
fisicamente.
Não seria difícil supor que, com base nesses fatos, a idéia de que algo "está lá" ou "não está lá" é mera convenção/consenso, porque o que chamamos de
realidade é formulado e ratificado a nível de inconsciência humana, a qual todas as mentes estão interligadas (o equivalente ao inconsciente coletivo, de Jung). Sendo assim, o que somos hoje é um reflexo do que projetamos (consciente e inconscientemente) pra nós mesmos:
a aparente estrutura física do corpo nada mais é do que a projeção holográfica da consciência. Se levarmos isso pro patamar da cura, veremos a chave para alguns "milagres" de Jesus, em que ele sempre dizia:
foi tua fé que te curou.
Na ciência tudo é discutível, não existem dogmas nem verdades absolutas. Pode ser que outra teoria explique melhor essa comunicação instantânea entre as partículas subatômicas mas, no mínimo, como observou Basil Hiley (um físico do Birbeck College de Londres), os achados de Aspect "indicam que devemos estar preparados para considerar radicalmente novos pontos de vista da realidade".
Já era tempo...
Fonte: Universo holográfico (texto maior)
Enviado às 1:20 AM
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Terça-feira, Fevereiro 17, 2004
O CÉREBRO HOLOGRÁFICO
Um dos grandes mistérios da humanidade, além dos insondáveis oceanos e o espaço sideral, é algo que pode ser mesurado, analisado, cortado, pesado, mas que continua desafiando os cientistas: o cérebro humano. Como nós processamos as informações, aprendemos, recebemos novos estímulos, raciocinamos e nos tornamos conscientes de nossa condição? Milhares de pessoas nos campos da neurofisiologia, psicologia, religião etc. têm tentado se voltar para estas questões. Mesmo com a enorme quantidade de dados que têm sido acumulada, existem ainda omissões fundamentais na descrição de como nós adquirimos estas funções básicas. Um dos maiores quebra-cabeças é a maneira pela qual o nosso cérebro armazena informação. Nenhuma relação uma-a-uma foi detectada entre uma determinada célula cerebral ou grupo de células e um pensamento particular ou memória. Se fosse assim, isto seria possível de ser verificado, pela remoção de áreas selecionadas do cérebro e observação da perda de uma característica particular aprendida. Um dos fatos mais estabelecidos (ainda que mais desconcertantes) sobre os mecanismos do cérebro e a memória é que grandes destruições dentro do sistema neural não prejudicam seriamente a sua função. O biologista Karl Lashley e outros pesquisadores descobriram isto pela primeira vez nos anos 50, ao remover de 80 a 99% das estruturas neurais, como o cortex visual, em vários animais. Eles observaram que, inacreditavelmente, isso resultava em nenhum efeito sobre o reconhecimento de uma característica visual previamente aprendida. De alguma maneira, a informação estava armazenada em algum
outro lugar. Lashley descobriu que "enquanto a intensidade da lembrança estava em proporção com a massa do cérebro, nenhum tipo de remoção do cérebro inteiro poderia interromper a lembrança totalmente. Isto o levou-o a postular que
"a intensidade da memória depende da massa total do cérebro, mas a memória é registrada onipresentemente através do cérebro". Karl Pribram aperfeiçoou a teoria nos anos 70, comparando-a com a holografia.
Quando um holograma é feito, a informação sobre o objeto é armazenada em todos os lugares da placa. Se o holograma é partido, uma pequena parte ainda conterá uma perspectiva do
todo. O único modo de eliminar a imagem completamente é jogar fora o holograma inteiro. Soa familiar? Na verdade, Rodieck demonstra "que as equações matemáticas descrevendo o processo holográfico encaixam exatamente com o que o cérebro faz com a informação".
Isto é mais que uma coincidência? Em caso afirmativo, então o que funciona como mecanismo de armazenamento? E de que tipo de luz ele é formado?
Os hologramas não precisam necessariamente ser formados com luz visível como o fazem nossas placas (por exemplo, hologramas acústicos ou mesmo ondulações num tanque). Eles podem ser formados na presença de qualquer ação ondulatória (vibração!). E não é necessária a presença de ondas físicas como as utilizadas para a criação de um holograma, mas antes um padrão de interferência, uma coeficiente de relações harmônicas. Assim, tudo que precisamos procurar é um mecanismo que crie padrões de interferência no cérebro e os armazene.

Vamos considerar o seguinte modelo: o cérebro é um holograma. A mente é a imagem holográfica. Os neurônios individuais são análogos aos grãos de prata na placa holográfica. Como os grãos de prata, cada neurônio carrega uma perspectiva extremamente limitada e tem uma importância real pequena. Como um agregado, entretanto, uma enorme capacidade de armazenamento de informação é obtida. O sistema operaria da seguinte maneira: nova informação sensorial é recebida pelo cérebro. Esta nova informação não pode se auto-armazenar, mas já interage e interfere com toda a memória e experiência passadas do organismo. As "experiências passadas" agem como um
quadro de referência para os novos estímulos. Quase imediatamente este novo conhecimento se mescla com as informações do
quadro de referência, aprende com ele, e se torna parte dele para analisar novos dados. Ou seja: o novo é constantemente comparado com o velho, assimilado, e então usado para avaliar novos estímulos. O padrão de interferência resultante pode então ser armazenado onipresentemente através do cérebro como faria qualquer outro padrão de interferência.
