Quarta-feira, Dezembro 31, 2003
FELICIDADES
E Obrigado! :)
Enviado às 12:01 AM
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Terça-feira, Dezembro 30, 2003
FIM DE ANO
O Ano novo chega, e com ele a vontade de melhorar, de buscar novos horizontes, de atingir novos patamares. Mas, porque esperar o começo de um ano pra começar? Por que estabelecer um ponto de partida, se não teremos um fim? Estamos num eterno recomeço, um incessante ir e vir que nos prende a um determinado espaço, uma determinada frequência vibratória, um determinado tempo, tempo esse compartilhado por tudo e todos à nossa volta, e essa ilusão coletiva nos une, nos faz sentir que isso aqui é real, é palpável, que existe. Mas, de certa forma existe, como prisão dos sentidos. O que podemos fazer é transcender nossas limitações, mergulhar no TODO com nossa mente (que é a ilusão que nos separa da grande ilusão que é o TODO). É o Samadhi, é o começo do Despertar. Um estado de êxtase e deslumbramento, um aperitivo pra que você busque cada vez mais a integração com o TODO, por meio de uma conduta que conduza ao fluxo (Dharma), ao bem-comum, e aí então, com o passar do tempo, já não será preciso mergulhar no TODO, pois você já estará integrado ao mesmo. É o Nirvana, a aquietação dos sentidos, a "assimilação do sistema". É o momento em que paramos de lutar, de sermos reativos. Já não precisaremos ser um indivíduo, pois não há mais separação.
Deixaremos então de sermos nós mesmos? Sim, se você acha que é apenas um corpo, ou sua persona. Não é o Mar que cai na gota da chuva (que já foi Mar), e sim a gota que vai pro Mar. A gota deixará de ser gota, pois não terá a forma que a caracteriza, mas seu conteúdo (água) estará ali, influindo, acrescentando ao Mar toda a informação que trouxe consigo e, embora ela seja ínfima, temos que considerar que, se as gotas não voltassem pro Mar, ele, mesmo com sua imensidão, não mais existiria.
Talvez não exista nada fora disso, mas estamos nos reciclando como criaturas o tempo todo. Ajam como as gotas do mar, como se não tivessem começo, meio ou fim. Os erros serão eternos. Os acertos, também. Mas podemos fazer é transmutar erros em acertos, e acertos em erros, é isso que estamos fazendo o tempo todo. E não é preciso um novo Ano pra começar, com consciência, essa transmutação.
Enviado às 4:13 AM
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Segunda-feira, Dezembro 29, 2003
Yaho é um dos nomes de Deus, na sua forma original semítica, na Ásia menor, e aparece em sua forma grega como
Iao. Yah é a contração deste nome místico, que pode ter tido origem (ou mesmo dado origem) no nome "oficial" de Deus, que é Yehovah/Jehovah ou Yahaveh/
Jahveh.
Referência: Os vários nomes de Deus; As raízes do Velho testamento na mitologia Celta.
Enviado às 2:40 PM
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O ESOTERISMO DO SENHOR DOS ANÉIS
Um
texto bem interessante sobre a trilogia do Senhor dos Anéis, com informações Pré e Pós filmes (do Silmarilion) e com um enfoque espiritualista, pelo ponto de vista Gnóstico. Ele condensa exatamente o que eu via nos livros e nos filmes, a "mensagem dos bastidores", por trás da mera distração da aventura.
Enviado às 2:37 PM
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Domingo, Dezembro 28, 2003
NÓS SOMOS O QUE PENSAMOS - Parte I
Cada indivíduo é a soma de todas as suas aquisições pessoais ao longo do tempo, e esses traços característicos de sua personalidade repercutem vibracionalmente, formando sua psicosfera
pessoal.
André Luiz afirma: "O pensamento espalha nossas próprias emanações em toda parte a que se projeta. Deixamos vestígios espirituais onde arremessamos os raios de nossa mente, assim como o animal deixa no próprio rastro o odor que lhe é característico, tornando-se, por esse motivo, facilmente abordável pela sensibilidade olfativa do cão".
O mentor espiritual Camilo, no livro
Educação e Vivências, acrescenta: "Não são poucos os casos em que as almas que desenvolveram atitudes de Dom-juanismo em vidas pretéritas, tendo causado danos a si mesmas e a terceiros, ou pessoas que exageraram no campo das energias sexuais - promovendo escândalos morais de destaque ou não - reencarnem trazendo seu odor libidinoso, sua aura assinalada por fortes elementos atraentes de outras criaturas de idêntica inclinação moral, capazes de sofrer, na atualidade, as investidas para as quais têm o campo energético predisposto. Não é por outra razão que temos as situações de assédio ou agressões sexuais que, embora tenham largo espectro de justificativas da formal psicologia, têm por base as vivências malsinadas do pretérito".
Sobre isso, quero abrir um parêntese, para que ninguém encontre aqui justificativa para a violência:
Mês passado fui numa palestra de Divaldo Pereira Franco, com o tema Sexo e obsessão. Perguntaram a ele se o estupro era karma, e, se fosse, qual seria a culpa do estuprador, se ele foi apenas um "instrumento do karma"? Ele falou que o estupro era karma sim, mas que esse karma não precisava de um estuprador pra ser cumprido. As pessoas confundem muito a Lei do Karma com a Lei de Talião, do olho por olho, dente por dente. A Lei Divina sempre encontra meios que ajudem a evolução sem que seja preciso que outras criaturas se endividem em
erros. Mas as pessoas têm livre-arbitrio, e, pela Lei da afinidade, o próprio mal do
passado acaba atraindo o mal do presente.
Não fiquem procurando punições pra além da justiça dos homens. Mas saiba que ela virá, e virá por outros meios que
desconhecemos.
"Mas eis que a mão do que me trai está comigo à mesa. Porque, na verdade, o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído!"
(Sobre Judas, em Lucas 22:21-22)
Voltando ao assunto, esse "rastro" que deixamos é o pensamento cristalizado no que o espiritismo chama de
éter, formando imagens fluídicas, e a reunião de imagens semelhantes acaba formando uma
egrégora. Um sensitivo pode entrar em lugares e ver, ou sentir (com maior ou menor precisão, dependendo do grau de sensibilidade ou clarividência da pessoa) o que se passou no ambiente (em certos lugares, como delegacias, nem precisa ser sensitivo pra se sentir mal).
Um exemplo prático, só pra descontrair: Certa vez fui me dirigir a Oráculo e, sabedor de que ela pode, por vezes,
captar pensamentos, pensei em um bocado de perguntas
mirabolantes pra, quem sabe, botar no blog. Mas ela, com sua simplicidade habitual, me desconcertou com a resposta "Não se preocupe. Seu futuro quarto vai ser tão grande quanto o atual". Fiquei entre surpreso e indignado. Não era isso que eu queria ouvir, nem o que eu estava pensando! Pensei então "Ela deve ter chutado qualquer coisa pra me dizer. Isso é a última coisa com que eu ia me preocupar!"
Já mencionei aqui que eu tenho uma PÉSSIMA memória, então, quase 1 hora depois, me vêm a lembrança de que, 4 dias antes, eu tinha passado pela frente do meu quarto e parei, por 1 minuto, pra pensar se caberia todas as minhas coisas num hipotético quarto
novo. Como eu realmente não ocupo muito minha cabeça com questões materiais, esqueci rapidamente, e não comentei isso com ninguém. Mas Oráculo captou, de passagem pela casa, e usou essa "frase boba" pra dizer, de forma sutil, que ela continua por perto, que eu deixe de ficar viajando em tantas coisas
espirituais que não levam a lugar algum (estou tentando, estou tentando!) e que eu não me preocupasse com o futuro, e sim com o presente.
Referência: Explicando a Mente
Enviado às 4:11 AM
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Sexta-feira, Dezembro 26, 2003
O SENHOR DOS ANÉIS
Ainda estou sem palavras para O Retorno do Rei....
Sorri, chorei, torci, venci, vibrei, me preocupei, enfim, estou feliz por ter visto o melhor filme do ano. Tolkien teria ficado feliz com o reforço da mensagem "amizade acima de tudo", já que o livro é sobre isso. O filme é pontuado com dezenas de cenas épicas, grandiosas e marcantes, como a do cântico de Pippin sobreposto à batalha, ou o belo enquadramento do pulo para a morte de um personagem em chamas. Mas a cena mais comovente foi quando todos curvaram-se ante os Hobbits. Fiquei triste em ter de dizer adeus a bons e velhos
amigos, cujas aventuras acompanhei por 2 anos, em meio às alegrias e tristezas das minhas próprias aventuras e desventuras.

Não leiam se não viram ao filme:
Muito bela e espiritual a ida do barco para
Valinor, equivalente aos altos planos espirituais, terras cuja beleza só podemos imaginar, e que foram sugeridas por Platão (no mito da Caverna) e por tantas outras
culturas. Notem que as pessoas se despedem como se não houvesse possibilidade de voltar, e vemos o barco partindo em direção à luz do Sol (símbolo da Divindade para os Egípcios, Persas e Romanos). Galadriel diz algo como "é chegada a Era dos Homens, por isso vamos nos retirar", o que é mais ou menos o que aconteceu com a história
não-oficial da nossa humanidade. Se não entenderam direito o motivo para Frodo ir, leiam
aqui nesta carta de Tolkien.
