Quinta-feira, Julho 31, 2003

SAINDO DA MATRIX: Considerações finais

Engraçado como as pessoas carecem de afirmações, certezas, caminhos já trilhados por outrem,para que possam calcar o pé com firmeza em sua caminhada e não se abalar quando disserem que o vermelho não é sempre vermelho. Se porventura insinuo que o nariz da Rena do Papai Noel é vermelho, sempre surgirão aqueles que acreditam em cada linha e irão retransmitir a notícia como se tivessem visto com seus próprios olhos. Outros ainda irão mais longe, acrescentando detalhes como a cor dos olhos e textura da pele. Enquanto isso, outros dirão "Você está errado. Eu conheci a Rena e definitivamente o nariz dela é verde".

Quanta tolice discutir por isso,não acham? Mas muito sangue e ódio já rolaram por outros assuntos que só podem ser conhecidos através de experiências pessoais, não quantizáveis cientificamente. A coisa que mais detesto são pessoas cegas que se deixam ser conduzidas por outros cegos. Ou cegos que se acham aptos a conduzir outros cegos. Posso ser um cego agora, mas não pretendo ficar eternamente nesta condição. Enquanto isso eu tateio, dou passos em direções cujo destino não me cabe antever. Baseio-me nos ensinamentos de Mestres que vieram mostrar o caminho das pedras mas, antes de tudo, é meu coração que decide o rumo que vou tomar.

Não sou um Messias. O Messias já veio e muitos não o reconheceram. Engraçado como muitos encaram esse título Saindo da Matrix como uma condição final, como o passo final. Não. O gerúndio de sair, neste caso, pode muito bem ser o primeiro (e mais difícil) passo. Como diria Chico Science Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar. O que vou encontrar "lá fora"? Não sei. Só não quero ficar nesse sistema, nesta entropia. Muita gente está feliz aqui. Eu já fui feliz aqui. Até que se chega um ponto em que se percebe que aqui não é o "bairro onde você vai criar seus filhos" e então você luta para obter condições "financeiras" para "se mudar".

Nestas férias li o livro Paulo e Estêvão. Conta a história de Saulo (futuramente Paulo) de Tarso, um jovem e inteligentíssimo Rabino, fervoroso defensor das Leis de Moisés. Havia encontrado o amor da sua vida na figura de Abgail, e o futuro lhe parecia promissor. Ele era uma pessoa honesta, justa, que seguia seu coração nos assuntos espirituais, e considerava-se lutando a boa luta quando iniciou a perseguição os primeiros cristãos. E mandou para a morte, entre eles - e sem que ele soubesse - o irmão de Abgail (que, após o incidente, morre de desgosto). Era o fim do sonho terreno de Paulo. Até que, às portas de Damasco, teve o seu chamado espiritual: uma convocação ao trabalho reparatório em nome de Jesus Cristo. Sim, o carrasco dos cristãos era chamado a se tornar o seu maior representante. E lá ficou, cego por algum tempo; uma cegueira antes de tudo simbólica, para mostrar-lhe a ignorância de outrora e que os fins, por melhores que sejam, não justificam os meios. Sabedor de sua condição íntima de criatura das mais desprezíveis entre os cristãos, ele inicia, antes de tudo, uma transformação moral, para que pudesse dar o testemunho não só pela palavra, mas sim pelos seus atos.

"Deus não deseja a morte do pecador,porque é na extinção de nossos caprichos de cada dia que encontramos a escada luminosa para ascender ao seu infinito amor."
(Paulo e Estêvão; pag. 458)

Foi por experiência de vida que Paulo escreveu em II Coríntios 11:13-15 "Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras."

Sim, o mundo está cheio de lobos em pele de cordeiro. As pessoas mais perigosas com quem já me deparei não por acaso eram também as mais dóceis, simpáticas e inofensivas criaturas (muitas vezes com bela aparência). São calmos, controlados, cultos. Usam de sua facilidade de comunicação para ludibriar, manipular as pessoas para seus fins e depois descartá-las (se preciso, com a morte). Adoram se infiltrar em grupinhos, para conquistar mais adeptos pras suas idéias e neles exercer sua autoridade (conquistada por simpatia ou respeito). Não acreditam em responsabilidade. Mas existe um jeito infalível de desmascará-los: suas obras. "Toda árvore boa só dá bons frutos" (Mateus 7:7). Gente que não faz PN e fica se passando por ser iluminado é o maior 171. Por isso, Vigiai e orai!

"Um homem pode sorrir, e sorrir, e ser um vilão."
(William Shakespeare)

Então, por que me alçar a um patamar que eu não almejo, para depois me solapar criando a discórdia onde só deveria haver harmonia? Não creiam em mim. Creiam antes de tudo no seu coração. Se a Bíblia está toda deturpada, que maravilhosa deturpação se deu então no sermão da Montanha, esta dádiva da literatura que nos convida a uma reflexão de todos os nossos atos! Se Jesus não existiu, então que maravilha que ele tenha sido criado, para que pudéssemos ter um modelo de retidão de caráter e amor ao próximo que resiste aos tempos!

Sou apenas um andarilho. Tudo o que busco é a saída de um mundo artificial, uma escravidão imposta aos homens por outros homens. Sei muito bem que uma das saídas pode ser justamente a transformação deste próprio mundo, por que não? Não busco desta forma o escapismo de uma triste realidade para um mundo de fantasias e alienação. Pretendo sim pegar a parte que me cabe nesta triste realidade e transformá-la em algo melhor. É para isso que o blog existe: Para primeiramente me transformar e assim poder atuar no meu microcosmo. Pega tua cruz e faze o mesmo! É para isto que existem os links de "blogs similares", que resolvem mostrar o mundo por um outro prisma que não o que estamos acostumados.

"Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando sonhamos juntos é o começo da realidade."
(Miguel de Cervantes)

Enquanto isso as pessoas se apegam à letra morta e não conseguem ver mais do que uma "viagem" em torno do filme Matrix. Ora, é o mesmo tipo de gente que acredita até hoje que eu falava sério no post sobre os Lanternas Verdes, mesmo com o famigerado texto do "torneio das trevas de boliche" incluso...putz. Espero não ter de lembrar-vos novamente de que não deveis ser tão inocentes assim. Sede simples como as pombas e prudentes como as serpentes.

Enviado às 9:05 PM

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ORAÇÃO DO AMANHECER

No silêncio deste dia que amanhece, venho pedir-Te a paz, a sabedoria a força.
Quero olhar o mundo hoje com os olhos cheios de amor, ser paciente, compreensivo, manso e prudente, ver além das aparências teus filhos como Tu mesmo os vês, e assim não ver senão o bem em cada um.

Cerra meus ouvidos a toda calúnia. Guarda minha língua de toda maldade.
Que só de bençãos se encha meu espírito. Que eu seja tão bondoso e alegre, que todos quantos se achegarem a mim sintam a Tua presença.
Reveste-me de Tua beleza, e que no decurso deste dia, eu Te revele a todos.

Irmão Anthony

Enviado às 3:35 PM

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Quarta-feira, Julho 30, 2003

Quando amamos alguém de verdade, queremos sempre o melhor para essa pessoa. Mas o que é bom pra você nem sempre é o que ela precisa. Quiseste dar aquilo que você gostaria que lhe fosse ofertado e, na sua ingenuidade, isto lhe pareceu muito bom. É o equivalente a presentear um livro a alguém que ainda não sabe ler. Procure sim perceber do que realmente a pessoa precisa, e não o que você acha que ela precisa. Ouça-a. Interrogue-a. Assim se cultiva uma flor: Dê o sol quando ela precisar de sol; A chuva quando ela precisar da chuva. E seja paciente pois, no momento certo, ela lhe recompensará com um belo desabrochar...