O leitor astuto poderia perguntar: se a informação é distribuída através do cérebro, por que então certas áreas parecem se especializar em funções específicas? Pode-se influenciar a visão, a audição, o paladar e outros
inputs pelo estímulo de áreas apropriadas do cérebro. Este aparente paradoxo pode ser resolvido ao considerar-se que, por analogia, em uma placa holográfica convencional, maiores densidades de franjas são localizadas em algumas áreas, menos em outras. Assim, a imagem pode aparecer mais brilhante quando se olha através de certas áreas da placa, e mais fraca onde talvez menos exposição ou proporção de feixe estão presentes. Nós podemos imaginar um fenômeno similar ocorrendo no cérebro, com densidades variadas para diferentes características, localizadas em diferentes áreas específicas. Como as áreas de maior densidade tenderão a agir como fontes de referência mais forte, novos
inputs de uma mesma natureza encontrarão um armazenamento mais eficiente nestes
locais. Agora, se uma seção do cérebro é removida, a informação será armazenada nas áreas remanescentes, apenas com a redução da capacidade de
resolução.
Para ajudar a visualizar o sistema de armazenamento holográfico da memória em ação, nós podemos comparar o processo cognitivo de um adulto com o de uma criança recém-nascida:
Quando um adulto vê uma maçã, ocorre um reconhecimento quase instantâneo. O adulto, tendo visto, provado ou ouvido outros descreverem maçãs inúmeras vezes, necessita um pequeno
input sensorial novo para uma identificação rápida e eficiente. O forte
fotograma de referência "maçã" do adulto pode ser comparado a olhar um holograma com uma forte iluminação, produzindo uma imagem brilhante.
O bebê, por outro lado, não teve nenhuma experiência anterior com uma maçã para influenciar seu primeiro contato com ela. É verdade, existem processos cognitivos genéticamente obtidos que permitem algum grau de percepção do objeto, mas o reconhecimento da maçã como maçã ocorre apenas através de repetidas exposições a ela. O bebê começa com um
quadro de referência fraco, mas a cada momento sucessivo, a interferência cognitiva acontece (a experiência do momento prévio é adicionada à memória do próximo momento, ou
quadro de referência). A nova informação agora interfere com este novo produto. Eventualmente, este processo em andamento resulta na produção de um
quadro de referência com força suficiente para requerer uma estimulação sensorial nova muito pequena para haver reconhecimento.
Fonte: Laboratório Holográfico (Texto original, e mais completo).
Enviado às 12:13 AM
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Domingo, Fevereiro 15, 2004
O UM ANEL
Uma possível fonte de inspiração para história do livro de J. R. R. Tolkien
O Hobbit (praticamente um prelúdio para a trilogia de
O Senhor dos Anéis) pode ter sido Platão, no livro
A República (Cap. II), onde Glauco tenta convencer Sócrates de que a injustiça é melhor que a justiça, com a história do
Anel de Giges:
É a história de um anel mágico, que um pastor encontra por acaso. Basta virar a pedra do anel para dentro da palma para se tornar totalmente invisível, e virá-la para fora para ficar novamente visível. Giges, que antes era tido como um homem honesto, não foi capaz de resistir às tentações a que esse anel o submetia: aproveitou seus poderes mágicos para entrar no palácio, seduzir a rainha, assassinar o rei, tomar o poder, exercê-lo em seu único e exclusivo benefício. Quem conta a história (Glauco) conclui que o bom e o mau, ou os assim considerados, só se distinguem pela prudência ou pela hipocrisia, em outras palavras, pela importância desigual que dão ao olhar alheio ou por sua habilidade maior ou menor para se esconder... Se ambos possuíssem o anel de Giges, nada mais os distinguiria: "ambos tenderiam para o mesmo fim". Isso equivale a sugerir que a moral não passa de uma ilusão, de uma mentira, de um medo maquiado de virtude. Bastaria poder ficar invisível para que toda proibição sumisse e que, para cada um, não houvesse mais que a busca do seu prazer ou do seu interesse egoístas.
Interessante como Tolkien usa a mesma premissa, mas botando a "culpa" do mal no anel, e não só no portador do anel (embora Gandalf sugira que o anel não pode criar o mal em quem não tem o mal no coração).

Por falar em Senhor dos Anéis, pelo visto alguém da produção do filme andou sacaneando com o Tolkien...