Estava mesmo precisando de uma boa dose de fantasia, monstros fantásticos, heróis mitológicos... acho que o mundo precisa de mais heróis, mais ética, mais amizade, mais coragem de lutar por uma causa justa... foi isso que eu vi em Senhor dos Anéis.
Galeria de arte, com desenhos de Alan Lee; Mais sobre o destino dos Personagens que foram pra Valinor.
Enviado às 3:25 AM
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Quinta-feira, Dezembro 25, 2003
O NIVER DE JESUS
Yeah,baby!
Hoje, a data aceita mundialmente para as festividades natalinas é 25 de dezembro. Mas nem sempre foi assim.
Nem mesmo os
autores dos Evangelhos bíblicos estavam muito certos do ano de nascimento de Jesus. Menos ainda se sabe sobre a data. Até mesmo os Santos Patriarcas da Igreja bem como eminentes autoridades eclesiásticas, por muitos séculos, não conseguiram fixar com exatidão a data de seu nascimento. Os cristãos primitivos celebravam a Natividade com um grande festival em maio, ou, por vezes, em abril e, em outras ocasiões em janeiro. Algumas das mais antigas tradições da Igreja fixavam, em definitivo, o 20 de maio como a data certa, enquanto outras insistiam em fixá-la a 19 ou 20 de abril.
Hoje, nós já temos o apoio da Ciência para a confirmação dos dados apresentados. O astrônomo britânico Colin Humprey, professor da Universidade de Cambridge, afirmou em 1991 que a conhecida Estrela de Belém, registrada com absoluta precisão pelos antigos astrônomos chineses, teria sido um cometa. Baseando-se nos seus cálculos, o cometa teria passado pela órbita da Terra 5 anos antes do início da Era Cristã. Apoiando-se nos relatos bíblicos, Humprey concluiu que o nascimento de Jesus ocorreu em abril, provavelmente entre os dias 13 e 27.
É certo que, mesmo que seja comprovada a data exata de seu nascimento, o 25 de dezembro deve continuar como a data oficial.
Mas, por que 25 de dezembro?!
Em um grande concílio realizado pela comunidade cristã no século V de nossa Era, ficou decidido fixar a data em 25 de dezembro, ou meia-noite do dia 24. Entretanto esta escolha não foi feita ao acaso. Vejamos então o porquê:
O que os Patriarcas levaram em conta ao escolherem esta data, foi o conhecimento que através dos séculos precedentes, todos os Grandes Mestres ou Grandes Avatares nascidos de virgens (Jesus, como demonstrarei a seguir, não foi o primeiro nem o único) e que eram Filhos de Deus e considerados Salvadores ou Redentores, haviam nascido ou a 25 de dezembro, ou em data próxima.
Na Índia, este período já era comemorado muitos e muitos séculos antes da Era Cristã, na forma de um festival religioso, durante o qual o povo ornamentava suas casas com flores e as pessoas trocavam presentes com amigos e parentes.
Na China, também muito século antes da Era Cristã, era celebrado o
Solstício de Inverno, onde no dia 24 ou 25 de dezembro, fechava-se o comércio e tudo o mais. Assim como os antigos persas celebravam esplêndidas cerimônias em homenagem a
Mitra, cujo nascimento ocorrera a 25 de dezembro.
Vários deuses egípcios nasceram no dia 25 de dezembro, e, em praticamente todas as histórias religiosas de povos antigos, iremos encontrar celebrações idênticas às referidas.
Osíris, filho da santa virgem e deusa Nut nasceu a 25 de dezembro, assim como os gregos também celebravam, nesta mesma data, o nascimento de
Hércules.
Como podemos ver, o dia 25 de dezembro vem sendo considerado um dia místico há muito tempo, e por muitos povos diferentes. A esse respeito temos as declarações do Reverendo Gross, autoridade no assunto e autor de diversas obras a esse respeito nas quais afirma que se realizava em Roma, antes da Era Cristã, no dia 25 de dezembro, uma festa com o nome de
Natalis Solis Invicti (Natalício do Invencível Sol). A data era comemorada com espetáculos públicos e com muita alegria, fechando-se o comércio, adiando-se declarações de guerra e execuções, permutando presentes entre amigos e parentes e concedendo liberdade aos escravos.
Assim como o era na China, entre os primitivos germânicos, séculos antes do nascimento do Menino Jesus, era comemorado o
Solstício de Inverno. Entre os escandinavos, neste mesmo período, era comemorado o que se chamava
Festa do Yule. O termo Yule ainda sobrevive, designando a véspera de Natal. É interessante notar que o vocábulo
Yule equivale ao francês
Noel, que por sua vez corresponde à palavra hebraica ou caldaica
Nule. Notamos também a presença de celebrações no referente período entre os druidas na Grã-Bretanha e na Irlanda, e mesmo no antigo México.
Tertuliano, Patriarca da antiga Igreja Cristã, que contribuiu com suas obras para a formação das doutrinas, dogmas e cerimônias do cristianismo, informa-nos, minuciosamente, como se ornamentavam as portas "com guirlandas de flores e folhagens".
Todos esses fatos eram de conhecimento dos Patriarcas da Igreja e foram obtidos através de documentos históricos e de época.
A fim de aproveitar muitas dessas cerimônias, os Patriarcas da Igreja tiveram que inventar certas passagens e princípios relacionados à vida e obra de Jesus e adaptá-los às referidas cerimônias.
Uma delas refere-se ao nascimento de Jesus, onde é dito que, ao nascer o Menino, estavam os pastores guardando seus rebanhos no campo. Muito improvável que eles estivessem no campo no inverno. Nesta época do ano - afirmam os que conheciam as condições da Palestina à época - os pastores não ficavam no campo nem de dia nem de noite, e que este incidente foi introduzido à crônica de Seu nascimento quando ainda era comumente aceita a versão de que Jesus viera ao mundo em abril ou maio. Outra é a da fogueira de São João. Os Europeus há muito comemoravam com grandes fogueiras o
Solstício do Verão, que é quando o Sol para de se afastar da Terra. Comemorava-se, assim, a chegada do calor, e faziam rituais de abundância e fertilidade (também conhecidos por
suruba).
A Igreja Católica possui a mesma filosofia agressiva da Microsoft: destruir a concorrência, fazendo um produto similar, gratuito e ainda mais bonito e opulento. E assim roubaram a data de todas as festas "pagãs" e botaram santos e Jesus no meio. Com o passar do tempo, as pessoas vão esquecendo o significado original da comemoração, pois a Igreja tem uma melhor máquina de propaganda (Seria Bill Gates a reencarnação de algum Papa?).
Fonte (o original, já que eu alterei um pouco): Acásicos.
Bibliografia: O Globo (01/11/1991); A Vida Mística de Jesus, por H. Spencer Lewis; Calendário Eclesiástico Gnóstico
Enviado às 12:08 AM
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Quarta-feira, Dezembro 24, 2003
Enviado às 6:33 AM
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Terça-feira, Dezembro 23, 2003
O OVO E A GALINHA
O ovo é coisa que precisa tomar cuidado. Por isso a galinha é o disfarce do ovo. Para que o ovo atravesse os tempos a galinha existe. Mãe é para isso. - O ovo vive foragido por estar sempre adiantado demais para a sua época. - O ovo por enquanto será sempre revolucionário. Ele vive dentro da galinha para que não o chamem de branco. O ovo é branco mesmo. Mas não pode ser chamado de branco. Não porque isso faça mal a ele, mas as pessoas que chamam ovo de branco, essas pessoas morrem para a vida. Chamar de branco aquilo que é barco pode destruir a humanidade. Uma vez um homem foi acusado de ser o que ele era, e foi chamado de Aquele Homem. Não tinham mentido: Ele era. Mas até hoje ainda não nos recuperamos, uns após outros.
É necessário que a galinha não saiba que tem um ovo. Senão ela se salvaria como galinha, mas perderia o ovo. Para que o ovo use a galinha é que a galinha existe. Temos a galinha que pensou que tinha penas de galinha para se cobrir por possuir pele preciosa, sem entender que as penas eram exclusivamente para suavizar a travessia ao carregar o ovo, porque o sofrimento intenso poderia prejudicar o ovo. A que pensou que o prazer lhe era um Dom, sem perceber que era para que ela se distraísse totalmente enquanto o ovo se faria. A que pensou que "eu" significa ter um si-mesmo. As galinhas prejudiciais ao ovo são aquelas que são um "eu" sem trégua. Nelas o "eu" é tão constante que elas já não podem mais pronunciar a palavra "ovo". Mas, quem sabe, era disso mesmo que o ovo precisava. Pois se elas não estivessem tão distraídas, se prestassem atenção à grande vida que se faz dentro delas, atrapalhariam o ovo.
Comecei a falar da galinha e há muito já não estou falando mais da galinha. Mas ainda estou falando do ovo.
(Clarice Lispector, muito além do seu tempo...) |
Enviado às 3:32 PM
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Segunda-feira, Dezembro 22, 2003
UMA PONTE COM O PASSADO

Arqueologistas descobriram, graças a fotos de satélite da NASA, resquícios de uma ponte de 30km de extensão, feita pelo homem, unindo a Índia ao Sri Lanka. Até aí nada de mais, a não ser pelo fato de que a ponte foi construída há 1.750.000 a.C. (quase dois milhões de anos!), ainda na época do
Homo habilis!