Grilo Falante

Enviado às 5:57 PM

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TIROS EM COLUMBINE

Um belo documentário. Me diverti muito com a forma bem-humorada com que o autor expõe o ridículo dos norte-americanos. Os momentos mais marcantes foram a entrevista com Marilyn Manson e o desconcertante silêncio de Charlton Heston, que funcionou como uma tácita sentença contra tudo o que ele acredita.
Quando do massacre na escola, a sociedade norte-americana iniciou uma caça às bruxas,e incriminaram o filme Matrix (por causa do nome do "clubinho" dos assassinos,que era A máfia da Capa preta) e Marilyn Manson, simplesmente porque eles ouviam!
O surpreendente foi ver que Marilyn como um cara centrado, culto e com o domínio da situação que ele criou para si. Pelo visto desta vez as forças das Trevas pegaram um diplomata para representá-lo no Show-Biz, e não um imbecil como Ozzy Osbourne.
Aqui uma transcrição de partes de sua entrevista:

"Eu compreendo muito bem porque é que eles me escolheram. Porque é fácil pôr a minha cara na TV. Porque, no fim de contas eu sou aquele de quem têm medo. Eu represento tudo aquilo que os amedronta, porque digo e faço o que quero. (comentário)
Quando você vê TV é bombardeado com medos: catástrofes, AIDS, mortes. E nos comerciais: Compre creme. Compre Colgate. Se tiver mau hálito ninguém fala contigo. Se tiver espinhas as garotas não fodem contigo. É uma campanha de consumismo e medo. A idéia global é de manter as pessoas no medo, porque assim elas consomem. Eu acho que tudo se resume a isto.

Pergunta: Se você tivesse algo a dizer aos alunos de Columbine, o que lhes diria?
- Eu não diria nada, simplesmente ouviria o que eles tinham para dizer. Acho que foi isso que as pessoas não fizeram."

Com essa Marilyn conquistou meu respeito.

Enviado às 3:59 PM

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Sexta-feira, Julho 18, 2003

FÉRIAS


Agora vou curtir um pouco a Matrix. Tem o suficiente neste último comentário pra meditar durante uma vida inteira. Eu vou fazer isso e ver se melhoro mais (60% do que tenho já sei que não é meu mesmo...mas ainda falta me conscientizar do resto)

Enviado às 5:28 PM

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TERRA: PLANETA-PRISÃO

Pra quem não entendeu o post sobre Lúcifer, vou explicar de forma bem rasteira:
Se a vida fosse um filme, nós seríamos os "maus". Por mais simpáticos que pareçamos. Acho que seríamos os caras de Onze homens e um segredo (Ocean's eleven) onde todo mundo torce pra eles roubarem o cassino: Afinal, o outro cara é mais "mau" ainda.

Os "bonzinhos" aqui não estão fazendo mais do que deveriam ter feito desde o começo (se tivessem feito antes, não estariam aqui). Portanto, não esperem ao morrer receber tapinhas nas costas do tipo muito bem, garoto(a)! Nós estamos por conta própria. Não ponha a culpa no diabo pelas desgraças da sua vida, como fazem essas religiões populares. Tudo opera por afinidade: Quando você olha para o abismo, o abismo olha pra você. Quanto mais você teme ou adora Lúcifer, mais se abre para que algum engraçadinho (ou inimigo) físico ou extrafísico assuma esse papel arquétipo e desempenhe exatamente o que você espera que um Lúcifer faça (e então você terá conhecido o diabo em pessoa).

Em compensação, por estarmos por conta própria, os méritos de evolução e crescimento também são só nossos. Temos é claro a ajuda (e muita ajuda, se você se dispor a evoluir) de amigos aqui dentro da "prisão física" e até mesmo fora dela. Mas eles têm um limite de atuação. Não podem tirá-lo daqui. Podem até oferecer certas regalias, só que tais regalias podem até mesmo piorar sua situação no "presídio". Por isso, muito cuidado com o que pede. Eles também não podem interferir nas suas escolhas. O livre-arbítrio existe e é a regra de ouro daqui da prisão, pois só através das nossas escolhas é que acharemos o portão de saída. Pode haver trapaças? Sim e não. Você pode até saber com antecedência do que deve fazer pra "sair por bom comportamento", mas se na hora do vamos ver não houver uma ação gerada pela sua alma (e não apenas pelo corpo) não vai ter adiantado nada. Sua vibração é a sua identidade, é como um livro aberto da sua vida pra quem sabe ler. Você só veio parar aqui por conta da sua vibração: não pode nem alegar que está preso erroneamente. Só passarão para a direita aqueles que houverem feito por onde herdar o Reino. E o "passe de entrada" será sua vibração.

"Mas eu errei tanto...não há mais chance pra mim" poderão dizer. TODOS nós erramos, e muito, por vidas sucessivas. Mas acertamos também. Já temos uma bagagem de aprendizado que poderíamos utilizar se nós meditássemos, ouvíssemos nossos "grilos falantes". Pode-se mudar a vibração do seu espírito em uma encarnação apenas. Difícil, mas não impossível. Por isso Jesus disse "os últimos serão os primeiros" (Mateus 20:16), porque a eles serão dadas oportunidades iguais de ascensão aos do que vieram penando há milênios, como na parábola dos trabalhadores de última hora. Basta dar o primeiro passo com firmeza, e parar de cair no mesmo buraco.

Mas, se existe o "Céu", por que então ter de aprender aqui na Terra, em condições terríveis? Difícil responder com exatidão científica, mas creiam, só na veste grosseira da carne e do esquecimento é possível o verdadeiro aprendizado. Aqui conjuram-se forças de vibração grosseira que, por esta característica, são as mais adequadas para botar em movimento as energias mais densificadas que estão em nós (como as forças das águas são usadas para mover as hélices grosseiras que possibilitam gerar a refinada eletricidade). Quanto menos energia densa (menos bagagem) maior a vibração. Então temos de nos livrar de todas as "tralhas energéticas" que carregamos por medo, vaidade, arrogância ou ignorância. Bem que poderiam nos privar disso até passar a nossa crise de abstinência, não é? Não. Você tem livre arbítrio. Se queres o material, terás. Lute por ele, morra por ele. Se afogue nele. Aquele que consegue usar o material para a sua própria evolução e a dos outros e não ser dominado por ele é que atingiu o equilíbrio. É aqui que está o segredo de Mateus 19:20. Não é que todo rico não vá entrar no céu, e sim aqueles que estão acorrentados às coisas da Terra.

Enviado às 5:25 PM

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Quinta-feira, Julho 17, 2003

O completo entendimento
É que a Busca existe
Mas não há o buscador.
(Ramesh Balsekar)

A Busca terminará.
O Buscador permanecerá?
Não. O Buscador se dissolverá.
A Busca irá permanecer.
A Busca é a Última e Eterna Realidade.
(Nisargadatta)

Enviado às 10:59 AM

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PROJEÇÃO ASTRAL EM CLIPE


"Acho que eu vou vomitar..."
Lançaram um maravilhoso clipe na MTV com uma temática espiritual bem calcada na "realidade" (ao menos, a NOSSA realidade, e não aquelas coisas coloridas que vemos em clipes viajados). É da banda AD (brasileiros,mas cantam em inglês) e chama-se Call My name (No Site da MTV) e os efeitos visuais são impecáveis!

A saída do corpo, a confusão de imagens sobrepostas, alternando realidade extrafísica com sonhos (onirismos). Em certo ponto vemos um homem dormindo (com seu duplo etérico flutuando inconsciente em cima do corpo pra captar energia do prana, exatamente como todos nós que não somos projetores conscientes fazemos ao dormir) e um obsessor sugando a energia dele de canudinho!

O clipe tem várias imagens subliminares,como esse OM na hora da separação do corpo

Vampirismo energético
hehehe (essa é uma piadinha clássica pra quem estuda essas coisas). Portanto cuidado com o equilíbrio energético da sua casa, e principalmente do seu quarto!

Provavelmente o cara era amigo dela, então o obsessor a vê e começa a perseguí-la. As paredes da casa se racham com a força do pensamento dele. Isso não aconteceu na casa de verdade, e sim com o molde etérico dela.

Cada coisa na Terra tem sua contraparte espiritual (é algo que a ciência está começando a descobrir com a teoria da matéria negra, que é invisível, intangível mas é algo que matematicamente compõe 90% de todo o universo!) que, por ser feita de matéria menos densa (mais maleável ao pensamento) é facilmente manipulável.