Enviado às 3:52 AM
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Sábado, Fevereiro 14, 2004
A HISTÓRIA DO ROCK (parte I)
Neste ano, mais especificamente em 06 de julho de 2004, comemoramos 50 anos de história do rock. Tudo isso graças a um rapaz de 18 anos, recém-formado e que, por um acaso do destino (
?), nasceu branco com voz e alma de negro, para com isso impulsionar, no berço do Soul e do Blues (a cidade de Memphis), a escalada do Rock'n roll para o mundo.
Era uma tarde de sábado de 1954 quando um tímido rapaz, motorista de caminhão, adentrou o Memphis Recording Service, da
Sun Records, para gravar uma música pra sua mãe. O rapaz estava tão nervoso que a secretária resolveu puxar conversa:
Ela perguntou: "Que tipo de cantor você é?"
- Eu canto qualquer tipo de música, respondeu o rapaz.
Ela voltou a perguntar: "Você canta parecido com quem?".
- Eu não me pareço com ninguém.
O que ele disse podia soar arrogante, mas estava próximo da realidade. As duas canções que ele gravou naquele dia -
My happiness e
That's when your heartaches begin - mostravam que ele não só era diferente de qualquer outro cantor, como também havia uma grande qualidade em sua voz, um tipo de melancolia, perdida em algum lugar entre a súplica e o desejo.
Elvis Presley soava diferente de tudo, a começar pelo
nome.
Um curioso Elvis, Bill, Scotty e Sam no estúdio |
O dono da Sun Records, Sam Phillips, logo resolveu vasculhar o potencial artístico do rapaz, mas seus primeiros testes foram um fracasso. Então Phillips pediu ajuda ao guitarrista Scotty Moore, de 21 anos, que já havia gravado pela Sun Records. No dia 06 de julho, juntamente com o baixista Bill Black, Elvis, Scotty e Phillips se reuniram no estúdio pra gravar alguma coisa. Supostamente, a primeira coisa realmente gravada foi uma melancólica balada country,
I love you because. Elvis gravou dúzias de takes, tentando colocar tudo o que ele sabia numa só música. Mas não estava
funcionando.
Estava ficando tarde,e Elvis ficando frustrado. Enfim eles decidiram dar uma pausa. Enquanto Scotty e Bill bebericavam umas Cocas, Elvis de repente lembrou-se de uma música que ele ouviu anos atrás. Explodindo com um ingênuo entusiasmo, começou a brincar com um velho blues de 15 anos atrás gravado pelo cantor negro Arthur "Big Boy" Crudup, chamado
That's all right (Mama). Segundo Scotty "Elvis começou a cantar e a agir como um louco, e Bill pegou o baixo e começou a agir como um louco também e eu comecei a tocar com eles. Acho que Sam estava com a porta do escritório aberta, ergueu sua cabeça e disse: "Que raios vocês estão fazendo?" E eu disse: "Não sabemos". "Tudo bem", ele disse "tentem encontrar um ponto para recomeçar e façam tudo de novo".
Sam apertou o botão vermelho, e a história do Rock'n'Roll começou a ser feita.
Ninguém sabia exatamente o que estavam fazendo, mas instintivamente todos eles sabiam que aquilo era bom. "Nós achamos aquele tipo de música muito excitante" disse Scotty "Mas o que era aquilo? Era tão diferente de tudo". Não importa. O que realmente importa era que aquela música tinha realmente empolgado Sam Phillips. Assim nasceu o
Rockabilly. Elvis interpreta a música com tanta força e confiança que subverte a letra "
That's all right, Mama, just anyway you do" e mostra quem realmente está no comando. Nasce aí a "
attitude" do rock. Claro que o rock não nasceu somente da voz de Elvis, mas também do som alucinado e com tempo acelerado da guitarra de Scotty Moore e do baixo de Bill Black, e também do tino musical de Sam Phillips, que vivia dizendo para que dessem ênfase no ritmo: "Nós não queremos nenhuma dessas bobagens suaves. Nós queremos uma bobagem aguda e cortante! Tudo tinha que ser pungente, mordaz e ter muito ritmo".
"Quando Sam preparou a audição, que se tornou a primeira sessão de Elvis pela Sun, ele disse que queria ouvir apenas a voz, com um pouco de ritmo de fundo. Como éramos apenas eu e o Bill para tocar e, sem bateria, soou muito vazio e eu quis preencher as coisas um pouco. Este foi o motivo pelo qual comecei a utilizar aquele estilo de tocar com o polegar e com os dedos, tentar manter um ritmo mais pesado, batendo nas notas para tapar os buracos. Depois que saí da marinha em 1952, ouvi muito Chet Atkins e Merle Travis."
(Scotty Moore)
O restante da sessão foi usada para a gravação de um lado B. A segunda música que gravaram foi
Blue Moon of Kentucky, de Bill Monroe (aclamado nos EUA como o pai do Bluegrass). Seria interessante vocês baixarem no Kazaa a música de Bill pra ouvir o que era o "normal" naquela época, e o que Elvis fez com a música. Inicialmente foi feito um arranjo country, mas acabou se tornando um rockabilly. "Muito bem, cara! Isso é diferente, agora ela é uma canção pop!" comentou Phillips por trás da mesa de controle, antes mesmo que a gravação terminasse.