Outro detalhe impressionante é que a construção dessa ponte foi contada nos
Vedas, mais especificamente no Épico hindu Ramayana (escrito há pelo menos 5.000 anos atrás!), onde lemos que ela foi construída sob a supervisão de ninguém menos que Rama (
Avatar hindu, equivalente ao nosso Cristo), na
Treta Yuga (Uma Era que vai de 2.163.000 a.C. a 1.296.000 a.C., o que bate com a idade da ponte!)

Mais fotos podem ser vistas
aqui. Leiam o trecho do Ramayana
aqui (em inglês), e notem que o exército de Rama era composto por "macacos", que eram mais inteligentes e hábeis que os macacos que conhecemos atualmente... mais parecidos com o que seria o Homo habilis.
No mínimo intrigante...
Referência: As eras, segundo os Hindus; Homo habilis; Fatos estranhos do passado.
Enviado às 3:26 PM
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DIA DE FAXINA
Estou arrumando meu quarto e me deparei com um papelzinho, onde está escrito em letras garrafais:
O MAIOR LEGADO DO HOMEM É A PRÓPRIA ALMA.
Lembrei então que um mês desses acordei com essa frase martelando na cabeça e a escrevi pra não esquecer. Fica melhor aqui no blog...
Enviado às 3:24 PM
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Sábado, Dezembro 20, 2003
A arte imita a vida, que imita a VIDA (v 1.3)
Imita mesmo? Isso nos remete à velha discussão do mundo das idéias, iniciada com Sócrates em 250 a.C. Segundo Platão, em sua alegoria da caverna (do livro
A República), o que vivemos aqui (neste plano) nada mais é do que uma veste grosseira para algo que está situado em outro plano, no mundo das idéias. Para Sócrates, a "idéia cavalo" existe antes do cavalo como o vemos. Se sim, quem o concebeu? A criação se processa, como todos sabem, no campo mental (idéia) e só depois é transformado em físico (isso quando alguém faz o que imaginou). Então, e se esse "campo mental" for na verdade plano físico mais sutil, mais maleável, moldável pelo poder da mente? O registro mental ficaria lá, como se fosse uma maquete, para quem pudesse acessá-lo e transformá-lo em "realidade" aqui na Terra. Não teria sido, então, mera coincidência que os primeiros experimentos com o avião, com o cinema e o rádio tenham acontecido em pontos diferentes do mundo ao mesmo tempo...
O pensamento é o que molda essa matéria mais sutil, agregando seus "átomos" através da energia da mente (que não é pouca). Enquanto a mente mantiver o pensamento, haverá energia para alimentar esta forma. É assim que essas idéias, que têm nome de "formas-pensamento", são criadas. Casas, roupas, armas e até mesmo as formas das pessoas do "lado de lá" são moldadas com a mente (assim como no livro
O Segredo de Shambhala, de James Redfield). Mas, se as regras Divinas são perfeitas (assim no céu, como na Terra, o que está em cima é o que está embaixo), então o que vale pra lá, vale pra aqui, certo?
Certo, e Criamos coisas o tempo todo. Mas nem sempre executamos nossas idéias mirabolantes. Mas no cinema sim, vemos a Criação humana em todo o seu potencial, e por isso vamos usar como analogia o diretor de cinema. Mas, pra funcionar, nossa analogia não pode ser com um diretor qualquer, sujeito às mais diversas limitações. Por isso usaremos George Lucas, o Criador de
Guerra nas Estrelas, que possui dinheiro pra bancar qualquer coisa, imaginação pra escrever, técnica pra dirigir, e uma empresa de efeitos visuais inteirinha para transformar em algo factível / crível / real (nas telas) qualquer coisa que ele imaginar. Ele é um Criador e um empreendedor, porque possui os recursos necessários para CRIAR (Creare) e o conhecimento para gerenciar os recursos
disponíveis. Mas, sem dinheiro e sem sua equipe, George Lucas não é mais do que um sonhador.
Consideremos um Diretor/produtor/roteirista como ele no processo de criação do seu próximo filme. Primeiro, o filme existe tão somente na sua mente. Então ele escreve uma cena. Nela há total liberdade imaginativa quanto ao visual. Cada pessoa que ler vai imaginar a cena de um jeito diferente.
Então o Diretor orienta artistas para que desenhem em papel (storyboard), sem muitos detalhes, como ele quer as cenas. Não há movimento, não há cores, mas ainda há essência, liberdade, idealização. O Storyboard é a Bíblia do filme, sempre consultado e usado como referência. Com base nele, uma equipe fica responsável por desenhar os cenários, outra por definir uma paleta de cores harmoniosa para todo o filme, outra desenha as roupas. Tudo e todos dependem da aprovação do Diretor pra seguir adiante com o seu talento. Isso é necessário para que o Diretor se concentre no seu papel sem ter que pensar em como vai ser a roupa do figurante, assim como um maestro não precisa tocar todos os instrumentos da sinfonia para ter em mente a música que quer ouvir.
Então se passa ao estágio de pré-visualização, desta vez no computador. Novos especialistas são empregados para adicionar movimento, dinâmica, e Leis da física, como a gravidade. A imagem ainda não possui muitos detalhes, apenas bonequinhos 3D se movendo na tela. Aparecem as limitações, confinamentos em ambientes 3D que obrigam o Diretor a ajustar a sua idealização a esses limites, mas há ainda a possibilidade de alterar, de experimentar, de ter a mesma cena com possibilidades diferentes (futuros diferentes), cenários diferentes, bastando pra isso pressionar alguns botões, ou ajustar alguns parâmetros pré-definidos. Problemas que nunca foram imaginados aparecem. Como o personagem anda? Como será sua voz? São novas questões, que ficam a cargo do Criador resolvê-las em sua cabeça, mas sua execução cabe ao departamento competente (animação / som). O personagem fica bem diferente de quando era apenas um esboço. É a evolução de uma raça.
Vamos então para a filmagem. A equipe de produção tenta recriar o ambiente mais próximo possível do que o Diretor imaginou. Contratempos surgem, e devem ser contornados da melhor forma possível. Alterações e até mesmo melhorias são feitas aqui e ali. Entram os atores. Quanto melhor forem, com maior perfeição farão o seu papel. Não só farão o que o Diretor pediu, mas ainda farão MELHOR, o que vai surpreender e alegrar a todos da equipe, do carpinteiro ao Diretor.
Um bom Diretor deixa o artista se expressar em todo o seu potencial, sem impor muitas limitações de roteiro ou emoções. Ele é silencioso, prepara a cena com exatidão e, na hora em que os atores entram, são eles que mandam. O Diretor dá margem a improvisação, deixa o ator mergulhar no personagem sem interrupções, buscando assim extrair o sentimento verdadeiro. Exerce sua autoridade na Pré e Pós-produção, e se uma cena não ficou muito boa, chama os atores novamente para encarnar seus papéis, e refazer a cena da forma mais correta para o bom andamento do filme. É paciente e tolerante com seus atores. Sabe o quanto eles são sensíveis a críticas. Eleonora Duse, lendária atriz de teatro, confirma: "Eu não gosto de julgar o trabalho de outras pessoas, seja da minha terra natal ou de alguma outra. Deixe cada amante do teatro tirar o melhor da sua própria alma e seguir esse ideal com fé. Deste modo a evolução artística irá inevitavelmente se realizar. Atuar é o essencial". Um conhecido
Superstar disse certa vez algo semelhante: "Não julgueis para não serdes julgados".
"A vida pode ser um palco, mas o elenco é um horror"
A vida pode ser comparada a um grande filme, cujos atores somos nós, mas estamos tão imersos em nossos personagens que não distinguimos mais o ator do personagem. Os holofotes são tão intensos que não permitem ver o Diretor, nem a equipe de produção. Mas, quem for atento, vai perceber que tudo ao seu redor obedece a uma Direção segura e atenta. Vai notar algumas marcações pelo chão, objetos e pessoas necessárias para a realização da cena aparecerem na hora certa, etc. Tudo obedece a uma ordem, que não sabemos de onde vem nem como vem, mas é o tipo de coisa que não interfere no nosso trabalho. "Atuar é o essencial".
Mas, se temos um Diretor, por que não ouvimos sua voz diretamente, sua orientação segura? Bem, nem todo ator precisa do feedback do diretor pra fazer seu papel. Já outros precisam. E ouvem, através dos seus pontos eletrônicos - invisíveis para a platéia - atrás do ouvido. E vêem, nos monitores de pré-visualização - enquanto descansam de seus personagens em seus trailers - como deveria ser a cena. Mas nem sempre entendem o recado. Alguns fingem não entender de propósito. Afinal, vocês sabem... os artistas são muito vaidosos, não gostam que se metam em seu trabalho.