Me lembro que na primeira e única vez que me projetei conscientemente, há quase um ano atrás, eu quis provar pra mim mesmo que aquilo não era um sonho. Então botei metade do corpo pra fora do meu quarto, através da parede (exatamente igual ao que a garota faz no clipe) e dei uma espiada na sala e na cozinha. A cozinha tava ok, mas a sala estava com a mobília toda mudada de posição, com tapete (que tínhamos,mas estava guardado há muito tempo) e tudo organizadinho, limpinho. Nessa hora pensei "Casa limpa e arrumada? Bah! É sonho" e me desliguei da experiência (saí voando por aí, sem destino, e perdi a consciência). Depois me explicaram que é comum encontrar as coisas diferentes, pois a matéria menos densa obedece ao desejo da mente de quem vive lá, e acaba se tornando uma idealização da casa! Somente agora,com minha memória voltando, foi possível relembrar a experiência e qual não foi minha surpresa quando percebo que a arrumação dos móveis que vi anteriormente é bastante parecida com a arrumação ATUAL, que minha mãe fez a 6 meses atrás (inclusive com o tapete). Ou seja, o que eu ví na projeção foi a "sala ideal" que minha mãe alimentou com o pensamento dela durante meses (e que ela procurou atingir com a última arrumação).


Eu vou beber pra esquecer meus probrema...

My preciouss...

Gandal...digo, o amparador chega bem na hora: "You shall not pass!"
Continuando o clipe, vemo-la numa festa. Um cara bebendo e só quando ele cai de porre o obsessor sai de dentro dele, pois estava o tempo todo acoplado aos seus centros de energia, absorvendo os fluidos da bebida. É exatamente assim que ocorre. Vemos uma mulher nua no sofá, tentando atrair gente pra aquele lugar, onde ela poderá induzí-los a pensamentos mais "quentes" pra experimentar com eles as energias sensuais.

Ela vê criaturas disformes, com pálido reflexo de humanidade (O Gollum, de Tolkien, com certeza foi inspirado nestes seres umbralinos, que vão corrompendo seu molde extrafísico ao se alimentar de energias grosseiras até se tornar algo que lembra vagamente um humano) que mais parecem saídas de um clipe de Marilyn Manson.

Por fim, ela se vê encurralada pelo obsessor. Mas aparece a ajuda extrafísica. Provavelmente o amparador dela, que repele a entidade trevosa com uma rajada de luz. No fim ele irradia energia pra ela acordar. (já pra casa,menina! hahaha)

Enviado às 9:47 AM

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Quarta-feira, Julho 16, 2003

A ETERNIDADE, AQUI E AGORA

Oráculo é um verdadeiro liame de sabedoria. Pega os ensinamentos mais profundos e os adoça com carinho e simplicidade de uma mãe (Igual a Oráculo do filme Matrix. Por isso dei esse apelido a ela aqui no blog). Há 1 mês atrás ela me falou: "Esqueça o passado, não se preocupe com o futuro. Viva o agora". Isso poderia ter saído de um livro de auto-ajuda, mas sei que tudo o que ela diz encerra um significado muito mais profundo, particular a cada pessoa, pra um dado momento da vida. Tanto que só agora, aliado a algumas experiências pessoais, ao filme Feitiço do tempo e ao livro O caminho Zen, a ficha caiu (não por cognição, que eu já tinha compreendido antes, mas por uma breve "iluminação").

"O monge Zen já não vive a "sua" vida; ele É a vida em suas possibilidades exteriores - ainda que, por outro lado, ele não seja essa vida. Cada momento tem pra ele o valor da eternidade. Ele vive totalmente na atualidade e no momento presente. Não no ontem, não no amanhã - e, por outro lado, também vive no ontem e no amanhã, na medida em que estes formam a moldura da existência humana, do transitório, do fugaz."
(O caminho Zen)


Pomegranate acrescenta,nos comentários: A Cabalá fala da verticalidade da consciência, pois D-us não está em algum lugar, mas exclusivamente neste exato instante - "D-us é o que está acontecendo". Passado, Presente e Futuro são percepções equivocadas da mente limitada. Só neste exato instante as coisas podem acontecer, retificando o que passou e construindo o que ainda pode vir a ser. Thich Nhat Hahn, em Vivendo em Paz, tem um discurso que gosto muito: "Nosso verdadeiro lar está no momento presente. Viver o momento presente é um milagre. O milagre não está em caminhar sobre as águas. O milagre está em caminhar sobre a terra verdejante no momento presente, apreciar a paz e a beleza que estão AGORA ao nosso alcance".

"D-us é o que está acontecendo e a dificuldade em percebê-Lo está na dificuldade de todo ser humano em trazer a sua consciência para o aqui e o agora."
(Academia de Cabalá)

Enviado às 5:53 PM

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"Não existe no inferno, Demônio mais assustador, nem no céu Anjo mais cativante. Eis o Amor."
(Alguém sabe de quem é esta frase?)

"Não é o rio, mas a ponte que se move".
(Koan Zen. Minha mente deu um "pulo" ao ler isso pela primeira vez...)

Enviado às 4:07 PM

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Terça-feira, Julho 15, 2003

FEITIÇO DO TEMPO

"O primeiro passo é sempre o mais importante"
(Frase dita duas vezes durante o filme)

De vez em quando surge um filme "encomendado" pela espiritualidade pra inserir, discretamente, valores espirituais em nós. Alguns mais descarados, como Ghost, (do outro lado da vida) e Amor além da vida (com Robin Williams). Outros mais discretos, como o final de Titanic, (em que os tripulantes mortos se reúnem pra receber o espírito de Rose na contraparte etérica do salão do navio) e outros que trabalham por metáforas de difícil compreensão, como Cidade das sombras, Cidade das Crianças Perdidas, e Matrix.
Mas um filme em especial é muito sutil em sua mensagem, e só a percebi quando me foi dada a chave para destrinchá-lo. É o filme Feitiço do Tempo, com Bill Murray ("O dia da marmota", no título em inglês). É uma comédia de primeira, com muito humor ácido, do tipo que eu gosto.
Conta a história de Phil, um cara (Bill Murray) arrogante que fica preso em um dia em particular, que ele tem de reviver infinitamente, e onde as coisas ocorrem sempre igual (a menos que ele interfira nos acontecimentos). Assisti a primeira vez e nem me liguei. Da segunda, vi com o pessoal do CEPEC (Centro de pesquisa da evolução da Consciência) e foi fantástico perceber como o diretor conduziu (conscientemente ou não) os fatos para que cada dia daquele represente uma encarnação. Essa é a "chave".
Não leiam a resenha abaixo se não viram o filme. Recomendo que vejam, vai ser muuuuuuuito instrutivo:

Quando Bill Murray descobre que está preso neste "Sansara" (ciclo de reencarnações, a roda de Fortuna), primeiro sobrevém a negação, o desespero. Depois ele se acostuma, e percebe o poder que tem em mãos. A partir daí ele procura se divertir, ser leviano, dar vazão aos prazeres (viver emoções fortes, comer tudo o que quiser, conquistar todas as mulheres da cidade) e usa de informações privilegiadas (afinal, ele sabe tudo o que vai acontecer no dia) pra manipular as situações e as pessoas, como fantoches.

Daí ele se volta pra Rita, a produtora de TV que veio com ele pra cidade. Então ele tenta usar seu "poder" pra obter o máximo de informações sobre ela e ser aquilo que ela quer de um homem ideal: mas só de fachada. Através de várias manipulações ele quase consegue seu intento, mas isso não o satisfaz. Afinal, ela não se apaixonou por ele, e fingir o tempo todo é algo cansativo. Então ele se cansa dos prazeres efêmeros...tudo o que ele fez até então não acrescentou nada em sua personalidade, nem ao seu caráter.

Ele então tenta se matar. Fugir daquela maldição do mesmo dia após dia. Não adianta. Até que ele tem o estalo de usar o tempo (no caso dele, a eternidade) pra investir no próprio aprendizado. Afinal, tudo o que ele leva de um dia para o outro é o conhecimento, mais nada. Ele vai procurar se TORNAR de fato o homem ideal pra Rita. Uma mudança interna. Estuda piano, aprende a esculpir, passa a dar mais atenção às pessoas, a contornar com delicadeza e perspicácia situações que antes ele partia pra ignorância e arrogância. Percebe que, se ele não pode buscar a própria felicidade, ele pode trazê-la a outras pessoas. Ele sabe que amanhã vai acontecer tudo novamente, que aquilo é uma felicidade efêmera, mas verdadeira para cada pessoa que ele ajuda. Isso o faz se sentir bem. Há coisas que ele não pode evitar (como a morte por velhice do mendigo, pois já era o tempo dele) mas tudo o mais ele pode alterar pra melhor, bastando ele interagir (ao contrário do começo do filme, onde ele sequer olhava para as pessoas).