Entretanto,a opinião geral no estúdio era de que quando o público ouvisse o resultado, eles teriam que deixar a cidade. Eles estavam em 1954 e Memphis ainda era um teimoso território racista, e ninguém, nem mesmo o velho Sam C. Phillips, poderia pôr uma canção negra e uma branca em um mesmo disco. Mas certamente ele o fez. Com os tapes prontos, Phillips selecionou as melhores gravações e levou-as à estação WHBQ, onde o DJ Dewey Phillips apresentava o
Red Hot and Blue, um show dedicado apenas a blues negros. Às 09:30 da noite That's all right (Mama) foi ao ar em caráter de pré-lançamento. Em poucos minutos todos os ramais telefônicos da rádio estavam congestionados. Devido à reação positiva do público, Dewey foi obrigado a tocá-la por
14 vezes seguidas naquela noite. Após um par de horas, Presley era retirado de um cinema local e levado à estação para ser entrevistado.
"A primeira vez que eu ouvi a sua música foi em 54 ou 55, quando eu estava no carro e o locutor disse: "Aqui está um cara que, quando aparece nos palcos do Sul, as garotas gritam e tumultuam o show". E então tocou 'That's all right, mama'. Eu achei o seu nome o mais esquisito que eu já ouvi. Imaginei com certeza que seria um cara negro..."
(Paul Simon)
Visual rebelde, dança sensual e endiabrada, garotas gritando e invadindo o palco, cordas de guitarra quebradas e performances como rolar num palco agarrado com um
cachorro de brinquedo. Tudo isso que hoje é normal em concertos de rock começou com
Elvis. Até então os cantores ficavam parados no palco, no máximo estalando os dedos. Não só a performance, a música, mas também a voz soluçante, suplicante ou propositalmente desafinada (muito usada depois por Buddy Holly e outros) foi contribuição de Elvis. Não foi à toa que John Lennon cunhou a frase que melhor define o Rei:
"Antes de Elvis não havia nada!"
O resto é
história. História do Rock.
(continua...)
Referência: Pablo Aluísio: O melhor site sobre Elvis em toda a internet!
Enviado às 12:14 AM
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Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004
FAXINA NO BLOG
O blogger mudou as regras do jogo (aceitamos qualquer mudança quando "assinamos" o contrato) novamente e agora limitou o tamanho dos blogs a 10MB, o que é pouquíssimo para quem quer passar informações usando imagens.
Depois de passar quase 1 hora limpando meus arquivos das coisas inúteis, só consegui liberar 1MB de espaço. Estou com 7 MB, creio que não vai dar pra mais um ano de blog... é a vida. Os usuários que querem fazer um blog decente pagam pelo erro dos que usam pra colocar dezenas ou centenas de fotos de mulheres peladas ou bonequinhos fofinhos piscando em tons berrantes.
Se bem que fazer previsões pra 1 ano é muito otimismo da minha parte. Até lá as regras mudarão novamente, e só terão blog os que forem assinantes da globo.com. Mas não estou reclamando, apenas estou frustrado. O blog da UOL é pior ainda, pois só oferece 1MB a quem não é assinante. Até que o pessoal da Globo foi gentil em nos deixar com 10MB sem banners, nesse mundo capitalista e competitivo, onde tudo tem um preço...
Enviado às 5:18 PM
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DIVIDAS E REENCARNAÇÃO
No livro
A República (Cap. II), de Platão, vemos que a idéia de reencarnação poderia estar entranhada na cultura grega, mas de forma não totalmente clara, na fala de Adimanto:
"Dizem, com efeito, que o homem piedoso e fiel aos seus juramentos
revive nos filhos dos seus filhos e na sua posteridade. Quanto aos ímpios e injustos, mergulham-nos na lama do Hades (inferno) e os condenam a transportar água num crivo; durante a vida, os condenam à infâmia, e todos esses castigos que Glauco enumerou a propósito dos justos que parecem injustos são aplicados aos maus."
Até aí tudo perfeito, mas então começa a deturpação:
"Mas no Hades sofreremos as penas da injustiças cometidas neste mundo, nós
ou os filhos dos nossos filhos".
Um claro erro de interpretação. De acordo com todos os estudos envolvendo karma, não é OU, e sim SENDO os filhos, ou ATRAVÉS dos filhos... como está no texto, parece até que os filhos vão pagar pelas injustiças que os pais fizeram. Se a punição fosse apenas um capricho dos Deuses, porque não seria sobre os filhos e os filhos destes? Por que somente a partir dos netos? Ora, porque você não pode reencarnar como seu filho, claro!! É nos netos e nos filhos destes que reside a primeira possibilidade de você voltar à Terra (considerando-se que você já tenha morrido, claro!).