Em contrapartida temos os atores iniciantes ou deslumbrados, que acham que o Diretor é Deus. Se atuam mal, a culpa é deles mesmos, mas se atuam bem, o mérito é todo do Diretor. Não conseguem mais nem atuar por conta própria, de tão dependentes que ficam. Vivem questionando o Diretor que tipo de expressão devem usar, como fazer cada cena, e até mesmo se perguntam "o que DEVO sentir nesta cena em particular?" Pra que o filme continue, o Diretor, que já está P da vida, despacha o contra-regra pra orientá-lo. Então o ator ouve aquela voz por detrás dos holofotes e acredita ser a do Diretor. Todos ficam satisfeitos, e o filme continua.
Por outro lado, temos os atores vaidosos, que, se pudessem, dirigiriam o filme eles mesmos. Mas não podem, nem têm competência. Não aceitam dividir o filme com outra estrela, por insegurança e medo de ser ofuscado. Possuem muito conhecimento técnico de como fazer filmes, mas nenhuma CAPACIDADE para botar em prática o que aprenderam. Ficam assim recalcados; atores frustrados que queriam ser logo Diretores. Acabam não sendo nem um nem outro. Querem saber mais que o diretor/produtor/roteirista, que é quem tem uma visão global do projeto. Interrompem a cena pra reclamar com o carpinteiro porque a porta rangeu na hora de abrir. Dão pitaco na luz, no som. Gritam até mesmo com o Diretor porque querem fazer prevalecer SUA visão do filme.
Mas aí veio um ator lá da Galiléia que mudou os parâmetros de se fazer cinema. Falava que o importante não era o Diretor/produtor/roteirista, mas sim O FILME. De nada adianta termos um bom Diretor quando sua equipe trabalha com má vontade e desunida. O filme sai uma porcaria! Ensinou que um bom filme se faz com AMOR, com o trabalho dedicado de carpinteiros, eletricistas, TODOS do departamento de arte, TODOS do departamento de som, etc. harmoniosamente sob a batuta do Diretor. É respeitar uma hierarquia, mas não é ser um inútil submisso que baba o Diretor, mas que não faz nada pra melhorar o filme! Desse jeito o filme não sai! Um filme se faz com pessoas criativas, pessoas que amam o seu trabalho, que são uma EXTENSÃO do Diretor no setor em que elas se encontram. "Sois Diretores", por que não?
Mas a Indústria Cinematográfica não gostou nada disso, pois acharam que essa metodologia de trabalho seria mal interpretada, e tiraria a liderança e o brilho do Diretor/produtor (como se Ele precisasse de um decreto da Indústria pra ter liderança e brilho), e então deturparam a declaração do Superstar de Nazaré para que parecesse que ele era um Co-Produtor, alguém do topo da Indústria, e que o importante era todos trabalharem sob a supervisão
dele e do
Diretor. Mas foi exatamente o contrário! Enquanto esteve aqui, ele fez questão de mostrar que era um ator, como nós. E que GRANDE ator ele foi, mostrando com humildade que, com amor e dedicação, poderíamos inclusive ter interpretações melhores que as dele!
Vamos resgatar um pouco do sentido original do que esse ator famoso falou. Está tudo publicado na imprensa, mas as pessoas têm preguiça de ler, então vou fazer um resumo:
A unicidade:
Eu e o Pai somos um. Não está escrito na
Lei de vocês: "Eu disse: Sois
Deus, todos vocês são
crianças do
Altíssimo"? Se eu não realizo as obras do meu Pai, não creiam em mim. Mas se as realizo, mesmo que não creiam em mim, creiam nas obras, para que possam saber e entender que o Pai está em mim, e eu no Pai.
O Pai/Deus/TODO não é apenas a figura do diretor/produtor/roteirista:
Eu sou o TODO. De mim surgiu o todo e de mim o todo se estendeu. Rachai um pedaço de madeira, e eu estou lá. Levantai a pedra e me encontrareis lá. Se seus líderes vos dizem: "Vejam, o Reino está no céu", então saibam que os pássaros do céu os precederão, pois já vivem no céu. Se lhes disserem: "Está no mar", então o peixe os precederá pelo mesmo motivo. Antes, descubram que o Reino está dentro de vocês, e também fora de vocês. Apenas quando vocês
se conhecerem, poderão ser conhecidos, e então compreenderão que todos vocês são filhos do Pai vivo. Mas se vocês não conhecerem a si mesmos, então vocês vivem na pobreza e são a pobreza.
Mas há uma hierarquia de forças, pro filme funcionar:
Eu lhes garanto: Quem receber aquele que eu enviar, estará recebendo a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. Mas digo-lhes verdadeiramente que nenhum escravo é maior do que o seu senhor, como também nenhum mensageiro é maior do que aquele que o enviou.
A sintonia estabelecida através do amor:
Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros, como eu vos amei. Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. Amem os seus inimigos, faça o bem a quem lhe faz o mal, e orem por aqueles que os perseguem. Se vocês amarem apenas aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os transgressores fazem isso!
A produção de um filme não é fácil:
Eu lhes disse estas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu
venci o mundo. Na casa de meu Pai há muitas
moradas. Vou preparar-lhes lugar. E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver.
Ele, então, roga ao Pai por quem fica:
Não ficarei mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como somos um. Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou. Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do
Mal. Eles
não são do mundo, como eu também não sou. Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam UM, assim como nós somos UM: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste. Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai.
Enviado às 6:11 PM
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JUSTIÇA DIVINA
Mês passado fui numa palestra de Divaldo Pereira Franco, com o tema Sexo e obsessão. Perguntaram a ele se o estupro era Karma, e, portanto, algo que se deva relevar. Ele falou que o estupro era
resgate de dívidas sim, mas que esse Karma não precisava de um estuprador pra ser cumprido. As pessoas confundem muito a Lei do Karma com a Lei de Talião, do olho por olho, dente por dente. A Lei Divina sempre encontra meios que ajudem a evolução sem que seja preciso que outras criaturas se endividem em
erros. Mas as pessoas têm livre-arbitrio, e, pela Lei da afinidade, o próprio mal do
passado acaba atraindo o mal presente.
Não fiquem procurando punições pra além da justiça dos homens. Mas saiba que ela virá, e virá por outros meios que desconhecemos (a menos que você queira se endividar e continuar neste ciclo de ofensas pra sempre aqui na Matrix. Mas lembrem-se sempre das palavras de Jesus:
o escândalo é necessário, mas ai daquele por quem o escândalo vier!).
Confiem na Justiça Divina. Essa não falha, mas também não virá do jeito que você quer.
"Mas eis que a mão do que me trai está comigo à mesa. Porque, na verdade, o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído!"
(Lucas 22:21-22)
"Quem molesta um homem inocente, um homem puro, sem mácula, o mal volta certo ao bobo, como o pó lançado contra o vento."
(Buda; Dhammapada IX 125)
Enviado às 2:19 AM
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Quinta-feira, Dezembro 18, 2003
Os
Caboclos de Lança fazem parte do folclore rural canavieiro de Pernambuco, e acabaram se tornando uma figura-símbolo do carnaval recifense.
José Simões, Mestre e fundador do Maracatu Estrela do Monte, é lanceiro desde os 17 anos. Foi discípulo de Mestre Aprígio, do Maracatu Estrela Brilhante, de Goiana, mas aprendeu muitas das coisas em sonhos, falando com muita discrição e certo temor das "visagens" que recebe.
Segundo o nosso entrevistado, os Lanceiros estão relacionados com a linha indígena de Umbanda, e não da linha de Xangô (de origem africana). São geralmente Filhos de Ogum, Guerreiros de São Jorge, daí a predominância de vermelho na roupagem.
Seguindo a orientação do seu Mestre Aprígio, nos três dias antes e durante todo o Carnaval, ninguém, no seu Maracatu de baque solto, bebe ou mantém relações carnais. O seu pessoal sai "irradiado", cumprindo "obrigação", especialmente os Caboclos de Lança - que sempre têm ligações com os ritos de umbanda.
Sempre antes de saírem, são "
calçados", submetem-se a uma
limpeza, um "preparo". É o ritual de purificação que antecede qualquer ato mágico. Ele, o Mestre Simões, recebe um espírito que faz o "serviço certo" com um copo de água, incenso de igreja e extrato de perfume. Com isso dá o "banho" no pessoal. Sai tudo cheirozinho. E, acrescenta, dogmático - "A limpeza Deus amou"
Depois de longos arrodeios, Mestre Simões explica a irradiação: "Quando eles saem à rua com o Maracatu e os Caboclos, as mulheres tomam uma beberagem de vinho ou aguardente com cabeça-de-negro, folha de macassa e banha, que deve ter ficado em repouso, no escuro, por uns oito dias. Para os homens a mistura é mais forte: aguardente, azeite-doce e pólvora, bem misturados, e que eles tomam em homenagem a
Zé Pilintra, para ficarem "azougados" ou irradiados. Fora do azougue que tomam antes de sair, eles
nada mais bebem para não se prejudicarem e para não atraírem malefícios para sua Nação. Somente os que não são viciados em aguardente tomam o azougue e respeitam o preceito de não beberem na rua.
Texto de Olympio Bonald Neto, disponível no Museu do Homem do Nordeste.