Então, muito tempo depois, ele já tem os atributos necessários para conquistar o coração de Rita. E o mais interessante é que, com essa mudança interna, mudam também seus valores e prioridades. Rita se encanta com ele logo pela manhã, e o convida para um café. Mas Phil adquiriu responsabilidade: ele tem pessoas para ajudar. Rita não o vê até de noite, num baile. Phil adquire humildade: Em vez de sair contando ou mostrando suas ações pra impressioná-la, ele fica quieto. Mas a Lei do Karma se manifesta positivamente: Tudo o que se planta, se colhe, tanto as más quanto as boas ações. Todas as pessoas que ele ajudou aparecem no baile e o agradecem efusivamente. Ela passa a conhecer mais sobre o Phil através do que ele fez para aquelas pessoas (Muito mais eficiente que qualquer cascata que ele tentou anteriormente).

Ele a conquista, enfim. Mas está tão cansado que acaba dormindo nos braços dela.
Só quando ele irradiou o amor desinteressado por outras pessoas ele recebeu o amor de volta (de várias formas). E recebe o prêmio final: o fim daquele ciclo de aprendizado (e pronto pra viver novas experiências ao lado de Rita).

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Nossa vida é assim mesmo. Retornamos muitas vezes a esse mundo pra aprender muitas lições, e algumas em especial. Se falharmos exatamente nesta (que é essencial para o aprendizado de outras mais, assim como aprender o básico da Matemática é um pré-requisito para estudar Física) teremos de repetí-la na próxima vida (o contexto em que virá será completamente diferente, mas a lição a ser passada será a mesma).

Por vezes nossa vida parece chata, ou você se sente a pior pessoa do mundo, a mais feia, a mais abandonada, enquanto outras pessoas parecem ter tudo de mão beijada... mas você não está só. Aquilo está sendo analisado por seus guias, só esperando o seu "estalo" (como vai ser, só você sabe). Pode-se evoluir através da alegria ou do sofrimento.

As oportunidades na Terra são como um tesouro que precisa ser abrigado. Ele procura a sua casa, discretamente bate à porta, mas se ela se encontra fechada, então procura outra casa próxima para se abrigar. Mas chega uma hora em que as outras casas estão cheias, e só a sua acomodaria certos tipos de tesouros (principalmente os grandes, pesados e não muito interessante para os outros que já tem coisas mais refinadas; mas que é muito importante pra você que não tem nada, e com muito espaço sobrando). Mas como fazer algo entrar numa casa que só tem uma porta, e ela se encontra irremediavelmente fechada? É preciso bater um pouco mais forte: Se você abrir, ótimo. Se não será preciso bater com mais força, talvez gritar para chamar sua atenção. Por fim podem acabar derrubando a porta com marretadas. A primeira reação sua é reclamar "Minha porta!" Mas aí você vê o tesouro entrar,e é exatamente aquilo que você precisava! Você já nem liga pra porta quebrada, nem lembra das marretadas.

"Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração."
(Mateus 6:19-21)

Enviado às 1:21 AM

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Segunda-feira, Julho 14, 2003

"Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase:
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...
Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais...
Enfim...um dia descobrimos que apesar de viver quase 100 anos, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nosso sonhos, para dizer tudo o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação."

Mário Quintana

Enviado às 4:52 PM

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O AMOR ZEN

É compreensível que o discípulo de Buda não deva odiar, e que, por fim, nem consiga mais fazê-lo. Da mesma forma, ele não deve mais amar, no sentido vulgar que se atribui a essa palavra e, finalmente, nem pode mais amar dessa forma. No entanto, ele não fica insensível, indiferente. O discípulo permite que tudo e que todos partilhem, sem esperar retribuição, de sua maravilhosa capacidade de amar, que é desapaixonada, desinteressada e uniforme: ele ama apenas por amor ao amor. Isso não acontece por lhe causar prazer pessoal, ou por saciar um anseio íntimo, mas porque precisa fazê-lo devido a esse amor que transborda.
Esse amor, portanto, situa-se além do amor e do ódio. Não é como uma labareda ardente que em si própria se extingue, mas como uma tranqüila incandescência que uniformemente se alimenta de si própria. Esse amor - que não conhece desilusão, mas não recebe estímulo exterior - esse amor em que se mesclam bondade, compaixão e gratidão, esse amor que não alicia, não se impõe, que não exige, que não persegue nem inquieta, que não dá a fim de tomar, esse amor, por isso mesmo, possui um poder realmente admirável, porque nem a esse poder ele aspira. Ele é suave, meigo, enfim, irresistível. Mesmo as coisas inanimadas se abrem pra ele, e os animais, que costumam ser medrosos e ariscos, confiam nele.

Fonte: O caminho Zen, de Eugen Herrigel

Enviado às 1:10 AM

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Sexta-feira, Julho 11, 2003

"É importante conseguir reunir o Céu e a terra dentro de nós, isto é, aprender a viver com o nosso ideal divino, mas ao mesmo tempo nunca perder o sentido da realidade terrena. É este o verdadeiro equilíbrio. Mas como é difícil de realizar isto! O que encontramos mais frequentemente são os idealistas que não sabem sobre o chão que pisam, ou os materialistas completamente ofuscados pelas necessidades da vida terrestre. A superioridade de um ensinamento espiritual é o de poder formar seres que sabem que estão na terra para trabalhar, mas cujo ser interior é inteiramente consagrado para a realização do seu ideal divino. Eles se tornam uma única coisa com este ideal, fundem-se com ele, sem perder o sentido da realidade terrena. Estes são os seres do futuro."
(Omraam Mikhaël Aïvanhov)

Enviado às 11:18 AM

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Quinta-feira, Julho 10, 2003

FILOSOFIA ZEN

Nan-in, um mestre japonês, recebeu um professor universitário que o visitou para fazer perguntas sobre o Zen. O professor estava cheio de idéias, e fazia muitas perguntas. Nan-in serviu o chá. Ele encheu completamente a xícara de seu visitante e depois continuou a servir mais chá nela. O professor observou o derramamento de chá até não poder mais se controlar.
- Já está derramando! Não cabe mais nada! - Falou o professor.
- Como esta xícara - disse Nan-in - Você está cheio de suas própria opiniões e especulações. Como posso lhe mostrar o Zen a menos que você primeiro esvazie sua xícara?

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Disse um Mestre Zen:
"Não entendo o Zen. Nada tenho a demonstrar. Portanto, não permaneçais aí de pé, esperando conseguir algo que saia do nada. Iluminai-vos por vós mesmos, se o quiserdes. Se há algo a alcançar, conquistai-vos por vós próprios."

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"Quando curiosamente te perguntarem, buscando saber o que é aquilo, não deves afirmar ou negar nada.
Pois o que quer que seja afirmado não é a verdade, e o que quer que seja negado não é verdadeiro.
Como alguém poderá dizer com certeza o que aquilo possa ser enquanto por si mesmo não tiver compreendido plenamente o que É?
E, após tê-lo compreendido, que palavra deve ser enviada de uma região onde a carruagem da palavra não encontra uma trilha por onde possa seguir?
Portanto, aos seus questionamentos oferece-lhes apenas o silêncio. Silêncio, e um dedo apontando o Caminho."
(Verso Zen)

Enviado às 1:42 AM

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Quarta-feira, Julho 09, 2003

OS CAMINHOS PARA UM SATORI

Os Zen budistas conseguem o Satori através de uma rígida discilina. Desconstrução mental, facilitada pela dor e interpéries. Mas o amor desinteressado parece ser um grande facilitador no processo de comunhão com o TODO (ou, pelo menos, uma partezinha ridícula do TODO).

No meu caso obtive um Satori uma única vez em 2001, quando redirecionei o amor que sinto por uma pessoa para quem estava a meu redor. Algo diferente aconteceu e esse amor se potencializou até o ponto em que me sentí UM com pessoas, animais e até objetos. O pensamento (e sentimentos) das pessoas passavam velozes pela minha cabeça como se eu fosse um rádio mudando de faixas.

Essa comunhão de pensamento não é algo difícil. Muitas pessoas tem a intuição de saber quando o seu amor vai ligar e segundos depois o telefone toca. De adivinhar o que um amigo(a) muito querido(a) está pensando. Mas muito poucos pensam em expandir isso pro gari que está trabalhando ao lado, pra velhinha que passa com dificuldades pela rua ou mesmo pro cara chato que fica dirigindo mal na sua frente (esse grilo falante é um chato mesmo...).