Vemos essa mesma idéia na Torah (Velho testamento):
"Eu, Iahvéh teu Deus, sou um Deus zeloso, que visito a culpa dos pais sobre os filhos, na terceira e quarta geração dos que me odeiam, mas que também ajo, com benevolência (ou misericórdia) por milhares (ou infinitas) de gerações, sobre os que me amam e guardam os meus mandamentos".
(Êxodo 20:5-6)
Isso fica ainda melhor explicado em Gênesis 15:15-16:
"Quanto a ti, em paz iras para os teus pais, serás sepultado numa velhice feliz. É na quarta geração que eles voltarão para cá porque até lá a falta (ou erro, ou delito) dos amorreus não terá sido pago".
"Iahvéh passou diante dele e exclamou: "Iahvéh, Iavéh, Deus piedoso e misericordioso, tardio em irar-se, e grande em benignidade e verdade, que guarda benignidade por milhares (ou infinitas) de gerações, que perdoa a iniquidade, rebelião e pecado, e não livra o culpado que não faz penitência, visita a iniquidade dos pais nos filhos, e nos filhos dos filhos, sobre terceiras e quartas gerações ou sobre netos e bisnetos."
(Êxodo 34:6-7)
Ei, mas peraí! Ele diz "visita a iniquidade dos pais nos filhos". Como pode? Ora, o texto grego está dentro do conceito de reencarnação, quando fala em
reviver, enquanto aqui se fala em iniquidade, maldade. Bem, você colhe o que planta, como Jesus disse. Vai colher os filhos que merece (provavelmente pessoas que você prejudicou nesta ou em outras vidas), já pra ir se orientando. Mas esse trecho da Torah não seria só uma sacanagem de Moisés pra botar medo no povo ignorante? Não creio. Apesar do estilo bem rude (feito pra um povo rude) ele está de acordo com as Leis Kármicas pois, como vemos em Deuteronômio 24:16, não há de forma alguma injustiça:
"Não se farão morrer os pais pelos filhos, nem os filhos morrerão pelos pais. Cada homem será morto pelo seu pecado".
"Quantas vezes se apagará a candeia dos perverso, e lhes sobrevirá a calamidade ou colheita do mal (ou infelicidade)"?
(Jó 21:17)
Em Gênesis 18:23-33 vemos um diálogo de Abraão (patriarca de Israel) com Iahvéh, onde o primeiro esboça preocupação com a punição a quem não a merece:
"Destruirás o justo com o pecador? Talvez haja cinquenta justos dentro da cidade. Também destruirás e não perdoarás o lugar pelos cinquenta justos? Longe de ti fazer tal coisa, de matar o justo com o pecador; e será assim o justo igual ao pecador? Longe de ti! Aquele que é juiz de toda a Terra não fará justiça?"
Vemos ainda a simplicidade com que se reportam a Deus. Como um juiz, alguém que tem poder e desejo de fazer
justiça. A verdade é revelada a cada povo de acordo com sua capacidade de entendimento, no tempo certo... Felizmente a cabalá devolveu ao "arquétipo Deus" a sua verdadeira onipotência.
OBS: Os textos bíblicos foram re-traduzidos do hebraico por Severino Celestino da Silva, no livro
Analisando as traduções bíblicas, e me parecem ser as mais corretas, pois no livro mostra as possíveis interpretações de cada palavra do hebraico.
Peço que meditem sobre a profunda simbologia contida nesta frase:
"Pergunta às gerações passadas e medita a experiência dos antepassados. Porque somos de ontem, não sabemos nada. Nossos dias são uma sombra sobre a terra"
(Jó 8:8-9)
Enviado às 12:07 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004
MECANISMOS DA PSICOGRAFIA
Primeiramente, gostaria de pedir desculpas aos leitores das mais diversas religiões, pelo motivo de que ultimamente o blog tem ficado muito espírita. É que no momento estou me aprofundando nos mecanismos de interação dos planos espirituais com o material, e o espiritismo é quem dispõe dos melhores subsídios. Isso porque André Luiz (através da mediunidade de Chico Xavier) era médico antes de desencarnar, e nos relatou muitas dessa ligações (obsessões, psicografia) em seus livros de forma muito detalhada. Com base
neste mail, quero tratar agora da
psicografia, que a maioria acha que é muito fácil, basta o espírito incorporar e pronto, já sai escrevendo. Mas não é bem assim. É preciso um certo conhecimento do corpo humano - por parte do espírito - pra saber "quais botões apertar" pra obter uma psicografia limpa, sem muitas
interferências do médium.