Já vi um lanceiro de perto, sem os óculos escuros. É fascinante. Não aparentam de forma alguma estarem bêbados, os olhos faíscam, as veias do pescoço saltam pra fora, como se tivessem tomado red bull. A energia em torno dele era como a de um animal selvagem. Mas a característica que mais chama a atenção é o olhar "frio", direto, de quem não está vendo você, mas sim alguma coisa além de você (bastante característico de quem incorpora certas entidades). Daí que a maioria deles usa óculos escuros, porque chega a ser perturbador encará-los.
Eles coreografam movimentos meses antes do carnaval, e todos possuem um significado que vão muito além da estética. Quando passam por uma encruzilhada (ponto de grande circulação de energias e preferido dos espíritos mais densos, não sei porque) eles "limpam" a energia do local, fazendo evoluções em forma de cruz e fechando todas as 4 vias. Outro tipo de evolução que vi foi na praça onde eles iriam se apresentar. Antes fizeram um círculo por volta de toda a praça, como que "fechando" o local. Poisé... o Carnaval é uma época "negra" energeticamente, e se não houvesse o trabalho espiritual do Maracatu (incluindo aí os caboclinhos e o de baque virado) na "limpeza", acho que haveria um desequilíbrio grave na "Força".
O engraçado é ver os turistas tirando fotos abraçados ao Caboclo, como se ele fosse uma decoração de Carnaval, ou um folião qualquer.
Enviado às 6:47 PM
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Vocês ficam deprimidos nessa época do ano? Eu fico. É inevitável, independe se eu estou em boa fase ou não, eu me deprimo. E muita gente que eu conheço também fica assim... deve ser alguma coisa do inconsciente coletivo. Eu odeio musiquinha de Natal, propagandas de Natal, neve artificial, Papai Noel de shopping (a não ser os azuis, e o do GameStation) e o clima de fraternidade/falsidade que impera nas confraternizações que só acontecem uma vez ao ano, isso por serem impostas pela sociedade.
Mas vou deixar esse texto aqui pra ver se ajuda a mim e aos outros:
TEXTO ANTIDEPRESSIVO
Quando você se observar à beira do desânimo, acelere o passo para a frente, proibindo-se parar.
Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.
Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja.
Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias.
Tente o contato de pessoas cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.
Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.
Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.
Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas. Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.
Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para diante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.
André Luiz / Chico Xavier
Isso me lembra um texto que já postei aqui,mas não custa postar novamente:
Uma vez, durante um retiro para meditação, um discípulo disse ao instrutor Zen Soen Nakagawa:
"Estou muito desanimado. O que devo fazer?".
Soen respondeu: "Anime outras pessoas".
Enviado às 1:01 AM
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Terça-feira, Dezembro 16, 2003
Antes de alguém fazer alguma coisa, Jung fez tudo!

"O olhar de Jung para o estranho recolheu e iluminou fenômenos inusuais um atrás do outro: misticismo tibetano muito antes dos
vagabundos do dharma; Zen muito antes de Alan Watts; a sabedoria trickster dos índios americanos antes de Castañeda e Rothenberg; alquimia, parapsicologia e astrologia antes destas serem absorvidas pelos viajantes da Nova Era; a psique da física teórica muito antes de Capra; I Ching antes dos biscoitinhos da sorte; a ressurreição do feminino antes das feministas; a natureza da consciência africana antes de van der Post; o colapso do Cristianismo coletivo antes das filosofias do Deus-está-morto e da teologia do pós holocausto. Ele inspirou os Alcoólatras Anônimos; foi um dos primeiros a dar testemunho do poder do mito como uma realidade viva em funcionamento em ilusões coletivas tais como o Nacional Socialismo e os discos voadores. E muito antes que Thimothy Leary e Ram Dass tomassem suas formas humanas ele já havia escrito sobre o fator tóxico nas condições psíquicas bizarras, ou estados alterados, da psicose.
Não é de espantar que Jung tenha virado um Santo da Nova Era aparecendo, já no começo dos anos sessenta, entre os ícones na capa de um disco dos Beatles."
Retirado do artigo A herança Daimonica de Jung
Não concordo com tudo no texto (principalmente a parte dos discos voadores), mas dá uma idéia do que foi Jung dentro do contexto da sua época. O cara era um místico disfarçado de cientista cético. O que aliás é louvável, pois trouxe a metafísica mais pra perto dos que só acham que é real aquilo que se pode tocar, ver, cheirar... Sabe-se que ele meditava bastante, e alcançava estados alterados da mente (só não sei por quais vias... mas enfim) e relata inclusive um Samadhi, onde experimenta-se uma fusão com o TODO, ou pelo menos parte do TODO:
"Recuamos diante da palavra eterno; no entanto, não posso descrever o que vivi, senão como a beatitude de um estado intemporal, no qual passado, presente e futuro se fundem num só. Tudo o que se produz no tempo estava concentrado, aí, numa totalidade objetiva. Nada mais estava separado no tempo e nem podia ser medido por conceitos temporais. Poderíamos, de preferência, evocar esta vivência como um estado, um estado afetivo que, no entanto, não se pode imaginar. Como posso me representar se, simultaneamente, vivo antes de ontem, hoje e depois de amanhã?
Haveria o que ainda não começou, o que seria o presente mais claro e que já teria terminado e, no entanto, tudo isso seria um só. O sentido não poderia apreender senão uma soma, uma brilhante totalidade, na qual está contida a espera do que vai começar, assim como a surpresa do que acaba de se produzir e a satisfação ou decepção quanto ao resultado do que se passou. Um todo indescritível, no qual se está fundido e que, no entanto, se percebe como uma total objetividade.
Diante de uma tal totalidade, fica-se mudo porque é algo apenas concebível. A objetividade, vivida neste sonho e nestas visões, diz respeito a individuação completa."
Jung, citado por Pierre Weil, em A Consciência Cósmica
Referência: The C.G. Jung Page
Enviado às 2:31 AM
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Sexta-feira, Dezembro 12, 2003
"O conhecimento baseia-se não somente na verdade, mas no erro também."
Arquétipos
São imagens recorrentes no inconsciente coletivo (formas-pensamento), que expressam e definem uma situação. São mais que um ícone, pois contêm uma grande carga de emoção (além da informação) que é transmitida a quem vê. Ex: Jesus na cruz simboliza um arquétipo de ser bondoso que sofreu injustamente e resignado, o que causa um efeito anestésico (inconsciente) em quem está passando por provações (por identificação). Já Trinity se tornou (pra muitos) um arquétipo feminino desta geração, assim como Marilyn Monroe o foi para a geração dos anos 60. Uma vez que esses arquétipos são assimilados pela pessoa, são trabalhados individualmente, podendo até assumir o controle da personalidade (no caso da Sombra). Não é preciso entrar em contato sensorial com o arquétipo para que eles atuem, já que cada indivíduo nasce com acesso à toda a "biblioteca de Arquétipos", via Inconsciente Coletivo.
Persona
É a máscara usada pelo indivíduo em resposta às convenções e tradições sociais e às suas próprias necessidades arquétípicas internas. É o papel que a sociedade lhe atribui, que espera que você represente na vida. O propósito da máscara é produzir uma impressão definitiva nos outros e, muitas vezes, embora não obrigatoriamente, dissimula a verdadeira natureza do indivíduo, em oposição à
personalidade privada, que existe por trás da fachada social.
Se o ego se identificar com a persona, como freqüentemente o faz, o indivíduo terá mais consciência do papel que está representando do que de seus sentimentos genuínos. Será sugado pelo personagem, tornando-se um alienado de si mesmo e toda a sua personalidade toma um aspecto superficial e bidimensional. (a persona assemelha-se, em certos casos, ao
superego, de Freud)
"Mais cedo ou mais tarde tudo se transforma no seu contrário."
Sombra
O arquétipo da Sombra é o lado escuro da mente, moradia do inconsciente. Lá estariam guardados os instintos animais que o homem herdou de espécies primitivas na evolução, e também as funções menos utilizadas da personalidade. É representada pelas idéias, desejos e memórias que foram reprimidos pelo consciente, por ser incompatível com a Persona e contrárias aos padrões morais e sociais. Quanto mais forte for nossa Persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A Sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que negligenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos. Em sonhos, a Sombra freqüentemente aparece na forma daquilo que detestamos. No caso de Neo, um engravatado. :)
Quanto mais a Sombra tornar-se consciente, menos ela pode dominar. Entretanto, a Sombra é uma parte integral de nossa natureza, e nunca pode ser simplesmente eliminada. Uma pessoa sem Sombra não é uma pessoa completa, mas uma "caricatura bidimensional" que rejeita a ambivalência presentes em todos nós. Além disso, a Sombra não é apenas uma força negativa na psique. Ela é um depósito de considerável energia
instintiva, espontaneidade e vitalidade, e é a fonte principal de nossa criatividade. Lidar com a Sombra é um processo que dura a vida toda, consiste em olhar para dentro e refletir honestamente sobre aquilo que vemos lá. Mas cuidado para não
se tornar a sombra, pois ela também é um arquétipo "bidimensional".
Projeção
A Sombra é mais perigosa quando não é reconhecida pelo seu portador. Neste caso, o indivíduo tende a projetar suas tendências indesejáveis em outros. Um ótimo exemplo:
"Durante mais de 5 anos este homem percorreu a Europa como um louco,em busca de qualquer coisa a que pudesse deitar fogo. Infelizmente sempre haverá mercenários prontos a abrir as portas da sua pátria a este incendiário internacional."