"Uma única palavra gentil pode aquecer três meses de inverno."
(Provérbio Japonês)

Enviado às 2:56 AM

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Terça-feira, Julho 08, 2003

PENSAMENTO=AÇÃO

Só ontem esculhambei mentalmente umas 6 pessoas que estavam dirigindo pessimamente bem na minha frente. Nessa hora surge uma vozinha na minha cabeça "paciência, cara. Como você quer sair daqui se você se aborrece com essa bobagem?" É o tal do grilo falante. Todo mundo tem. Só que eu vivo quebrando o pau com ele, na minha cabeça. Claro que ele tem razão. Eu poderia simplesmente botar minha sujeira pra debaixo do tapete e dizer "sim, Senhor, eu pequei" e botar duas asinhas de plástico nas costas, mas eu e ele sabemos que não adianta nada mudar de fora pra dentro, nem reprimir os pensamentos. Preferi assumir meu lado ruim e continuei xingando os barbeiros no trânsito, mas sabendo que estava fazendo algo que não condiz com o que eu pretendo SER (e não apenas "ser"). Só que o grilo é chato e paciente, e me faz analisar as coisas sob vários pontos de vista (como me lembrar desse episódio agora), e aos poucos ele vai me convencendo (confessar isso aqui no blog provavelmente vai me ajudar). Vai chegar um dia em que simplesmente o trânsito não vai me incomodar mais. Não vou estar reprimindo nada. Uma parábola que eu gosto muito é a de dois monges budistas (Mestre e discípulo) que meditavam. Como sabem, o budismo prega o amor incondicional a todas as formas de vida, que são UMA com ele. Até mesmo uma pedra é uma vida, e uma irmã para o budista.
Enfim, eles meditavam e um mosquito picou o aluno. Ele sentiu a dor, e, instintivamente pensou em matar o inseto. Mas lembrou-se dos seus ensinamentos e se controlou. O Mestre percebeu e disse: "Vá em frente. Mate o mosquito."
Assustado, o aluno pergunta: "por que, Mestre?" Ao que ele responde: "Em seu pensamento, você já o matou."

Aposto que vocês entenderam, mas vou deixar a mensagem para alguns desavisados que entrarem aqui só por causa de Matrix: Só porque você quer matar seu desafeto, não quer dizer que você deva consumar o ato. Mas, quanto mais conhecimento você tem, mais rígida deve ser a disciplina. A partir do momento que você sabe que a mente é poderoso motor de invocação energético (a criação no mundo das idéias; o primeiro passo para o VERBO) sabe que está cometendo a primeira parte da ação. Bem, agora que vocês sabem... cuidem-se. Como diria Reagan: Ignorance is a bliss!

Enviado às 11:40 PM

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SATORI

Significa iluminação em japonês. É uma expansão da Consciência, equivalente ao termo Nirvana e Samadhi (morte,em sânscrito) que usam na Índia para indicar a mente calada nos seus 49 níveis. A consciência se projeta no plano mental, além do espiritual, se fundindo ao TODO, liberando-se do conceito de tempo, espaço e forma. Terminado o Satori, retornamos ao adormecimento profundo na nossa mente, que em si forma o EGO. Iluminados são aqueles que vivem neste estado todo o tempo, como Jesus e Budha.

Nos dizeres de Suzuki: "O Satori é uma espécie de percepção interior - não naturalmente a percepção de um objeto específico, mas, por assim dizer, a faculdade de sentir a verdadeira realidade. É uma percepção de ordem mais elevada."

Vejam trechos selecionados do livro O caminho Zen, de Eugen Herrigel, a começar por este Koan, pode fazê-los entender melhor um Satori:

Hyakujo saiu um dia de casa acompanhando seu mestre Bashô e os dois deram com um bando de gansos selvagens. Bashô perguntou:
- Que é isso?
- São gansos selvagens, Senhor.
- Pra onde voam?
- Voaram, Senhor.
Repentinamente, Bashô segurou Hyakujo pelo nariz e fê-lo dar uma volta. Hyakujo, dominado pela dor, gritou: Oh! Oh!
- Disseste que voaram - disse Bashô - Mas, apesar disso, desde o princípio, eles todos estavam aqui.
Nisso, escorreu o suor das costas de Hyakujo. Era o Satori.

"Voaram" é uma declaração quase evidente para a compreensão humana normal. Já não são visíveis, desapareceram. Portanto,pra ele,não existem mais. Mas Bashô tem uma percepção totalmente diferente. Com o terceiro olho,que só se passa a possuir após o renascimento,vê-se precisamente a existência do que existe e de seus fundamentos. Eis porque a afirmação deve ser expressa da seguinte forma: "Sempre estiveram aqui" (naturalmente, não neste lugar do espaço, pois o espaço e tempo, nessa visão, não tem importância). O fato é que Bashô vê tão clara, distinta e vivamente como Hyakujo vê os gansos voarem. Nenhum desses fatos contradiz o outro, já que se situam em dimensões diferentes. Hyakujo, por meio de demorada reflexão e ponderação, jamais encontraria a solução. Só no momento da dor violenta que lhe estimulou a reflexão é que ele encontrou a solução, através do Satori.

Liga-se ao Satori uma transformação interior de caráter revolucionário. A princípio, o iluminado não a nota. Gradualmente, no convívio com outras pessoas, o discípulo nota que se tornou diferente. Ao reunir-se com os demais, não se entende com eles como antes. E não pode negar que os outros são unânimes nas opiniões sobre ele. Isto, no entanto, não o torna inseguro, já que a visão recebida é por demais convincente. Agora ele é apenas mais reservado com as outras pessoas. Cada vez mais, abandona-se às suas visões e sonhos, e procura e ama a solidão.
O que antes lhe parecia uma perda ter de ficar de lado - pois é jovem e gosta de misturar-se àqueles com que o destino o reuniu - torna-se pra ele um lucro: ele busca e encontra a solidão, não em lugares distantes e tranqüilos, mas criando-a a partir de si próprio; a solidão se espalha em torno dele, onde quer que se encontre, pois ele a ama. Neste silêncio, lentamente, ele amadurece. O silêncio é extraordinariamente importante para o desenvolvimento da evolução interior. O perigo consiste em falar nisso com os outros e, assim, destruir suas sementes. Ma o discípulo não se entrega a um prazer vaidoso. Quer apenas resolver o seu caso. Quer apenas expor a sua visão iluminada à visão iluminadora. Isso leva a potencialização e ao aperfeiçoamento da visão, pela sua própria força.

Pode-se perceber que o discípulo alcançou o Satori pelas maneiras e modos de ele levar aos lábios uma taça de chá, uma arte que só os Mestres Zen dominam.
Como um oleiro que pega na tigela e sente como foi moldada - pois ela fala da mão modeladora de um artista - ele pega na tigela como se suas mãos fizessem parte dela, como se elas mesmas fossem a tigela, de tal modo que, quando ele as retira, elas parecem guardar-lhe a impressão. Eis porque ele bebe o chá de um modo diferente. Bebe-o como se já não soubesse se ele é quem bebe ou se ele é a bebida, totalmente esquecido de si. Uma perfeita integração. O Satori, neste caso, é apenas a confirmação de uma faculdade para a qual, como oriental, ele possui todas as condições: a faculdade de perceber os mais finos matizes de movimento e da manipulação. Uma espantosa agudeza de observação e capacidade para concentrar-se devotamente em tudo o que encontra. O que ele observa penetra dentro dele - ele absorve o que vê.

"Há pessoas silenciosas que são muito mais interessantes que os melhores oradores."
(Benjamin Disraeli)

Enviado às 1:09 AM

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Segunda-feira, Julho 07, 2003

PERDÃO DAS OFENSAS

Se alguém ofendeu a outrem, deve-lhe a reparação, apresentando-a através do pedido de desculpas, da mudança de comportamento, assim demonstrando a sinceridade do sentimento novo, do arrependimento. Para esse fim, é necessário possuir valor moral, elevação espiritual, que o orgulhoso ainda não conquistou.

A verdadeira grandeza está no fato de se reconhecer a própria pequenez.

Grande, em realidade, é o ser que ser sabe frágil, susceptível aos erros, lutando por manter-se invicto, e, quando se equivoca ou ataca, tem a dimensão do que praticou, esforçando-se por reparar os danos causados, o mal-estar que provocou.

O ofendido, por sua vez, tem o dever de entender a ocorrência penosa e distender os braços amigos ao agressor. Há sempre elevação e dignidade naquele que desculpa, considerando a sua própria vulnerabilidade.