Em
Missionários da Luz André Luiz descreve a sua percepção de uma sessão de psicografia. Ele destaca a idéia de que o
médium não é um ser passivo, um mero aparelho, mas um espírito, tendo por conseqüência, participação ativa no fenômeno da psicografia. Ele descreve minuciosamente as intervenções que os espíritos fazem no sistema nervoso dos médiuns, e, posteriormente, se detém na glândula pineal, descrevendo o seu papel nas comunicações mediúnicas de uma forma geral. Ela, entre outras funções, participaria no processo de "recepção e emissão das ondas peculiares à esfera espiritual", que se intensificaria no exercício mediúnico. Outra descrição curiosa diz respeito à atuação dos espíritos no cérebro do médium. André Luiz descreve o espírito "vasculhando" o centro da memória do psicógrafo, minutos antes da comunicação, em busca de elementos que lhe facilitem a expressão das idéias (Oráculo já falou sobre isso. Ela diz que é como montar um quebra-cabeças com as peças disponíveis no cérebro do médium). Outra descrição curiosa diz respeito à atuação de um terceiro espírito junto às "fibras inibidoras do lobo frontal", o que reduziria a
influência do médium no fenômeno. O processo de "apossar-se do braço" do médium para escrever se dá com a atuação no cérebro do mesmo, e não diretamente sobre o braço. No livro citado acima, ele registra uma "mudança de coloração da zona motora do cérebro" durante a comunicação através da psicografia, causada, portanto, em decorrência da atuação do espírito (
mais detalhes aqui).
Em um outro livro (
André Luiz, de 1977), o autor espiritual retoma a discussão dos mecanismos da psicografia, deixando ainda mais clara esta sua afirmação:
"Com base no magnetismo enobrecido, os instrutores desencarnados influenciam os mecanismos do cérebro para a formação de certos fenômenos, como acontece aos musicistas que tangem as cordas do piano na produção da melodia. E assim como as ondas sonoras se associam na música, as ondas mentais se conjugam na expressão." Ou seja, atuam por meio da vibração. Afinal de contas, TUDO é vibração.
Como vêem, o processo é complexo e sujeito a falhas e influências indesejadas do médium. Por isso que Kardec afirma "A mediunidade é uma flor delicada que tem necessidade, para se expandir, de precauções atentas e de cuidados permanentes". Até mesmo Chico Xavier não escapou de errar, quando já estava muito doente e com mais de 80 anos.Certa vez ele psicografou uma carta de um filho desencarnado para a mãe. Ela acreditou em cada palavra, mas, com delicadeza, apontou que três nomes estavam errados. Chico não se fez de rogado: pegou a borracha e apagou o errado, dizendo: "A borracha é como a reencarnação. Apaga o que está errado para escrever o certo."
Enviado às 9:15 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004
NOSSO LAR
A idéia de moradas (como grandes cidades) no plano além do nosso sempre existiu, primeiro com a noção de um "paraíso", depois aperfeiçoada pelos Gregos (Olimpo, a morada dos deuses), Nórdicos (Vahala) e provavelmente em outras culturas (Os Egípcios e Tibetanos têm seu "mundo dos mortos", mas não sei como é a descrição deles).
Com o advento do espiritismo, em 1857, não entraram nesse particular de cidades espirituais, mas quase 100 anos depois foi "liberada" a informação sobre essas colônias, no livro
Nosso Lar, de André Luiz, e psicografado por Chico Xavier (e isso deixa até hoje alguns "espíritas" fervorosos irritados... como se Kardec tivesse contado TUDO o que há do lado de lá e não existisse mais nada de novo mesmo 100 anos depois!) que detalha todo o modo de vida das pessoas
recém-desencarnadas que vão pra essa cidade, que fica localizada "geograficamente" acima do Rio de Janeiro, mas obviamente em outra vibração. Lá essas pessoas podem se recuperar energeticamente e adaptar-se aos poucos à sua nova "
condição". Depois essas cidades foram mencionadas em outros livros, que citam inclusive as Cidades dos Trevosos, controlada por gente barra-pesada.
Nosso Lar é o grande best-seller do espiritismo, e pra quem nunca leu um romance espírita, recomendo esse pra começar. E quem reclama da linguagem rebuscada (dos anos 40) não tem mais desculpa: Maísa, da lista voadores, atualizou o texto para o português atual, sem com isso comprometer o sentido do texto original. Façam o download dessa versão "traduzida"
aqui (640kb, formato word).
PS: Há quase 150 anos atrás, Kardec perguntou aos Espíritos por que não ensinaram desde todos os tempos o que ensinam hoje. A resposta foi: "Não ensinai às crianças o que ensinai aos adultos e não dais ao recém-nascido um alimento que ele não possa digerir. Cada coisa tem o seu tempo. Eles ensinaram muitas coisas que os homens não compreenderam ou desfiguraram, mas que atualmente podem compreeender. Pelo seu ensinamento, mesmo imcompleto, prepararam o terreno para receber a semente que agora vai frutificar."
Ainda acho que nos tratam como crianças...
Referência: Desenhos de Nosso Lar, feitos por quem visitou; Mais informações sobre a cidade.