Esta frase não é SOBRE Hitler, e sim DE Hitler, falando sobre Winston Churchil.
Desconfie se sua namorada tiver a paranóia de que você a está traindo, sem você ter dado motivo, ou daquele seu amigo que vive dizendo que todo mundo é gay. A
Sombra é o oposto do ego e encarna, precisamente, o traço de caráter que mais detestamos nos outros. E aí lembro do espírito Joana de Ângelis, que diz que o ódio é o amor distorcido. Na verdade, ao odiarmos, estamos sufocando algo que temos dentro da gente (por isso a ressonância) que cultivamos (quem cultiva, ama), mas não admitimos. Se não a cultivássemos, a Sombra não existiria desta forma. Daí a necessidade do caminho do meio, do equilíbrio. Se o ego for bem trabalhado nas 4 funções (pensamento, sentimento, sensação e intuição), não vai sobrar grandes opostos pra Sombra encarnar. No filme Matrix vemos a simbologia da projeção dos medos do inconsciente quando Morpheus fala a Neo sobre os Agentes: "Dentro da Matrix eles são todos e não são ninguém. Nós sobrevivemos nos escondendo deles e correndo deles, mas eles são os porteiros. Eles protegem todas as portas e têm todas as chaves. Cedo ou tarde, alguém terá de lutar com eles".
Anima e Animus
Anima (alma, em latim) é a representação feminina no inconsciente do homem (que idéia ele faz, no seu íntimo, da mulher). O caráter da anima é, em geral, determinado pela sua mãe. Se o homem sente que sua mãe teve sobre ele uma influencia negativa, sua anima se manifestará de forma negativa, ou seja, ele poderá ser inseguro, apático, com medo de doenças, de impotência ou de acidentes (se ele conseguir combater essas influencias negativas da Anima, sua masculinidade tende a fortalecer-se). A vida adquire um aspecto tristonho e opressivo, que pode levar o homem até mesmo ao suicídio.
Se, por outro lado, a experiência com a mãe tiver sido positiva, a Anima poderá deixá-lo efeminado ou explorado por mulheres, incapaz de fazer face às dificuldades da vida (menino criado com vó dá nisso!).
A manifestação mais freqüente de Anima é a que toma forma como fantasia erótica, que leva o homem a consumir revistas pornográficas, sex-shows, etc. É um aspecto primitivo e grosseiro da Anima, mas que só se torna compulsivo quando o homem não cultiva suficientemente suas relações afetivas - quando sua atitude para com a vida mantém-se infantil.
"O encontro de duas personalidades é como o contato de duas substâncias químicas. Se há alguma reação, ambos são transformados". |
Animus (espírito, em Latim) é o lado masculino no inconsciente da mulher. Assim, uma mulher muito feminina tem uma alma masculina não desenvolvida (trabalhada). Em seu relacionamento com o mundo, se ela é impressionável, calorosa, estimulante e envolvente, seu lado masculino interior será muito diferente: duro, crítico, agressivo, prepotente...
O Animus (assim como a Anima) possui 4 estágios de desenvolvimento: o primeiro como personificação da força física (o atleta,a força pelos músculos), no estágio seguinte, como o homem de ação (iniciativa e planejamento). No terceiro, manifesta-se como verbo, como professor, e na quarta e mais elevada manifestação torna-se (assim como a Anima) mediador de uma experiência na qual a vida adquire um novo sentido. Dá à mulher uma firmeza espiritual e um amparo interior, que compensa sua brandura exterior. Relaciona a mente feminina com a evolução espiritual da época, tornando-a assim mais receptiva a novas idéias criadoras do que o homem. É por este motivo que antigamente, em muitos países, cabia à mulher adivinhar o futuro ou a vontade dos Deuses. A audácia criadora do seu Animus positivo expressa, por vezes, pensamentos e idéias que estimulam a humanidade a novos empreendimentos.
Anima/us é também uma Sombra, e como tal pode ser projetada. Isso é feito quando a pessoa apaixona-se logo de cara, quando diz "É essa/esse!" e parece que se conhece essa pessoa há tempos. Pessoas fascinantemente misteriosas são as mais fáceis do homem/mulher projetar sua Anima/us, pois em torno delas pode-se tecer as mais variadas fantasias. Para sair desta ilusão, é preciso reconhecer o Anima/us como um poder e qualidade
interior. O objetivo de todo esse jogo do inconsciente é forçar o ser humano a desenvolver e amadurecer o próprio ser, integrando melhor a sua personalidade inconsciente e trazendo-a à realidade da vida (mesmo que seja através de subterfúgios, como projeções).
"Cada homem sempre carregou dentro de si a imagem da mulher; não a imagem desta ou daquela mulher, mas uma imagem feminina definitiva".
Mas a Anima/us não é só negativa. Ao contrário, uma Anima bem trabalhada pode levar o homem ao seu pleno potencial. A função mais importante da Anima é ajudar a sintonizar a mente masculina com seus valores interiores positivos, assumindo então uma posição de mediadora entre o mundo interior e o Self. E é através deste desejo íntimo de trabalhar aspectos que o homem não possui, que um homem tímido tende a procurar alguém que seja extrovertida. Como no velho ditado "os opostos se atraem", ou a "cara metade", a "banda da laranja". As pessoas buscam o oposto nas outras pessoas quando na verdade é um subterfúgio do inconsciente para encontrar o oposto
dentro delas mesmas.
"Atrás de um grande homem sempre existe uma grande mulher". Verdade, embora o contrário também seja verdadeiro. Vemos este arquétipo de Anima como a salvação, a luz no fim do túnel, no livro
A Divina Comédia, onde Beatriz guia Dante através de um (significativo e simbólico) caminho tortuoso e íngreme, que o leva à redenção. Trinity simboliza a Anima de Neo em
Matrix, e através dela (direta e indiretamente) ele pôde manifestar suas potencialidades. Na Índia vemos essa dualidade/complementação no casal de Deuses Shiva/Kali e Vishnu/Parvati.
A Anima/us vai muito mais fundo na contraparte da personalidade (lado oposto inconsciente) que a Sombra. Se a imagem da Sombra desperta medo e apreensão, a Anima/us, ao contrário, estimula o desejo de união. A Sombra leva a pessoa de encontro a parte indesejada da psique total, suas qualidades inferiores. Mas não vai além disso, a menos que se deseje ir de encontro com o mal absoluto. A estrutura Anima/Animus leva a pessoa a níveis muito mais profundos do Self, pois está ancorada em aspectos do inconsciente coletivo e arquétipos, não sendo apenas reflexos negativos de si mesmo.
"Nós não podemos mudar nada sem que primeiro a aceitemos."
Individuação
É um processo ininterrupto de aprimoramento pessoal. A harmonização do consciente com o Self. O caminho para a iluminação. Todos estamos num processo de Individuação, no entanto, a grande maioria não o sabem. Mas os que estão suficientemente conscientes deste processo, podem tirar algum proveito disso.
Mas não é assim tão é fácil: o ego reclama, pois se sente tolhido em suas vontades ou desejos, e projeta essa frustração sobre qualquer objeto exterior (Deus, a economia, o vizinho, o namorado(a) ou o trabalho). Algumas vezes tudo parece estar bem com a pessoa, mas no íntimo ela sente tédio e um vazio mortal. Há também o perigo de identificação com a Persona. Aqueles que o fazem tendem a tentar tornar-se perfeitos demais, incapazes de aceitar seus erros ou fraquezas, ou quaisquer desvios de sua auto-imagem idealizada. Aqueles que se identificam totalmente com a Persona tenderão a reprimir todas as tendências que não se ajustam, e a projetá-las nos outros, atribuindo a eles a tarefa de representar aspectos de sua identidade negativa reprimida.
Há alguns estágios básicos para a Individuação, que são: reconhecer as máscaras (persona), confrontar a Sombra, a Anima / Animus, e finalmente, o desenvolvimento do Self. Mas não pensem que acaba por aí, ou que isso seja fácil. É necessário ter em mente que, embora seja possível descrever a Individuação em termos de estágios, o processo é bem mais complexo que isso. Todos os passos mencionados sobrepõem-se, e as pessoas voltam continuamente a problemas e temas antigos (espera-se que de uma perspectiva diferente). A Individuação poderia ser apresentada como uma espiral na qual os indivíduos permanecem se confrontando com as mesmas questões básicas, de forma cada vez mais
refinada. Este conceito está muito relacionado com a concepção Zen-budista da iluminação, na qual um individuo nunca termina um Koan, ou problema espiritual, e a procura por si mesmo é vista como idêntica à finalidade. É como falei em outro post: a vida é um eterno
Saindo da Matrix.
Enviado às 1:31 AM
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Quinta-feira, Dezembro 11, 2003
LEI DA AFINIDADE
"As características da vida física, psíquica e espiritual dão a cada criatura um determinado comprimento de onda e vibrações específicas, o que a coloca automaticamente em contato com as entidades e correntes, no espaço, que possuem o mesmo comprimento de onda e as mesmas vibrações. Assim, se explicam as relações entre os seres humanos e as forças da natureza. Através dos seus pensamentos, sentimentos e ações, o ser humano entra em afinidade com algumas regiões e algumas entidades que possuem o mesmo comprimento de onda e que por força de atração, mais cedo ou mais tarde, necessariamente se encontrarão. A Ciência iniciática dá a todas as pessoas a chave para poder criar o futuro que cada um deseja. A qualidade dos próprios pensamentos, dos próprios sentimentos e desejos arrasta o ser humano para o Inferno ou, ao contrário, para as regiões puras e luminosas do mundo divino."