Não devolver o mal, é um grande bem. Todavia, oferecer o bem, a quem lhe fez mal, é ser livre e gozar do pleno sentimento de amor. Não basta deixar de revidar o mal pelo mal. Faz-se imperioso realizar algo mais, que é a doação da amizade e do perdão. Isto será possível, quando a caridade conduzir os sentimentos humanos e as paixões inferiores cederem lugar às emoções enobrecidas.

Desse modo, não exijas reparação, quando te agredirem ou ofenderem. Esquece o incidente e segue adiante. Se o ofensor vier espontaneamente, já o terás desculpado. Se não, o problema ficará com a consciência dele.

Se alguém, no entanto, exigir-te que repares, por considerar que foste o agressor, submete-te com naturalidade, recuperando-te. Ideal será, se fores aquele que tem a iniciativa de fazê-lo. No entanto, em qualquer tempo e circunstância, será melhor que assim procedas, do que deixar de realizá-lo.

Age certo todo aquele que permanece em paz de consciência. Quando percebas que tens um inimigo, com ou sem motivo, a dificuldade para a solução está com ele. Contigo deve permanecer o interesse pela cordialidade.

Entretanto, quando te descubras inamistoso para com outra pessoa, está em ti a possibilidade para alterar a situação, buscando as causas da antipatia e estirpando-as quanto antes. Mais importante do que não ter inimigos, às vezes, inevitáveis, é não o ser de ninguém, que podes, sim, conseguir.

Há ofensas que não foram intencionais e permanecem, porque as vitalizas. Quanto mais lhe deres atenção, mais volume e significado passam a ter.

Recorda Jesus, o ofendido sem culpa, que, amando sempre, viu alguns amigos queridos se transformarem em acusadores, em desertores, em adversários, permanecendo, mesmo assim, afeiçoado e vigilante em relação as suas vidas, perdoando-os e aguardando-os, séculos em fora, a fim de alçá-los à Vida Maior.

Joanna de Ângelis, por Divaldo P. Franco. Livro Sob a Proteção de Deus

Enviado às 5:43 PM

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Domingo, Julho 06, 2003

LÚCIFER

Lúcifer é uma palavra latina que significa portador da luz, aquele que traz a luz onde ela se faz necessária. Por isso mesmo foi associado ao planeta Vênus, a "estrela matutina" que aparece ao horizonte antes do nascer do Sol.

A confusão começou quando fizeram a versão popular da bíblia, chamada Vulgata Romana. Foi feita a mando do Papa por Jerônimo, por volta de 400 d.C, para fazer uma versão simplificada, vulgar e em latim para o povão poder ler. Pela propria definição, não é a bíblia original.

Lúcifer foi o nome usado na tradução da palavra hebraica hêlîl (como era chamado o planeta Vênus), que aparece em Isaías 14:12. Daí para associar Lúcifer aos anjos caídos foi um passo. Ele também foi associado a Samael (o anjo da morte, adversário de Michael), marido de Lilith e líder dos anjos que foram banidos.

A palavra "Diabo" deriva do grego diabolos, que significa o acusador ou agressor. É o equivalente a Satan, que no hebraico significa simplesmente adversário, o que testa. Já em sânscrito Satana quer dizer Causar a queda ou desabamento. "Belzebu" veio do nome do Deus babilônico Baal Zebub,que significa Senhor das moscas. Não por acaso, os babilônios eram inimigos dos Judeus, que consideravam seus deuses demoníacos. Já a descrição do "capeta" (vermelho, com asas e chifres) é criação de Dante Alighieri, na sua Divina Comédia (pág. 121).

A idéia de seres muito avançados que, seja por punição ou por vontade própria são os fundadores da humanidade está bem presente na nossa História. Na lenda (se é que é lenda) da Atlântida; na expulsão do Paraíso e o aparecimento dos Gigantes, em Gênese; Nos anjos Veladores que vieram à Terra para ensinar a vida perfeita e se deixaram seduzir pelas mulheres da Terra, no Livro de Enoque; Nas lendas mexicanas, Gregas, Japonesas, e Nepalesas; Na tradição hindu, revelada por Blavatsky em A doutrina secreta; e nos escritos Babilônicos e Sumérios.

OBS: Em todas as outras tradições vemos deuses que desceram à Terra, menos no Livro de Enoque. Claro, afinal, como pode uma lenda judia tratar da guerra de deuses se só há um Deus? Então substituíram os deuses por anjos. E o tal anjo jamais poderia se chamar Lúcifer, pois foi escrito em hebraico (Lúcifer é latim).

Lúcifer não é mais do que um mito. Um arquétipo pra nos lembrar dos tempos em que os "Deuses" vieram à Terra.
O espírito Emmanuel, no livro de Chico Xavier A caminho da luz, nos esclarece:
"Há muitos milênios, um dos orbes do Cocheiro, que guarda muitas afinidades com o glogo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. Alguns milhões de espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes(...)
As Grandes Comunidades Espirituais, diretoras do Cosmo, deliberaram, então, localizar aquelas entidades pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua."

Cristo (o espírito santo, como chamam) é responsável pela evolução desse grupo espiritual. Cristo é muito mais que Jesus, é talvez a consciência planetária, por isso não é uma pessoa e, quando alguém consegue se ligar a essa consciência Crística, sente essa comunhão com o TODO. Jesus se ligou a Cristo; Krishna, Budha e Moisés também, e cada um deles interpretou essa ligação de uma forma particular, mas o caminho era bem claro: retidão de caráter.
Seguindo essa lógica me deparei com uma possibilidade perturbadora: Se tivemos o grupo de degredados de Capela, e se tudo opera por afinidade, e se cada parcela do grupo (hindus, árabes, judeus, cristãos) teve sua afinidade com seus líderes espirituais, então estes poderiam ser os prováveis lideres que cada grupo seguiu no passado, quando estavam cometendo seus erros em Capela. Líderes estes que se redimiram, reunindo seu rebanho e procurando desta vez orientá-los para o caminho correto. Uma reparação de Karma, uma volta ao equilíbrio... (espero que espíritos ignorantes não usem essa divagação pra falar mal desses líderes, porque eles venceram.)

Essa permuta de espíritos é um processo natural que ocorre ciclicamente entre os planetas, visando manter o equilíbrio do Cosmo (vide as Rondas planetárias). Futuramente o planeta Terra passará pelo mesmo processo de expurgo, quando atingir uma massa crítica de pessoas afinadas com as altas vibrações de pensamento (incompatível com a dos seres trevosos). Claro que isso se dá no plano espiritual. Não é um transporte físico, denso. Mas também houve o apoio físico para a evolução desses seres. Manipulação genética por parte de extraterrestres para o desenvolvimento da nossa "veste" corporal e uma assessoria constante nos primórdios da nossa civilização, como atestam as lendas Maia, Asteca e Egípcia. A idéia era dar todas as condições para a evolução de nossa raça, através de intercâmbios com outras civilizações mais adiantadas. Mas é bem sabido que seres que perseveram na maldade fazem uso deturpado do conhecimento. E assim se sucedeu.
Os Vedas hindús nos dão relatos do que aconteceu: A discórdia entre os deuses. Não apenas guerras entre humanos, mas alianças com os deuses para guerrear outros humanos e deuses. Nos Vedas estão relatos de batalhas Homéricas nos céus, usando-se os Vimanas (os tais "discos voadores") e empregando nas lutas até mesmo energia nuclear (escavações em algumas antigas cidades hindús revelaram níveis de radiação maior do que em Hiroshima e Nagasaki).

Oráculo nos explicou que então houve um banimento destes seres. Foi instaurada uma quarentena pro nosso planeta, que não pôde mais ter possibilidade de comunicação com os extraterrestres. Bem, mas sempre tem quem arrange um jeitinho. Algumas pessoas conseguem sintonizar mentalmente com seres que dizem ser da Confederação de Ashtar Sheran, um cara que "cuida" da Terra e organiza as transformações pela qual ela vai passar (não acredito nem desacredito disso).
E os OVNIS que vemos passeando por aí são de "piratas", seres que não pertencem a confederação e que nao são exatamente "maus", mas não possuem escrúpulos (tudo pela ciência, como alguns cientistas humanos agem), fazendo experiências com plantas, animais e seres humanos.