Enviado às 5:13 PM
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Terça-feira, Fevereiro 10, 2004
ATUAÇÃO DO PERISPÍRITO NA MATÉRIA
No Site da
Associação Médico-espírita do Brasil temos um
artigo interessantíssimo do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, que trata de clonagem e da atuação do
perispírito sobre a matéria densa. Abaixo, um trecho:
"Na estrutura de vácuo de cada átomo, onde, obviamente, não existe matéria, encontramos o perispírito. Este tipo de estrutura é detectado na forma do que os físicos chamam de energia flutuante quântica do vácuo. É o perispírito que está ali. Então o perispírito age sobre o DNA, induzindo-o a se abrir ou a se fechar, conforme as ordens de comando vindas do Espírito. Há uma malha eletromagnética extra-atômica, ligada por uma espécie de túnel com a malha de forças intra-atômicas, representada pela força nuclear fraca, a qual, por sua vez, tem ligação com a energia flutuante quântica do vácuo. Nesse vácuo atômico tem-se todo um campo de grávitons que vai fazer com que haja a agregação de matéria. Para a agregação de matéria há a atuação de uma força gravitacional, então, tem-se uma atração de massas para o corpo que vai sendo formado por células que vão se aglomerando.
Se se observar bem, o útero materno é uma sala de materialização. É aí, nesse câmara escura que se dá a transdução de matéria "invisivel" para matéria tangível, biológica. No processo de proliferação celular dentro do útero, vai ocorrer um processo de materialização. A molécula do DNA atrai as energias perispirituais não mensuráveis e materializa-as, permitindo a transdução dessa matéria quintessenciada para a matéria biológica."
Enviado às 7:57 PM
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Domingo, Fevereiro 08, 2004
Querido diário:
Hoje vi
O último Samurai. Forte concorrente à minha lista de melhores filmes de 2004, ao lado de
Encontros e desencontros.
PS: Ah! Já ia esquecendo: Também atropelei dois malas no caminho. Não os matei, mas não faltou vontade, depois que os dois se levantaram e tentaram me agredir. Chutaram a porta do meu carro e um deles conseguiu bater no meu rosto de leve. Óbvio que meu primeiro pensamento foi fugir pra não ser linchado, mas meu senso de
justiça não permitia, ainda mais com os caras lembrando "vai socorrer não, é?" (depois da agressão...paradoxal, não)? Então tive
presença de espírito pra lembrar que, dois quarteirões atrás eu tinha cruzado com uma viatura da policia, e não sei porque imaginei que ela estivesse logo atrás de mim (embora eu não pudesse ver nada). Abri o vidro novamente e falei irritado "vou socorrer sim, até porque a polícia está logo ali e vai resolver tudo!". Foi como dizer uma palavra mágica: os caras se calaram e ficaram ressabiados. Abri a porta do carro e saí cheio de confiança (eles não esperavam por isso...alias, nem eu!). Pra minha sorte, tinha mesmo uma viatura lá longe, quase indo
embora. Chamei os policiais com um aceno e uma das
vítimas disse "vamo simbora, que eu tô sem a identidade" e mesmo depois, com os policiais se oferecendo pra levá-los pro hospital, eles se recusaram. Depois um dos malas me ameaçou gritando "peguei sua placa, viu?" e então os policiais disseram pra eu ir embora. Um deles comentou: "eles queriam era tirar algum dinheiro".
Enviado às 11:46 PM
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Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004
OS MELHORES FILMES DE 2003
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei - Cinema pra mim é diversão e arte. Claro que os dois filmes abaixo foram muito melhores como enriquecimento cultural, mas caramba, eu gosto mesmo é de encher os olhos com magníficas paisagens e viver uma aventura que não seria possível nem aqui nem no outro mundo. :P
Adeus, Lenin! - Lindíssimo, brilhantemente executado, não é chato nem muito piegas, tem coisas muito engraçadas, e aprende-se um pouco da história vista pelos "perdedores" (a Alemanha Oriental). Apesar do filme se passar em 1989, os diretores fizeram uma homenagem a Matrix e ao próprio tema do filme (realidade é aquilo que é posto na sua frente) quando um dos personagens usa uma camiseta com os famosos códigos verdes. Ao lado de
Amélie Poulain e
Alta Fidelidade, este filme está como uma das lembranças e sentimentos mais agradáveis que o cinema já deixou. A cena da estátua é algo...
Tiros em Columbine - O melhor retrato da cultura norte-americana, sem maquiagens. Ponto.
X-Men 2 - O diretor conseguiu tornar o que já era bom (a melhor adaptação dos quadrinhos já feita, em X-Men 1) em algo melhor. A cena da invasão da Casa Branca já é um "clássico moderno".
O Chamado - Adoro filme de terror (ou "terrir"), e esse tem o mérito de quase ter me "apagado" dentro do cinema (já
Ringu eu achei uma droga).
Mênção honrosa:
A Viagem de Chihiro, que provavelmente é muito bom, haja visto as críticas unânimes que recebeu pelo mundo, mas que na minha ignorância não o entendi e, por isso mesmo, não o apreciei como história ou espetáculo.