Omraam Mikhaël Aïvanhov
Enviado às 10:46 AM
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Segunda-feira, Dezembro 08, 2003
A HISTÓRIA DE BUDA

Hoje budistas do mundo inteiro comemoram o 2.425º aniversário de iluminação de Buda. Em homenagem a esse fato histórico e significativo (parabéns, Buda!) estou postando hoje o resultado de um trabalho de meses: um texto que pretende ser a mais completa "biografia" de Buda. Claro que uma história tão antiga acaba por virar lenda, mesclando elementos simbólicos a fatos históricos deturpados. Procurei, no meio de tantas versões, achar a mais difundida na internet.
CLIQUE AQUI para ler. Segue uma versão beeeeem resumida, só pra dar um gostinho:
Reza a lenda que um certo Rei, pra proteger seu filho dos sofrimentos do mundo, teria criado seu filho num mundo de fantasias: No inverno, ele ia para um palácio longe das chuvas, se saía do palácio, o Rei mandava limpar as ruas e tirar os velhos e mendigos do caminho, e preparava todo um cortejo, com muita festa. Ao completar 20 anos, o príncipe
Siddhartha Gautama já tinha tudo o que um homem poderia desejar: imensurável riqueza,o amor de uma bela esposa (Yashodhara) e favores sexuais de inúmeras cortesãs. Siddhartha, no entanto, sentia uma enorme sensação de vazio. Na tentativa de descobrir o motivo, implorou que seu pai lhe permitisse andar sozinho, fora do palácio. O Rei não permitiu, então, uma noite, ele fugiu.
Uma vez solto no mundo, ele teria visto pela primeira vez as maldições que assolam a humanidade - a doença, a velhice e a morte - e teria se disposto a solucionar esses problemas. Desprendendo-se de suas riquezas, ele partiu em busca do conhecimento com vários Mestres. Ele absorveu todos os ensinamentos, mas isso não o satisfez. Procurou então atingir a iluminação pela mortificação do corpo. Também não deu certo. Num certo momento, sentou-se debaixo de uma árvore à beira do rio e jurou permanecer ali até ser capaz de solucionar todos os mistérios da vida e morte. Os budistas acreditam que, ao transportar-se para um estado de profunda meditação, Siddhartha teria tido uma série de revelações. Teria visto que sua natureza era vasta, cósmica, e que estava além da doença, da velhice e da morte. Quando abriu seus olhos, ele já não era Siddhartha Gautama, e sim o Buda, que significa: aquele que despertou.
Essa experiência tornou-se conhecida como iluminação, que leva à descoberta do
Nirvana. E é exatamente isso que todos os budistas procuram alcançar - nesta vida e em outras. Basta, em tese, seguir à risca as instruções de Buda:
"A fonte do sofrimento é a idéia de existência de um "eu" substancial. Todos os seres que se deixam prender à idéia de um "eu" tornam-se sujeitos a tais sofrimentos. O desejo, a cólera e a ignorância são também causados pelo "eu". Estes três venenos são a origem de todos os sofrimentos. Se eliminarmos a idéia do "eu", o desejo, a cólera e a ignorância, os sofrimentos cessarão."
"Por meio de esforço e método, é possível alcançar a iluminação nesta vida" afirma o lama nepalês Dzawa Rimpoche. "Mas, se você não conseguir fazê-lo, a morte não é o fim. Você terá, ao renascer, todas as sementes plantadas na vida anterior".
Disse Osho de Buda:
"Eu adoro Gautama porque ele representa para mim o núcleo essencial da religião. Ele é o fundador de uma forma totalmente diferente de religião no mundo: uma religião sem religião. O que ele propôs foi não uma religião, mas uma religiosidade, e essa foi uma grande mudança radical na história da consciência humana."
Enviado às 12:30 PM
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PRISÃO DE LUXO
Pense numa nova proposta de presídio de reabilitação. Nela, o preso é acompanhado 24hrs por dia para ver sua conduta, é incentivado a estudar e trabalhar (graças a benefícios que ganha lá dentro) e de vez em quando é submetido (sem saber) a testes rigorosíssimos que verificam se ele pode voltar ao convívio social. Um dos testes consiste em irritar o preso com alguma situação, pra saber o quanto de agressividade ainda há nele. Outro é deixar algo de valor, com todas as possibilidades dele roubar e ninguém saber. Outro ainda é dar a possibilidade real dele escapar da prisão de modo fácil.
A maioria gosta do local. Há incentivos de toda forma pra que continuem lá sem que se revoltem. Só que tem tanta coisa a ser feita, e tanta distração que, com a mente ocupada, muitos acabam esquecendo o porquê de estarem lá. A direção do presídio é contra lembrarem aos presos a sua condição (pois induz à culpa e depressão, e vai contra a metodologia de reabilitação, que diz pra pegar apenas as boas lições do passado, esquecendo tudo o que for supérfluo), então usam educadores especialmente treinados para se infiltrarem entre os presos, e que sugiram, através de histórias, parábolas, dramas, as regras de comportamento do presídio e o modo de poder limpar sua ficha. Mas de forma alguma eles contam aos presos dos testes, pois isso causaria revolta desnecessária, e tentativa de fraudes. É verdade que algumas informações sobre o presídio vazaram a alguns presos, mas não há preocupação de alguém ainda violento sair por bom comportamento. Ninguém pode fingir estar reabilitado só pra poder sair, pois é feita uma varredura total do subconsciente, através de hipnose, onde se tem acesso aos pensamentos mais íntimos de cada presidiário.
O nome desse presídio é
Planeta Terra. Seu lema é:
"Jamais considere seus estudos como uma obrigação, mas como uma oportunidade invejável para aprender a conhecer a influência libertadora da beleza do reino do espírito, para seu próprio prazer pessoal e para proveito da comunidade à qual seu futuro trabalho pertencer."
(Albert Einstein)
Enviado às 3:31 AM
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Domingo, Dezembro 07, 2003
REENCARNAÇÃO para os Judeus
"Não é possível entender a Cabalá sem acreditar na eternidade da alma e suas reencarnações"
(Rabi Arieh Kaplan)
Com o nome de
transmigração de almas (em hebraico
guilgul neshamot), todos os praticantes do judaísmo, especialmente as correntes ortodoxas - como o hassidismo (aqueles caras que andam de casacos e chapéus pretos) - e cabalistas acreditam que, após a morte, a Alma reencarna numa nova forma física.
O conceito da reencarnação consta nos livros
Sefer-Há-Bahir (
Livro da Iluminação),
O Dibuk (de An. Ski) e no
Zôhar (
Livro do Esplendor), este último afirmando que a redenção do mundo acontecerá quando cada indivíduo, através da transmigração de Almas, completar sua missão de unificação (qualquer semelhança com a simplicidade de
amai-vos uns aos outros não é mera coincidência, afinal, o amor verdadeiro une ou afasta?). Também nos diz que o termo Bíblico
gerações pode, muito bem, ser substituído por
encarnações.
Então, quando vemos no Gênesis (Bereshit) 15:15-16 uma tradução fiel ao hebraico:
"Quanto a ti, em paz irás para os teus pais, serás sepultado numa velhice feliz. É na quarta geração que eles voltarão para cá, porque até lá a falta (ou erro, ou delito) dos amorreus não terá sido pago".
Isso é o cumprimento da Lei do Karma e da reencarnação, como já havia falado Deus em Êxodo 20:5-6:
"Não te prostrarás diante deles e não o servirás porque Eu, Iahvéh teu Deus, sou um Deus zeloso, que visito a culpa dos pais sobre os filhos, na terceira e quarta geração dos que me odeiam, mas que também ajo, com benevolência ou misericórdia por milhares (infinitas) de gerações (encarnações), sobre os que me amam e guardam os meus mandamentos".
Esta é uma tradução fiel ao hebraico, infelizmente não encontrada em nossas Bíblias, que traduzem erroneamente
él kaná (Deus zeloso) por
Deus ciumento e tornam o Velho Testamento objeto de incompreensão e chacota. E particularmente neste versículo, trocaram
sobre a terceira geração... por
até a terceira geração... o que dá a falsa idéia de que Deus pune o mal dos pais nos filhos e netos, quando na verdade são os pais que reencarnam como
netos, para pagar o que devem até o último
ceitil.
Pelo visto os Rabinos também sabem sobre os
tempos atuais e a situação dessa nossa geração. O Rabi Shamai Ende escreveu, na revista Chabad News de Dez 98:
"O conceito de Guilgul (reencarnação) é originado no
judaísmo, sendo que uma alma deve voltar várias vezes até cumprir todas as leis da
Torah. Na verdade, cada alma tem dois tipos de missões nesse mundo. A primeira é a missão geral de cumprir todas as
mitsvot da Torah. Além disso, cada alma tem uma
missão específica. Caso não tenha cumprido a sua, a Alma deve retornar a este mundo para preencher tal lacuna. Somente pessoas especiais sabem exatamente qual é sua missão de vida.