J.J. Benítez nos conta essa mesma história, de forma propositalmente confusa, no Livro A rebelião de Lúcifer. Kryon fala algo bem parecido também.

Perguntei a Oráculo como seria o fim dessa quarentena. Ela falou que no futuro virá do espaço uma raça de seres cuja distância evolutiva para nós é a mesma que a do homem para o macaco. Virão trazer a Era de Ouro, que os Vedas clamam. O retorno da época de cooperação.

Lúcifer somos nós. As lendas permaneceram para nos lembrar de quem somos e porque estamos aqui. Se ainda somos de Capela ou de qualquer outro orbe pouco importa. Se estamos aqui neste Planeta-prisão é por conta de nossa incapacidade de conviver em harmonia com outros povos. Talvez possamos sair se mostrarmos que podemos conviver em paz com nossos semelhantes.

Referência: Mais sobre Lúcifer;_ Enoque e os anjos caídos;_ Extraterrestres: Desde quando nos visitam?;_ Intervenção Alienígena no Passado

Livros recomendados:
Os exilados da Capela, de Edgard Armond;_ Gênesis revisitado, de Zecharia Sitchin;_ A saga dos capelinos, de Albert Paul Dahoui.

Enviado às 10:10 PM

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Quinta-feira, Julho 03, 2003

CÓDIGOS

É muito difícil não ser dicotômico em alguns posts. Afinal,como explicar o não-dual utilizando-se de ferramentas duais? (afinal,nós precisamos de exemplos práticos, e vivemos todos num mundo dual) Deixo isso para os koans do Zen Budismo.

Mas posso fazer um paralelo com as máquinas, afinal Matrix clareou bastante as mentes das pessoas sobre a possibilidade de tudo o que vemos ser uma ilusão. Principalmente a abertura de Matrix 2, que nos mostra um intrincado sistema de códigos interagindo com a perfeição de um relógio (e não por acaso formando um).
Peguemos o seu computador. Tudo o que você vê na tela (e o que você não vê, que é o processamento que permite que você veja todo esse colorido) foi formado com códigos binários (1 e 0). Que são esses 1s e 0s? Números? Não. Estados. 1 simboliza "Ligado" ou seja, energia passando para o processador. 0 é "desligado". A não-energia. Só que a não-energia nesse contexto é equivalente a ação. Não fosse o 0 não haveria o 1. A velocidade e o intervalo em que a energia passa e não-passa é o que define TUDO no mundo da computação.

Pra escrever um simples A você apenas aperta o botão do seu teclado. Mas o que acontece do "outro lado" é que você mandou um código binário (uma combinação de 0s e 1s que no caso do A é exatamente 01000001) e isso vai pra CPU (que é o processador principal que coordena todos os trabalhos da máquina, equivalente a grosso modo ao "Mainframe" de Matrix 2) que por sua vez possui os milhares de códigos que formam o sistema operacional (Windows ou Linux) na sua memória RAM e, baseado nisso, faz a interpretação dos sinais. Mas não terminou. Ele computou que você digitou um A, mas você ainda não sabe disso (não apareceu na tela). Então a CPU diz ao processador da placa de vídeo (através de mais códigos ainda mais extensos: mas sempre 0s e 1s) que deve exibir um A no tamanho tal,na fonte tal,na posição tal. Então o processador de vídeo pega em sua própria memória RAM as informaçãos de COMO é o seu A (mais um bocado de códigos binários pra definir como é visualmente um A naquela fonte,tamanho,tal) e envia pro monitor a tela toda pronta, convertida em sinais analógicos, para que haja a manipulação dos fótons do monitor que vai possibilitar que se desenhe o A. A coisa é ainda mais complexa, mas para nós está bom.

Trabalhoso, não? Chato, talvez. Mas acontece em milésimos de segundo. O tempo todo. Com perfeição.

Finalmente chegamos na parte da dualidade. Bem e mal. Agir e não-agir. Agora entendem como pro Karma não existe essa separação? O não-agir também é ação. Luz ou trevas, ligado ou desligado, tudo desencandeia movimento, e o movimento é evolução. Só que essa separação existe pra NÓS, que sofremos sua ação. Estamos vendo o A. Ele não existe de fato, é resultado de um mero código 01000001 digitado há alguns milisegundos, mas ele "cresceu" e virou um A. E ele não vai sair dalí simplesmente porque você diz que ele não existe. É o SEU A. Faça algo com ele. Termine o que começou. Faça um palavrão ou uma poesia, a escolha é sua. Ou mesmo delete-o. Ainda assim vai precisar de uma ação (mais uma tecla pressionada, mais códigos gerados).

Somos todos códigos de luz e trevas interagindo com outros códigos o tempo todo. Alegria é evolução, e sofrimento TAMBÉM é evolução. Porque no fundo não existe nem alegria nem sofrimento: apenas um sistema operacional (a nossa mente) interpretando todos esses códigos.

Por isso que eu procuro falar uma linguagem intermediária entre o Windows e o Linux aqui no blog. É difícil. Não sou bom em assembly e por isso o sistema de comentários está sempre aberto a quem quiser ACRESCENTAR ao blog.
Não é a toa que o Windows é o sistema preferido da maioria, mesmo com todos os defeitos (e são muitos). Se eu falasse somente Linux, que é reconhecidamente melhor, provavelmente teria um clube bastante seleto de hackers, uma nova Kaballah. Uma re-encriptação de códigos. Não é nada disso que eu quero. E mais: de que adianta aprender a balbuciar a língua do Criador quando mal sabemos falar a língua do amor, tão próxima e ao mesmo tempo tão distante de nós?

"Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento."
(Saulo de Tarso. I Corintios 14:14-15)

Enviado às 12:53 AM

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Quarta-feira, Julho 02, 2003

SUPERANDO A RAIVA

Há muito tempo atrás existiu um samurai que dedicou boa parte da sua vida a procurar o assassino de seu mestre para vingar a sua morte. Um dia ele o encontrou, sacou sua espada e se aproximou para matá-lo. O assassino, vendo que ia morrer cuspiu na cara do samurai e começou a xingá-lo. O samurai então guardou a katana, deu as costas e foi embora.
Quando interrogado sobre o porque da sua atitude o samurai respondeu que não se deve lutar impulsionado pela raiva...
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Trecho do texto de Osho sobre a raiva:

"Na próxima vez que você ficar raivoso, vá e corra ao redor da casa por sete vezes e depois disso, sente-se sob uma árvore e observe para onde a raiva foi. Você não a reprimiu, você não a controlou, você não a jogou sobre outro alguém - porque se você a joga sobre alguém uma corrente é criada porque o outro é tão tolo quanto você, tão inconsciente quanto você. Se você joga a raiva no outro, e se ele for uma pessoa iluminada, então não haverá problema; ele irá lhe ajudar a jogá-la e liberá-la e a passar por uma catarse.
Porém o outro é tão ignorante quanto você - se você jogar a raiva sobre ele, ele irá reagir. Ele irá jogar mais raiva sobre você, ele está tão reprimido quanto você. Então surge uma corrente: você joga sobre ele, ele joga sobre você e ambos se tornam inimigos."
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Céu e inferno

Um Samurai grande e forte, de índole violenta, foi procurar um pequenino monge.
- Monge - disse numa voz acostumada à obediência imediata. Ensina-me sobre o céu e o inferno"!

O monge miudinho olhou para o terrível guerreiro e respondeu com o mais absoluto desprezo:
- Ensinar a você sobre o céu e o inferno? Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma. Você está imundo. Seu fedor é insuportável. A lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha, uma humilhação para a classe dos samurais. Suma da minha vista! Não consigo suportar sua presença execrável.

O samurai enfureceu-se. Estremecendo de ódio, o sangue subiu-lhe ao rosto e ele mal conseguiu balbuciar palavra alguma de tanta raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.
- Isto é o inferno - disse o monge mansamente.

O samurai ficou pasmo. A compaixão e absoluta dedicação daquele pequeno homem, oferecendo a própria vida para ensinar-lhe sobre o inferno! O guerreiro foi lentamente abaixando a espada, cheio de gratidão, subitamente pacificado.
- Isso e o céu - completou o monge com serenidade.