Hulk, que não foi um grande filme, mas salvou-se como uma magnífica transposição técnica do visual dos quadrinhos para o cinema. A cena de abertura, os quadrinhos divididos pela tela, e o uso de cores com o mesmo tom para parecer uma impressão de revista (o verde esmeralda dos olhos de um dos atores era o MESMO da moldura da porta e do colar de Jennifer Conelly, e isso se repete em várias cenas) foi um primor que merecia ao menos uma indicação ao Oscar de fotografia.
Escolha seu filme da lista dos lançados em 2003
Enviado às 5:34 PM
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A ENERGIA E AS PLANTAS (parte IV)
Por
José Roldão
Na Índia, muitas árvores são lugares freqüentes de peregrinação por terem servido de abrigo a Mestres iluminados. Por algumas dessa árvores, esses homens santos, renunciados e sábios têm especial predileção. As figueiras, (
Fícus religiosae) também conhecidas como árvore banyan, são as preferidas desses sadhus, pois foi sob uma delas que se abrigou Buda.

Na Cultura Védica, que floresceu na Índia até cerca de 5.000 anos atrás, as plantas ou qualquer forma de vida eram tidas como cidadãs e, portanto, passiveis de proteção pelo Estado. Isto era assim não por mero sentimentalismo, mas sim pelo entendimento profundo de que somos todos almas espirituais, centelhas emanadas de Deus e, por um curto período, estamos aqui, revestidos de diferentes "roupas" corpóreas.
Os florais de Bach, denominação usada para designar a terapia desenvolvida pelo médico inglês Dr. Edward Bach age diferentemente da Fitoterapia. O Dr. Bach descobriu que as doenças são respostas do organismo à determinados estados psicológicos. Verificou que certos estados de desequilíbrio, quais sejam, orgulho, crueldade, ódio, medo, ignorância, instabilidade, inveja, raiva, insegurança, depressão, ansiedade, terror, intolerância e egoísmo conduzem o organismo a um estado mórbido. Pesquisou e elaborou uma lista de 38 arquétipos desses estados de espírito e utilizou as essências cuidadosamente extraídas de 38 flores para transformar esses estados negativos. A terapia com florais é a que mais se aproxima de nossa essência, pois considera que os estados mentais em que nos encontramos influenciam o soma, o corpo, induzindo a uma mudança sutil, porém eficaz em nossas disposições negativas. A terapia floral induz a um equilíbrio de "ordem superior"........fazendo a ponte harmoniosa entre o espírito e a mente.
Comentário do autor do blog: Os Celtas acreditavam na figura suprema da Deusa-Mãe e em divindades elementais (do ar, da água, do fogo e da terra), que são uma extensão da Deusa-Mãe (assim como no hinduísmo, onde Brahma, Vishnu e Shiva são manifestações do Deus único Brahman). Assim, os Celtas tinham uma relação especial com as árvores, como era o caso do carvalho (ligada à sabedoria e ao druidas), o freixo (ligado à proteção), o salgueiro (ligado às divindades da água), etc. Quando os Druidas (espécie de Pajé ou Xamã) morriam, seus corpos eram colocados dentro das árvores com as quais tinham alguma ligação.

Enviado às 3:47 PM
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MORTE, O DESCANSO DOS JUSTOS?
No livro de Carlos Bacelli (Infinitas Moradas) lê-se que no plano espiritual existem grupos de radicais religiosos que se fecham às demais culturas e não permitem entrada de outros espíritos de forma alguma em suas colônias. Segundo relato do autor, eles continuam com sua crença, fechando-se ao fato da reencarnação.
Num dos livros de Chico Xavier/André Luiz diz que existem certas pessoas simplesmente dormindo à espera do juízo final... é que eles crêem, baseado na interpretação dos grupos religiosos a que pertencem, que quando a pessoa morre fica dormindo até que venha o "Juízo final". E querer é poder. Esse "sono" eterno dá muito trabalho para os amparadores espirituais, pois eles precisam trabalhar com magnetismo e outros processos para reverter essa situação. Pode ser preciso fazer essa pessoa se incorporar num médium, pra que o choque com a força vital densa a desperte, como explicado num
mail da voadores.
A morte não santifica as pessoas, nem abre portas que a pessoa NÃO quer ver aberta.
Felizmente nem todos os grupos religiosos concordam com essa interpretação, e
mostram na própria Bíblia o porque.
Enviado às 3:46 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004
CAETANO
Soube hoje que Caetano Veloso fez a música
Oração ao Tempo pra uma entidade com esse mesmo nome (ou apelido) que é celebrada nos terreiros de Salvador no dia 10 de agosto. Agora fiquei curioso em saber qual foi a inspiração pra música
Força estranha.
Sou partidário da teoria de que aquele Caetano dos anos 70 (e das letras e melodias magníficas) foi abduzido nos anos 90 e em seu lugar deixaram um clone, mas sem o mesmo talento :P
Talvez até tenham feito o mesmo com o Chico... Seja como for, aí vai um trechinho da música
Um índio, de 1971:
"Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio"
Enviado às 6:09 PM
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Enviado às 1:43 PM