Existem também encarnações punitivas para reparar alguma falha cometida numa vida anterior. Neste caso, a alma pode reencarnar até mesmo no corpo de um não-judeu, de animal ou
planta.
Atualmente é um pouco diferente, por estarmos vivendo na
última geração do exílio e na primeira da
gueulá (redenção), conforme já anunciado pelo Rebe. Maimônides escreve Leis de
Techuvá (Retorno ao Judaísmo) onde a Torah prometeu, no final do exílio, que o povo fará Techuvá e imediatamente será redimido. Assim, as almas dessa geração, que vivenciarão a futura redenção, não mais passarão por reencarnações, devendo retificar o quanto antes tudo o que deve ser feito para aproximar a vinda de Mashiach (Messias)."
Fonte: Analisando as traduções Bíblicas, de Severino Celestino da Silva.
Enviado às 7:41 PM
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Sábado, Dezembro 06, 2003
O PEQUENO NEO
"- Mãe, às vezes eu queria sentir tudo o que o Felipe sente.
- Por quê, Gabriel?
- Porque ele é pequeno e se machuca muito, coitadinho. Eu tenho dó dele bater o coco, cortar o pé e espremer o dedo a toda hora.
- Ah, filho, o Felipe é muito macaquinho. Às vezes a pessoa é meio biruta e precisa se machucar pra aprender a não fazer certas coisas.
Silêncio.
- Sabe, mãe, pensando bem, eu acho que esse mundo aqui não é a vida real, é um lugar onde as pessoas vêm pra aprender as coisas.
Eu não sei descrever a minha cara."
Um exemplo gritante da nova geração que vai herdar o planeta, publicado no blog
Veia. Esse garoto, com 7 anos, já sabe o que muitos de nós, com trocentas encarnações na bagagem, ainda não nos demos conta. O raciocínio é tão simples que uma criança pôde conceber. Claro que tem gente que prefere aprender pelo meio mais difícil, como eu, mas cada um tem seu jeito e seu tempo certo de aprender. Claro que o filme Matrix deve ter dado uma ajudinha ao Gabriel. Mas tudo isso faz parte do plano. Quando Oráculo estava falando do futuro do nosso planeta, falou que estamos hoje preparando terreno para a encarnação de seres mais evoluídos. Perguntamos se era gente como Kardec, Confúcio, Luther King... Ela sorriu e disse que eram BEM MAIS evoluídos.
Enviado às 1:57 AM
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Sexta-feira, Dezembro 05, 2003
SHIN no japonês
Segundo o
Dr. Suzuki, "esta é uma daquelas palavras que desafiam qualquer tradução. Significa
coração,
mente e
espírito, tanto individualmente como em conjunto".

Para os orientais, coração e mente não estão disassociados. Tanto que os chineses antigos criaram originalmente o
ideograma de Shin (em chinês
Hsin) representando um coração preso numa árvore. Eles entendiam que a batida do coração é indispensável à vida e pensavam que a consciência estivesse contida no coração. Por isso, o símbolo para o coração veio a significar todas as funções mentais, incluindo o sentimento, o pensamento, o desejo, e a aspiração. O mesmo ideograma também significa "centro", "núcleo", "ponto", "essência", "verdadeiro" ou "sentido, significado".
Por ter um significado tão profundo e abrangente, Shin é também usado como pronúncia de outros Kanjis, como Deus (Kami), Você-mesmo (Mi) e Verdadeiro (Ma).

Interessante notar a co-relação do
Verdadeiro com
Deus e com
você-mesmo (self), que é a sua
mente e
coração. Uma co-relação que diz muito mais do que um livro inteiro de filosofia. Talvez por conviver com kanjis e suas co-relações que os orientais tenham facilidade para lidar com idéias abstratas e chegar à sua própria
essência (que também é Shin). E é o nome pelo qual é chamado Deus em duas culturas totalmente distintas, Japão e Israel.
Podemos depreender desse estudo que
verdadeiro é o que está em seu coração e mente, sua essência, que é DEUS. Mas não confundam verdadeiro com verdade. Não confundam o efeito pela causa. A verdade é Deus. Mas, o que sabemos de Deus?
Você é manifestação e parte integrante de Deus, mas as árvores também o são. Você não pode TER a verdade, pois não tem meu coração nem minha mente. Pode sim ser verdadeiro, e isso é uma experiência pessoal. Essa abstração é necessária para refletir na frase do
sexto patriarca do Budismo Zen:
"Nada existe de verdadeiro em lado algum, a verdade não pode ser vista em parte alguma. Se disseres que viste a verdade, essa visão não é a verdadeira."
(Hui-neng)
Referência: A estória das ideografias; Outros significados de Shin.
Enviado às 3:58 PM
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Quinta-feira, Dezembro 04, 2003
SHIN, no hebraico
Shin é a 21ª letra do alfabeto hebraico; o seu valor é 300, seu elemento é o fogo, e o verão está sob a sua
influência.
Shin é inicial de
Shadai, o "Guardião dos Portões de Israel". Toda
mezuzá traz uma letra Shin gravada do lado externo. Shalom também começa com Shin e, mais do que "paz", temos em Shalom (considerado um dos Nomes de D'us) um estado de plenitude alcançado quando sanamos todos os nossos débitos (financeiros, morais, afetivos, religiosos, etc).
Os três pilares que podem ser visto em sua forma são interpretados como as colunas da Árvore da Vida: Amor, Temor e Equilíbrio. Vista como três letras
Vav unidas pela base, ao somá-las obtemos a guematria 18, que é a mesma de
chai (vida). Assim, o fogo de Shin é o fogo da vida, da fé constante e permanente. D'us se manifestou para Moshé em uma sarça ardente.
Shin é também associado a
shein (dente) pois, do mesmo modo que os dentes trituram a comida para que ela possa ser digerida, Shin "mastiga" a Torá para que os seus ensinamentos possam ser absorvidos pela mente e pelo coração. Chegamos à mesma conclusão quando analisamos a posição de Shin na Árvore da Vida, entre as sefirót
Chochmá (Sabedoria) e
Biná (entendimento): a sabedoria de Chochmá é caótica até ser organizada por Biná; o discernimento de Biná é inútil sem Chochmá como parâmetro. Shin estabelece uma comunicação entre uma coisa e outra. No corpo, Chochma e Biná correspondem aos lados direito e esquerdo do cérebro.
Ainda trazendo para a letra Shin atributos de palavras que ela inicia, temos shiná (mudança) e shaná (ano). Combinando estes dois elementos, devemos fazer de nossos anos um processo contínuo de mudança para realizarmos Shin em nossas vidas. O verão (última estação antes de Rosh HaShaná, o ano novo judaico), regido por Shin, é uma fase de amadurecimento, em que o povo judaico deve mostrar o que aprendeu nos estudos das estações anteriores. São os meses onde a
Shechiná (Presença Divina, palavra também iniciada por Shin) se oculta, forçando o empenho do discípulo na revelação da
Luz.
Quando um dia é igual ao outro de forma sucessiva, isto significa que estamos enredados pelo anjo da morte. A Cabalá recomeda a meditação na letra Shin para afastar as energias negativas, evocando guardiões à sua volta, e no resgate de sua herança espiritual. Shin também desperta
simchá (alegria), que é um dos atributos de Biná - quando vivemos em estado de alegria, tudo faz sentido, tudo se encaixa, todas as nossas necessidades são preenchidas.
Muito obrigado por toda a pesquisa, Pomegranate!
Enviado às 5:41 PM
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Quarta-feira, Dezembro 03, 2003
OS TEMPOS ATUAIS
Já havia mencionado aqui que Merovingian representava Hades (o demônio, o anjo caído, Satan, o opositor, todos esses arquétipos), mas
Caio Iwasaki fez um comentário mais aprofundado, com novos elementos. Cliquem aqui pra ler. E mais um detalhe: Merovingian vive pelas causas e efeitos, ele é que é o Big Boss da Matrix, o cara que sabe de tudo o que se passa. Se alguma máquina ou humano quiser falar com o manda-chuva, tem de falar com Merovingian (o Arquiteto, obviamente, está acima dele - e do bem e do mal - e vê o Merovingian como alguém que cumpre suas funções).
"Então o Diabo, levando-o a um lugar elevado, mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E disse-lhe: Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser; se tu me adorares, será toda tua. Respondeu-lhe Jesus: Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás."
(Lucas 4:5-8)
Vejam também esta parte do velho testamento, onde Satanás (Satan, que significa "opositor, testador" em hebraico) conversa amigavelmente com O Senhor, como se o planeta Terra fosse um campo de testes:
"Ora, chegado o dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles.
O Senhor perguntou a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, dizendo: De rodear a terra, e de passear por ela.
Disse o Senhor a Satanás: Notaste por acaso o meu servo Jó, que ninguém há na Terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?
Então respondeu Satanás ao Senhor, e disse: Por acaso Jó teme a Deus inutilmente? Não o tens protegido de todo lado a ele, a sua casa e a tudo quanto ele tem? Tens abençoado a obra de suas mãos, e os seus bens se multiplicam na Terra. Mas estende agora a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e ele blasfemará de ti na tua