Enviado às 2:25 AM

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O Concílio de Constantinopla - 553 D.C

Até meados do século VI, todo o Cristianismo aceitava a Reencarnação que a cultura religiosa oriental já proclamava, milênios antes da era cristã, como fato incontestável, norteador dos princípios da Justiça Divina, que sempre dá oportunidade ao homem para rever seus erros e recomeçar o trabalho de sua regeneração, em nova existência.
Aconteceu, porém, que o segundo Concílio de Constantinopla, atual Istambul,na Turquia, em decisão política, para atender exigências do Império Bizantino, resolveu abolir tal convicção, cientificamente justificada, substituindo-a pela ressurreição, que contraria todos os princípios da ciência, pois admite a volta do ser, por ocasião de um suposto juízo final, no mesmo corpo já desintegrado em todos os seus elementos constitutivos.

É que Teodora, esposa do famoso Imperador Justiniano, escravocrata desumana e muito preconceituosa, temia retornar ao mundo, na pele de uma escrava negra e, por isso, desencadeou uma forte pressão sobre o papa da época, Virgílio, que subira ao poder através da criminosa intervenção do general Belisário, para quem os desejos de Teodora eram lei.
E assim, o Concílio realizado em Constantinopla, no ano de 553 D.C, resolveu rejeitar todo o pensamento de Orígenes de Alexandria, um dos maiores Teólogos que a Humanidade tem conhecimento. As decisões do Concílio condenaram, inclusive, a reencarnação admitida pelo próprio Cristo, em várias passagens do Evangelho, sobretudo quando identificou em João Batista o Espírito do profeta Elias, falecido séculos antes, e que deveria voltar como precursor do Messias (Mateus 11:14 e Malaquias 4:5).

Agindo dessa maneira, como se fosse soberana em suas decisões, a assembléia dos bispos, reunidos no Segundo Concílio de Constantinopla, houve por bem afirmar que reencarnação não existe.

Enviado às 1:49 AM

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Terça-feira, Julho 01, 2003

TRANSMUTAÇÃO DE KARMA

Sempre detestei essas mensagens canalizadas por gente famosa (é sempre Jesus, Ashtar Sheran, Anjo Gabriel) e que não dizem nada de concreto (é sempre "confiem em vocês, eu estou olhando por vocês",e tal. Parece livro de auto-ajuda). Mas ganhei emprestado da minha tia o livro Os sete Mestres, que resolvi ler pela vontade conhecê-los melhor. Logo que abri o livro, aleatoriamente, me deparei com essa mensagem:

"Eu sou Ezequiel. Quero trazer a vocês a capacidade de transformar os seus sentimentos. A Chama Violeta trabalha na transformação dos sentimentos.
Vocês desejam se libertar de um carma? Libertem-se, então, dos sentimentos que os aprisionam às ações!
Encantados vocês estão, pensando, apenas, em se libertar de suas ações, pensando: - Não mais farei mal. Não mais apontarei as falhas alheias! Não mais julgarei os meus irmãos!
Isto é certo, porém, é o caminho mais longo. Quero lhes ensinar o poder, a força da Chama Violeta, dizendo a vocês: Libertem, transmutem o sentimento!
Quando alguém lhes ofender, não bastará oferecer a outra face e manter o coração maculado pela raiva, pelo ódio, pelo sentimento. Recusem-se a se sentir ofendidos. Recusem aquele sentimento negativo, que nasce do fundo de suas almas. Quando isso acontecer, entendam que é uma oportunidade maravilhosa de crescer, de criar asas cor púrpura da libertação.
Nós acreditamos em vocês. Nós acreditamos na capacidade divina de cada um de vocês. Nós acreditamos no poder de contemplação de cada um de vocês. Nós acreditamos que os seus dentes não foram feitos para mastigar a carne, nem comer a violência. Nós acreditamos que as suas línguas não foram feitas para maldizerem o seu corpo, nem se privar do alimento, nem xingar o próximo. Nós acreditamos na doçura dos seus olhos, na brandura dos seus ouvidos e na integridade do seu coração. Nós acreditamos na sua alma.
Criem a capacidade de voar para o divino.
Utilizem as asas púrpura da Chama Violeta e chamem por mim.
Eu os protegerei. E eu os amarei. Arcanjo Ezequiel."

Muito boa a primeira metade da mensagem. Poderia ser assinada pelo Papai Noel que pra mim teria o mesmo efeito. No espiritismo sabemos que os espíritos podem moldar seu perispírito (corpo astral) para a aparência que quiserem. Mas uma coisa que não podem forjar é a vibração. É a assinatura vibracional, que identifica os espíritos do alto escalão. Cada grupo de espíritos se identifica com uma assinatura/vibração, e quanto mais elevados (menos ego envolvido) mais acabam se tornando um com essa identidade. É por isso que temos tantos Mestres ascencionados psicografando por aí. São na verdade os mensageiros, que estão em sintonia com aquela "família" espiritual. Infelizmente a vaidade humana impede que eles esclareçam isso, ou provavelmente não terão suas mensagens levadas à sério. Espíritos como Ezequiel estão numa vibração tão elevada que seria preciso muito tempo pra reduzir a sua vibração, num processo por vezes doloroso, para que ele venha até nosso plano vibracional denso dar a mensagem. Ora, é muito mais prático despachar pelos "correios", não é?

Enviado às 12:26 AM

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LEI DA COMPENSAÇÃO

Vou contar um pouco mais sobre mim, pois serve pra ilustrar como funciona o karma:
Eu costumava usar meus conhecimentos (associados a uma boa retórica) pra humilhar, em debates no mIRC,certas pessoas que se julgavam superiores às outras. Como exemplo o "líder religioso" do canal #100%jesus,que ia num canal espírita atacar as pessoas de lá. Coincidência ou não,depois de um debate em que o fanático foi humilhado na frente de seus seguidores, o canal fechou. Na minha lógica deturpada, eu estava certo. Afinal, estava sendo um arauto da Lei do Karma, praticando a justiça (inclusive estava fazendo Direito na época). Mas agora sei que eu não passava de um pobre e ignorante executor. Um mendigo em roupas de nobre.
Agora estou aqui, ainda um mendigo, mas procurando aprender mais e ajudar, indiretamente, pessoas que nunca conhecerei. Não estou fazendo isso por consciência pesada. Lembrei do episódio acima apenas hoje (minha memória está voltando aos poucos). É uma transformação interna que ocorreu paralela aos meus estudos, e só quem passou pelo que eu passei pode entender a alma de outra pessoa que está fazendo o mesmo que eu fazia antes. Assim como Frodo entendia Gollum.

Do mesmo jeito se explicam os defeitos físicos que muitos carregam como fardos, em suas reencarnações. Muitas vezes são compulsórios, resultados de exageros de vidas passadas, que danificaram o "molde" espiritual que dá origem ao corpo (principalmente no uso de drogas ou suicídio). Mas vemos pessoas maravilhosas, que são cegas ou paraplégicas, e muitas vezes questionamos que tipo de Justiça Divina é essa que pune uma pessoa assim. Muitas vezes quem pede esses defeitos é a própria pessoa, quando considera-se espiritualizada e preparada para tal (e por isso existem tantas pessoas boas nessa condição).

O karma de uma pessoa que cega a outra pode ser saldado de muitas maneiras (trabalhando em hospitais,sendo o pai/mãe da pessoa que cegou em outra vida,etc) mas muitas vezes a pessoa culpada implora aos mentores espirituais para que ela passe pela mesma experiência,pois sentem no íntimo que senão seu aprendizado não terá sido completo.

Nas nossas sucessivas encarnações escolhemos provas que sirvam para testar o que aprendemos nas encarnações anteriores e oportunidades de aprender novas coisas. Por isso,não é difícil que um brilhante físico teórico como Stephen Hawkins tenha tido (ou venha a ter) uma outra encarnação em que seja um fazendeiro "ignorante", que sirva para aprender mais sobre a natureza e a sensibilidade, que (talvez) não possam ter sido aprendidas nesta encarnação devido ao seu estado físico. Considerando-se o extremo em que ele se situou, provavelmente a missão dele era fazer um "intensivão" no mundo do pensamento, com quase nenhuma interferência do mundo dos sentidos (prazeres como correr, nadar, atividades paralelas aos estudos) que o desviariam de sua meta. É óbvio que o ideal é equilibrar saúde física com a mental (mente sã em corpo são, como ensinava o poeta romano Giovenale, em Sátiras) mas talvez ele tenha desperdiçado muitas encarnações em prazeres terrenos ou sua missão exigia máxima urgência e ele teria de completá-la nesta encarnação de todo jeito.

Enviado às 12:07 AM

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